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Nos EUA, uma enxurrada de indicadores refletiram o comportamento das bolsas antes do feriado. No Brasil, rumores sobre o pacote fiscal seguiram ditando o ritmo das negociações.
Os investidores norte-americanos vão comemorar o Thanksgiving, ou o Dia de Ação de Graças, amanhã (28) digerindo uma série de indicadores divulgados nesta quarta-feira (27) que são cruciais para definir o rumo dos juros nos EUA. Por aqui, o mercado não teve trégua com a expectativa pelo pacote de corte de gastos — que fez o dólar disparar e chegar à casa de R$ 5,92 na máxima do.
Entre todos os dados apresentados nos EUA hoje, vale olhar para o trio Produto Interno Bruto (PIB), índice de preços para gastos pessoais (PCE) e pedidos de seguro-desemprego.
A economia norte-americana cresceu ao ritmo anualizado de 2,8% no terceiro trimestre, de acordo com a segunda leitura do PIB do Departamento de Comércio do país. O resultado confirmou o dado inicialmente divulgado e as projeções da FactSet.
Segundo a Capital Economics, a segunda leitura do PIB dos EUA sugere que a maior economia do mundo continua resiliente.
Por isso, os investidores aguardavam com ansiedade pelo PCE — a medida preferida do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) para a inflação. O índice avançou 0,2% em outubro na comparação com setembro. Em termos anuais, houve alta de 2,3%. As duas comparações vieram em linha com as estimativas da FactSet.
O mercado de trabalho, que junto com a estabilidade de preços, forma o mandato duplo do Fed também mostrou solidez: o número de pedidos de seguro-desemprego caiu em 2 mil na semana encerrada em 23 de novembro, para 213 mil, segundo o Departamento do Trabalho. Analistas consultados pela FactSet esperavam alta para 215 mil.
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Confira os outros dados que saíram nos EUA hoje e que mexem com a bolsa aqui e lá fora:
A enxurrada de dados nos EUA que mostraram uma inflação em linha com o previsto em outubro, mas um aumento acima do esperado na renda e nos gastos dos norte-americanos reduziram o ritmo de queda dos yields dos Treasurys, mas deram força ao dólar na comparação com o real.
Além disso, a moeda norte-americana experimentou uma forte rodada de valorização hoje, renovando sucessivas máximas, com especulações em torno do pacote fiscal.
O dólar chegou a R$ 5,9289 na máxima do dia diante dos rumores de que o governo pretende incluir no conjunto de medidas fiscais a proposta de isenção de imposto de renda a pessoas físicas com renda de até R$ 5 mil.
A expectativa é de que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se pronuncie na noite de hoje para comunicar ponto a ponto quais serão as medidas de ajuste fiscal.
O Ibovespa, por sua vez, seguiu renovando mínimas na sessão em meio às incertezas sobre o pacote fiscal. A alta das ações da Vale (VALE3), que subiram 1,22%, até ajudaram, mas não foram suficientes para conter as perdas de hoje.
O principal índice de ações da bolsa brasileira acabou terminando o dia com baixa de 1,73%, aos 127.668,61 pontos — no piso da sessão.
As bolsas em Wall Street reagiram imediatamente aos dados nos EUA. O Dow Jones superou os 45 mil pontos pela primeira vez logo após a abertura, enquanto os yields (rendimentos) dos títulos do Tesouro norte-americano de dez anos ganharam fôlego.
A euforia, no entanto, durou pouco. As bolsas em Nova York passaram a operar no negativo algumas horas depois e terminaram o dia no vermelho: o Dow caiu 0,31%, o S&P 500 recuou 0,38% e o Nasdaq perdeu 0,60%.
Os traders lucraram com grandes nomes da tecnologia que tiveram um bom desempenho neste ano — o que explica o desempenho do Nasdaq.
A Nvidia, que subiu mais de 160% em 2024, chegou a cair mais de 3% no início da tarde. A Meta chegou a perder 1% após subir cerca de 60% este ano. Dell e a HP chegaram a cair mais de 12% após fornecerem projeções fracas sobre lucros.
Vale lembrar que essa é uma semana de negociação mais curta para as bolsas nos EUA, com o mercado fechando mais cedo para o feriado de Ação de Graças amanhã (28) e sem funcionar na sexta-feira (29), por isso, o volume de negócios é menor que o normal.
Ainda assim, a semana é notável, com o Dow e o S&P 500 atingindo máximas históricas.
A negociação de novembro, que foi definida por um rali pós-eleitoral com a vitória de Donald Trump, também termina esta semana. O Dow deve garantir ganho de mais de 7% em novembro, a caminho da maior alta mensal de 2024. O S&P 500 e o Nasdaq devem saltar mais de 5%.
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