Inter (INBR32), Sabesp (SBSP3), JBS (JBSS3) e mais: os 6 destaques positivos da temporada de balanços do 2T24, na visão do Itaú BBA
Banco analisa temporada de balanços do segundo trimestre, que teve bons resultados mais disseminados entre as empresas da bolsa do que no primeiro trimestre
Os balanços do segundo trimestre das empresas brasileiras foram bem recebidos pelos investidores, o que contribui para as recentes altas do Ibovespa, que nesta segunda-feira (19) fechou na nova máxima histórica de 135.777 pontos.
Em relatório publicado hoje, o Itaú BBA fez um “balanço dos balanços” otimista, mas destacou as seis empresas que acredita terem sido os destaques positivos da temporada de resultados.
São elas Direcional (DIRR3), Sabesp (SBSP3), Vivara (VIVA3), banco Inter (INBR32), Rede D’Or (RDOR3) e JBS (JBSS3). As três últimas inclusive fazem parte da carteira recomendada de ações brasileiras do banco.
- Vale a pena investir em Nubank (ROXO34) ou Banco Inter (INBR32)? Analista revela sua fintech preferida
Balanços com recordes e superação das expectativas
Em comum, os balanços dessas seis companhias exibiram recordes, superaram as expectativas do mercado e arrancaram elogios dos analistas.
O banco Inter, por exemplo, bateu recordes de lucro e rentabilidade, com um lucro líquido de R$ 223 milhões, alta de 247% na base anual, e um retorno sobre o patrimônio líquido anualizado (ROE, na sigla em inglês) de 10,4%.
Já a JBS teve uma receita líquida recorde de R$ 100,6 bilhões, alta de 12,6% na base anual, e reverteu prejuízo em um lucro líquido de R$ 1,7 bilhão, tendo seu resultado trimestral sido classificado como “memorável” e “um trimestre para recordar”, por analistas.
Leia Também
No seu primeiro balanço após a privatização – mas com números que ainda se referem ao período anterior à desestatização –, a Sabesp reportou um lucro líquido de R$ 1,2 bilhão no 2T24, alta de 62,6% ante o mesmo período do ano anterior e bem acima do consenso do mercado de acordo com a Bloomberg, que era de apenas R$ 719 milhões.
Vivara, por sua vez, também superou estimativas com um lucro líquido de R$ 211 milhões, alta de 92% na comparação anual. E Rede D’Or alcançou o marco histórico de R$ 1 bilhão de lucro líquido, em um dos seus melhores resultados trimestrais desde o IPO.
Finalmente, a Direcional manteve sua posição como uma das queridinhas dos analistas na bolsa brasileira ao registrar recorde trimestral de vendas líquidas, no valor de R$ 1,6 bilhão (R$ 1,3 bilhão, considerando-se a participação da companhia nos empreendimentos), um crescimento de 68% ante o mesmo período do ano anterior.
O lucro líquido cresceu 50% em base anual, para R$ 146 milhões, e o lucro líquido operacional foi de R$ 135 milhões, alta de 82% na comparação anual. A rentabilidade anualizada (ROE) atingiu 25%, o maior patamar da história da companhia.
OS MELHORES INVESTIMENTOS PARA AGOSTO: AÇÕES, FIIS, DIVIDENDOS E BDRS / ONDE INVESTIR NESTE MÊS
Bons resultados foram mais disseminados na bolsa no 2T24
Segundo a análise do Itaú BBA, o lucro líquido das empresas abertas brasileiras subiu 48% no segundo trimestre em comparação ao mesmo período do ano passado, enquanto o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) avançou 17% na mesma base de comparação.
Houve ainda uma difusão mais forte do crescimento anual no universo de cobertura do banco, com mais de 60% das companhias reportando expansão no lucro líquido (68%), Ebitda (75%) e receita (92%). Além disso, 39% das empresas cobertas pelo Itaú BBA entregaram um lucro acima das estimativas do banco.
Os destaques setoriais do segundo trimestre, ainda segundo a análise do Itaú BBA, foram o setor financeiro e as empresas voltadas para o mercado doméstico, enquanto o setor de commodities teve uma performance mais fraca em termos de difusão dos resultados.
Sobre as projeções do mercado para os próximos trimestres, o Itaú BBA considera que as revisões têm se mostrado agridoces, com piora nas previsões de lucro para o ano de 2024, mas uma melhora para 2025.
O setor de commodities foi o que mais mostrou mudanças nas projeções para o ano, mas o setor financeiro se mostrou mais resiliente, com melhora nas previsões em ambos os anos.
Quanto à alavancagem das companhias brasileiras, houve um leve aumento de 1,5 vez a relação dívida líquida sobre Ebitda no primeiro trimestre para 1,7 vez no segundo trimestre, mas este ainda é, na visão do banco, um nível confortável.
Entre os setores, as companhias aéreas mostraram o maior salto na alavancagem, de 5,4 para 5,9 vezes, enquanto o varejo registrou a maior queda sequencial, de 4,3 para 3,9 vezes.
As maiores quedas do Ibovespa em 2025: o que deu errado com Raízen (RAIZ4), Hapvida (HAPV3) e Natura (NATU3)?
Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira
Ouro recua quase 5% e prata tomba quase 9% nesta segunda (29); entenda o que aconteceu com os metais preciosos
Ouro acumula alta de 66% em 2025, enquanto a prata avançou cerca de 145% no ano
Na reta final de 2025, Ibovespa garante ganho de 1,5% na semana e dólar acompanha
A liquidez reduzida marcou as negociações na semana do Natal, mas a Selic e o cenário eleitoral, além da questão fiscal, continuam ditando o ritmo do mercado brasileiro
Apetite por risco atinge o maior nível desde 2024, e investidores começam a trocar a renda fixa pela bolsa, diz XP
Levantamento com assessores mostra melhora no sentimento em relação às ações, com aumento na intenção de investir em bolsa e na alocação real
Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal
Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais
3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley
O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar
Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro
Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira
Os recordes voltaram: ouro é negociado acima de US$ 4.450 e prata sobe a US$ 69 pela 1ª vez na história. O que mexe com os metais?
No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%
LCIs e LCAs com juros mensais, 11 ações para dividendos em 2026 e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro
Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana
R$ 40 bilhões em dividendos, JCP e bonificação: mais de 20 empresas anunciaram pagamentos na semana; veja a lista
Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias
Musk vira primeira pessoa na história a valer US$ 700 bilhões — e esse nem foi o único recorde de fortuna que ele bateu na semana
O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo
Maiores quedas e altas do Ibovespa na semana: com cenário eleitoral e Copom ‘jogando contra’, índice caiu 1,4%; confira os destaques
Com Copom firme e incertezas políticas no horizonte, investidores reduziram risco e pressionaram o Ibovespa; Brava (BRAV3) é maior alta, enquanto Direcional (DIRR3) lidera perdas
Nem o ‘Pacman de FIIs’, nem o faminto TRXF11, o fundo imobiliário que mais cresceu em 2025 foi outro gigante do mercado; confira o ranking
Na pesquisa, que foi realizada com base em dados patrimoniais divulgados pelos FIIs, o fundo vencedor é um dos maiores nomes do segmento de papel
De olho na alavancagem, FIIs da TRX negociam venda de nove imóveis por R$ 672 milhões; confira os detalhes da operação
Segundo comunicado divulgado ao mercado, os ativos estão locados para grandes redes do varejo alimentar
“Candidatura de Tarcísio não é projeto enterrado”: Ibovespa sobe e dólar fecha estável em R$ 5,5237
Declaração do presidente nacional do PP, e um dos líderes do Centrão, senador Ciro Nogueira (PI), ajuda a impulsionar os ganhos da bolsa brasileira nesta quinta-feira (18)
‘Se eleição for à direita, é bolsa a 200 mil pontos para mais’, diz Felipe Miranda, CEO da Empiricus
CEO da Empiricus Research fala em podcast sobre suas perspectivas para a bolsa de valores e potenciais candidatos à presidência para eleições do próximo ano.
Onde estão as melhores oportunidades no mercado de FIIs em 2026? Gestores respondem
Segundo um levantamento do BTG Pactual com 41 gestoras de FIIs, a expectativa é que o próximo ano seja ainda melhor para o mercado imobiliário
Chuva de dividendos ainda não acabou: mais de R$ 50 bilhões ainda devem pingar na conta em 2025
Mesmo após uma enxurrada de proventos desde outubro, analistas veem espaço para novos anúncios e pagamentos relevantes na bolsa brasileira
Corrida contra o imposto: Guararapes (GUAR3) anuncia R$ 1,488 bilhão em dividendos e JCP com venda de Midway Mall
A companhia anunciou que os recursos para o pagamento vêm da venda de sua subsidiária Midway Shopping Center para a Capitânia Capital S.A por R$ 1,61 bilhão
Ação que triplicou na bolsa ainda tem mais para dar? Para o Itaú BBA, sim. Gatilho pode estar próximo
Alta de 200% no ano, sensibilidade aos juros e foco em rentabilidade colocam a Movida (MOVI3) no radar, como aposta agressiva para capturar o início do ciclo de cortes da Selic
