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Banco analisa temporada de balanços do segundo trimestre, que teve bons resultados mais disseminados entre as empresas da bolsa do que no primeiro trimestre
Os balanços do segundo trimestre das empresas brasileiras foram bem recebidos pelos investidores, o que contribui para as recentes altas do Ibovespa, que nesta segunda-feira (19) fechou na nova máxima histórica de 135.777 pontos.
Em relatório publicado hoje, o Itaú BBA fez um “balanço dos balanços” otimista, mas destacou as seis empresas que acredita terem sido os destaques positivos da temporada de resultados.
São elas Direcional (DIRR3), Sabesp (SBSP3), Vivara (VIVA3), banco Inter (INBR32), Rede D’Or (RDOR3) e JBS (JBSS3). As três últimas inclusive fazem parte da carteira recomendada de ações brasileiras do banco.
Em comum, os balanços dessas seis companhias exibiram recordes, superaram as expectativas do mercado e arrancaram elogios dos analistas.
O banco Inter, por exemplo, bateu recordes de lucro e rentabilidade, com um lucro líquido de R$ 223 milhões, alta de 247% na base anual, e um retorno sobre o patrimônio líquido anualizado (ROE, na sigla em inglês) de 10,4%.
Já a JBS teve uma receita líquida recorde de R$ 100,6 bilhões, alta de 12,6% na base anual, e reverteu prejuízo em um lucro líquido de R$ 1,7 bilhão, tendo seu resultado trimestral sido classificado como “memorável” e “um trimestre para recordar”, por analistas.
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No seu primeiro balanço após a privatização – mas com números que ainda se referem ao período anterior à desestatização –, a Sabesp reportou um lucro líquido de R$ 1,2 bilhão no 2T24, alta de 62,6% ante o mesmo período do ano anterior e bem acima do consenso do mercado de acordo com a Bloomberg, que era de apenas R$ 719 milhões.
Vivara, por sua vez, também superou estimativas com um lucro líquido de R$ 211 milhões, alta de 92% na comparação anual. E Rede D’Or alcançou o marco histórico de R$ 1 bilhão de lucro líquido, em um dos seus melhores resultados trimestrais desde o IPO.
Finalmente, a Direcional manteve sua posição como uma das queridinhas dos analistas na bolsa brasileira ao registrar recorde trimestral de vendas líquidas, no valor de R$ 1,6 bilhão (R$ 1,3 bilhão, considerando-se a participação da companhia nos empreendimentos), um crescimento de 68% ante o mesmo período do ano anterior.
O lucro líquido cresceu 50% em base anual, para R$ 146 milhões, e o lucro líquido operacional foi de R$ 135 milhões, alta de 82% na comparação anual. A rentabilidade anualizada (ROE) atingiu 25%, o maior patamar da história da companhia.
Segundo a análise do Itaú BBA, o lucro líquido das empresas abertas brasileiras subiu 48% no segundo trimestre em comparação ao mesmo período do ano passado, enquanto o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) avançou 17% na mesma base de comparação.
Houve ainda uma difusão mais forte do crescimento anual no universo de cobertura do banco, com mais de 60% das companhias reportando expansão no lucro líquido (68%), Ebitda (75%) e receita (92%). Além disso, 39% das empresas cobertas pelo Itaú BBA entregaram um lucro acima das estimativas do banco.
Os destaques setoriais do segundo trimestre, ainda segundo a análise do Itaú BBA, foram o setor financeiro e as empresas voltadas para o mercado doméstico, enquanto o setor de commodities teve uma performance mais fraca em termos de difusão dos resultados.
Sobre as projeções do mercado para os próximos trimestres, o Itaú BBA considera que as revisões têm se mostrado agridoces, com piora nas previsões de lucro para o ano de 2024, mas uma melhora para 2025.
O setor de commodities foi o que mais mostrou mudanças nas projeções para o ano, mas o setor financeiro se mostrou mais resiliente, com melhora nas previsões em ambos os anos.
Quanto à alavancagem das companhias brasileiras, houve um leve aumento de 1,5 vez a relação dívida líquida sobre Ebitda no primeiro trimestre para 1,7 vez no segundo trimestre, mas este ainda é, na visão do banco, um nível confortável.
Entre os setores, as companhias aéreas mostraram o maior salto na alavancagem, de 5,4 para 5,9 vezes, enquanto o varejo registrou a maior queda sequencial, de 4,3 para 3,9 vezes.
O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3
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