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A reunião dos presidentes acontece um dia antes do encontro de lideranças da América do Sul em Brasília, onde novos anúncios devem ser feitos; oposição reage
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva finalizou uma reunião nesta segunda-feira (29) com o chefe de Estado da Venezuela, Nicolás Maduro. Nas redes sociais, Maduro agradeceu “a calorosa acolhida” e citou o desenvolvimento de uma agenda diplomática que reforce “a união dos povos do continente”.
O presidente Lula também celebrou a chegada de Maduro, afirmando que “a relação entre nossos países também pode ser cultural, econômica, de troca de ciência e tecnologia, no combate ao narcotráfico em nossas fronteiras”.
Esse é o primeiro encontro entre Lula e Maduro, que marca a retomada das relações entre Brasil e Venezuela, que foram praticamente suspensas após o impeachment de Dilma Rousseff e ficaram ainda mais distantes durante a gestão de Jair Bolsonaro.
O discurso de ambos após o encontro — “uma boa, proveitosa e grande conversação com o presidente Lula e sua equipe”, nas palavras do líder venezuelano — buscou valorizar acordos bilaterais e o fortalecimento do bloco sul-americano.
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"Se a gente estiver junto, nós temos 450 milhões de pessoas, a gente tem um PIB de quase US$ 4,5 trilhões. A gente tem força no processo de negociação e é por isso que esse momento [cúpula] é importante", afirmou Lula.
O momento é oportuno, tendo em vista que o presidente venezuelano chegou ao país para o encontro de lideranças da América do Sul em Brasília, na terça-feira (30).
Apenas a presidente do Peru, Dina Boluarte, não irá comparecer devido a problemas políticos locais que impedem a saída da chefe do país.
“É o começo da volta de Maduro e o encontro de amanhã será a volta da América do Sul”, afirmou Lula. “O preconceito com a Venezuela é muito grande. Na campanha, havia muitos discursos contra a Venezuela. Diziam que o Brasil iria virar Venezuela, enquanto, na verdade, só queremos que o Brasil seja Brasil.”
“O país fechou portas e janelas para a Venezuela nos últimos anos, sendo que são países vizinhos, que se gostam como um povo”, comentou Maduro.
Assim, ambos os chefes de Estado devem reabrir as respectivas embaixadas nos países, bem como os setores consulares.
A coletiva deixou lacunas nas expectativas de mais acordos bilaterais, o que abre espaço para novos anúncios amanhã no encontro com líderes dos demais países da América Latina.
A questão econômica também foi pauta do encontro de ambos. O comércio bilateral alcançou cerca de US$ 1,7 bilhão em 2022, com exportações brasileiras de US$ 1,3 bilhão e importações de quase US$ 400 milhões.
Entretanto, a Venezuela tem uma dívida acumulada até março deste ano com o Brasil de US$ 722 milhões, via Banco Nacional do Desenvolvimento Social (BNDES). Nas falas dos presidentes após o encontro, não foi citado um plano de pagamento.
Mesmo assim, Maduro afirmou que a Venezuela “está de portas abertas para todo o empresariado brasileiro”. “Temos pela frente a construção de um novo mapa de colaboração conjunta entre Brasil e Venezuela”, disse.
Sobre o uso de moedas alternativas para transações comerciais, como foi tratado com a Argentina na reunião recente com o presidente do país, Maduro afirmou que “não foi assunto” deste encontro.
“Essa temática [de moedas alternativas ao dólar] não foi tratada nesta reunião em específico. Buscamos novas opções já presentes, sim, mas não falamos sobre isso”, disse.
“Eu sonho um dia que os BRICS tenham uma moeda própria e não dependam do dólar, já falei isso. Esse é até um assunto que a gente pode discutir amanhã [no encontro de líderes da América Latina]. Quem sabe a gente não possa receber em yuan”, afirmou Lula.
A visita do chefe de Estado venezuelano gerou um rebuliço nas redes sociais, especialmente da oposição ao governo.
O deputado federal Marcos Antonio Pereira Gomes, mais conhecido como Zé Trovão (PL-SC), chegou a fazer um pedido para que a embaixada dos Estados Unidos “informasse quais medidas podem ser tomadas pelo governo Americano para captura deste criminoso”.
A deputada federal, Bia Kicis (PL-DF), também “denunciou” a chegada de Maduro aos Estados Unidos, “uma vez que o governo americano já manifestou seu interesse em prender o ditador da Venezuela”.
*Com informações da Agência Brasil
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