O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Michelle poderia aceitar o presente ou as joias deveriam virar propriedade do governo? O que há contra Bolsonaro, afinal? Confira as respostas
Presente do governo saudita, as joias que Michelle Bolsonaro ganhou do príncipe Mohammad bin Salman Abdulaziz Al Saud viraram um presente de grego para a ex-primeira-dama — e, por tabela, para Jair Bolsonaro.
O estojo contendo colar, anel, relógio e um par de brincos de diamantes foi apreendido pela Receita Federal no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, na mochila de um assessor do então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.
Mas quem desembrulhou a lembrancinha de R$ 16,5 milhões foi o jornal O Estado de São Paulo, que publicou o caso na sexta-feira (3).
Afinal, por que o caso gerou tanta polêmica? Michelle poderia aceitar o presente ou as joias deveriam virar propriedade do governo? O que há contra Bolsonaro e o que o ex-presidente disse sobre o assunto?
Para responder a estas questões, melhor contar essa história desde o início.
O primeiro capítulo da saga das joias de Michelle acontece no dia 6 de outubro de 2021, quando o ex-presidente Jair Bolsonaro envia uma carta ao príncipe saudita informando que não poderá participar do lançamento da iniciativa Oriente Médio Verde, mas que enviaria Bento Albuquerque como representante.
Leia Também
Dois dias depois, em 8 de outubro de 2021, o então ministro solicitou afastamento do Brasil para viajar a Riad, de 20 a 26 de outubro, para participar da iniciativa saudita.
No retorno da comitiva do governo brasileiro, as joias — que estavam na mochila do assessor de Bento Albuquerque, Marcos André dos Santos, foram apreendidas pela Receita Federal no Aeroporto de Guarulhos.
Depois dessa data, o então ministro de Minas e Energia tentou obter a liberação das joias, expediente repetido outras quatro vezes, de acordo com O Estado de São Paulo.

É comum a troca de presentes entre governos, portanto, a lembrancinha milionária do príncipe saudita não é ilegal — o problema está na forma como o presente entrou no Brasil.
Pela lei, qualquer bem com valor superior a US$ 1.000 (R$ 5.196,40 no câmbio atual) precisa ser declarado à Receita Federal ao entrar no país, sofrendo tributação de 50% do excedente.
Como o então ministro Bento Albuquerque alegou se tratar de um presente oficial, o conjunto de diamantes poderia ser liberado do pagamento do imposto de importação. Mas nesse caso precisaria ser declarado como patrimônio da União — e não um bem de Michelle Bolsonaro.
Vale lembrar que um decreto de 2002, assinado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, determina que quaisquer itens recebidos em cerimônias de trocas de presentes, audiências com autoridades estrangeiras, visitas ou viagens oficiais sejam declarados de interesse público e passem a integrar o patrimônio cultural brasileiro.
Apesar dos ofícios enviados à Receita e ao gabinete de Documentação Histórica da Presidência, a Receita Federal informou no sábado (4) que o governo Bolsonaro não regularizou e nem apresentou pedido com justificativa para incorporar as joias ao acervo da União.
De acordo com o fisco, a regularização é possível mediante comprovação da propriedade pública e regularização da situação aduaneira. "Isso não aconteceu no caso em análise, mesmo após orientações e esclarecimentos prestados pela Receita Federal a órgãos do governo".
A Receita Federal acionou o Ministério Público Federal de Guarulhos, em São Paulo, para investigar o caso.
No sábado (4), o ex-presidente Jair Bolsonaro se manifestou sobre o caso. Segundo ele, as joias dadas como presente à Michelle Bolsonaro poderiam ter sido liberadas pela alfândega e entregues ao acervo da Presidência.
"Ficou na alfândega, não fiquei sabendo. Dois, três dias depois, a Presidência notificou a alfândega que era para ir para o acervo. Até aí, tudo bem, nada demais", disse Bolsonaro depois de participar de evento nos EUA.
"Poderia, no meu entender, a alfândega ter entregue, iria para o acervo e seria entregue à primeira-dama. O que diz a legislação? Ela poderia usar, não poderia se desfazer daquilo", acrescentou.
Além de Bolsonaro, o ex-chefe da Secretaria Especial de Comunicação Social do governo Bolsonaro, Fabio Wajngarten, usou seu perfil no Twitter para chamar a reportagem do jornal O Estado de São Paulo de "narrativa fantasiosa de milhões" que será desmascarada.
Wajngarten também publicou uma cópia da mensagem enviada à Arábia Saudita em que o Brasil agradece o presente e comunica que as peças seriam incorporadas à coleção oficial do Brasil, conforme a legislação.
Michelle Bolsonaro também se manifestou. Em seu perfil no Instagram, a ex-primeira-dama compartilhou uma mensagem nos stories: "Quer dizer que 'eu tenho tudo isso' e não estava sabendo? Meu Deus! Vocês vão longe mesmo hein!? Estou rindo da falta de cabimento dessa impressa [sic] vexatória".
Cláudio Felisoni, presidente do IBEVAR e professor da FIA Business School, fala no Touros e Ursos desta semana sobre um estudo que mensura os possíveis efeitos da redução da jornada no varejo e na economia
Segundo Lula, mais auxiliares podem deixar a Esplanada, mas ainda precisam avisá-lo
Licença-paternidade foi instituída no Brasil com a promulgação da Constituição de 1988. Mesmo com ampliação, benefício seguirá muito aquém do observado em países mais desenvolvidos.
Mesmo sem a confirmação oficial, integrantes do PSD começam a repercutir a escolha do governador de Goiás, em detrimento de Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul
O potencial de voto de Lula é um pouco maior e chega a 50%, enquanto Flávio Bolsonaro também tem 48% dos eleitores que admitem votar nele
O equívoco nasce de uma leitura imprecisa do artigo 224 do Código Eleitoral. O texto menciona, de fato, a necessidade de novas eleições caso a “nulidade” atinja mais da metade dos votos
Apesar da vantagem numérica do petista no primeiro turno entre os moderados, a disputa se acirra em uma eventual rodada decisiva
Decisão do STF limita verbas indenizatórias, suspende auxílios e tenta conter supersalários, embora preserve margem para penduricalhos na magistratura
A pena estipulada pelo TSE foi de 4 anos, retirando o ex-governador da corrida eleitoral deste ano e de 2030
Atual secretário-executivo da Fazenda tem perfil mais técnico e pode assumir a pasta com o desafio de tocar a agenda econômica em ano eleitoral
Além do efeito da bandeira do governo Lula na renda, levantamento mostra que a violência permanece no topo das preocupações dos entrevistados
Especialistas apontam que a observação detalhada da face e do áudio é o primeiro filtro de segurança, mas não é o único
Investigação da PF encontra mensagens do ministro do STF no WhatsApp do banqueiro que apontam para uma relação de pelo menos dois anos
Ex-governador de São Paulo e nome forte no Estado, Geraldo Alckmin também foi lembrado com elogios por Lula pela nova política da indústria brasileira
Os dados mostram também o filho de Jair Bolsonaro numericamente a frente de Lula no segundo turno, apesar da igualdade técnica entre ambos
Pesquisa Atlas/Bloomberg mostra Lula ainda à frente de Flávio Bolsonaro e Tarcísio no primeiro turno, mas com a menor vantagem da série histórica contra o senador. No segundo turno, cenário indica empate técnico com o filho do ex-presidente e desvantagem contra o governador paulista
O avanço do senador nas intenções de voto para as eleições 2026 ocorre em um momento em que a avaliação do governo Lula segue pressionada
O magistrado é acusado de crime de responsabilidade, suspeição e conflito de interesses na condução do inquérito que apura as fraudes bilionárias
Levantamento mostra Lula à frente em todas as simulações, enquanto a avaliação de seu governo segue em empate técnico, com 49% de desaprovação e 47% de aprovação; confira quem tem mais chances no embate contra o petista
Apesar da rejeição elevada, Lula mantém vantagem sobre Tarcísio, Flávio, Michelle e outros adversários em todos os cenários; levantamento mostra o petista com 40,2% no primeiro turno e vitórias apertadas no segundo