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POUCO A POUCO

Mesmo com demora na divulgação da nova âncora fiscal, Lula quer reuniões com presidentes do Congresso antes de publicar proposta

Haddad também não poupou críticas à condução da política monetária brasileira e engrossou o coro com o presidente Lula ao atacar os juros altos

controle de gastos fica no radar
Imagem: Pixabay

A proposta de uma nova âncora fiscal que substituirá o teto de gastos tem sido o principal tema que mexe com os investidores locais. Não se sabe quase nada da proposta que vem sendo analisada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, faz semanas. 

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Além de cozinhar o anúncio da proposta em banho-maria, o presidente exigiu reuniões preliminares com os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), além de economistas, antes de apresentar oficialmente a proposta.

As afirmações foram feitas pelo ministro da Economia, Fernando Haddad. "Vamos agendar essas reuniões, que devem acontecer entre hoje e amanhã", completou. Porém, Haddad não se comprometeu a apresentar o arcabouço antes da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), na terça e na quarta-feira, 22.

Divulgação da nova âncora fiscal se arrasta 

O ministro garantiu que o anúncio do projeto de lei complementar ocorrerá ainda nesta semana, mas o envio ao Congresso pode levar mais tempo, já que o limite — até 15 de abril — seria o envio da Proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para 2024.

Mesmo com a proposta de novo arcabouço fiscal se arrastando, Haddad não poupou críticas à condução da política monetária brasileira e engrossou o coro com o presidente Lula ao atacar os juros altos. 

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"O Copom tem sua dinâmica. Não vamos atropelar o processo de conversa porque é preciso sair um projeto sóbrio. Não vai ser o açodamento que vai nos levar a isso. Já antecipei de agosto para meados de março", completou. "Vamos torcer para que saia ainda esta semana, antes da viagem presidencial à China", repetiu.

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Nada de espiadinha

O ministro disse que não trabalha com vazamentos e disse lamentar que alguns companheiros de governo não sigam essa orientação de Lula.

"Tinha muita preocupação que vazassem coisas antes do presidente tomar conhecimento, e felizmente conseguimos que ele fosse o primeiro a conhecer antes de começarem os vazamentos que são típicos nesse tipo de projeto", acrescentou.

Haddad ainda se esquivou das críticas de colegas da Esplanada que reclamam que o arcabouço fiscal não teria sido discutido com a ala política do governo.

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"Não vejo essa divisão no governo entre ala política e econômica. Fui candidato à Presidência pelo PT, então sou de que ala? Não faz sentido esse tipo de divisão. Toda divisão é técnica e política, e por isso é o presidente Lula que dá a última palavra. Temos que levar os subsídios para ele tomar uma decisão que contemple seus compromissos históricos, de campanha, e a sustentabilidade do País", concluiu.

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