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Carolina Gama
Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.
ESCALADA DO CONFLITO

Armado até os dentes: Putin prepara grande ataque russo para marcar um ano de guerra; veja os planos dele

O cenário escolhido para o combate é Donbass, a região localizada no leste da Ucrânia e que já está sentindo os primeiros efeitos da ofensiva de Moscou

Carolina Gama
10 de fevereiro de 2023
16:03 - atualizado às 15:00
Presidente russo, Vladimir Putin, apoiado em uma mesa, com o dedão na boca
O presidente da Rússia, Vladimir Putin - Imagem: Flickr

Quase 2 mil tanques, 300 mil soldados e um grande ataque a Donbass, região no leste da Ucrânia.  É assim que o presidente Vladimir Putin vai marcar o primeiro ano de uma guerra que deveria ter acabado rápido e com o domínio de Moscou sobre Kiev. 

O alerta sobre uma forte ofensiva russa em 24 de fevereiro não é novo. Nesta sexta-feira (10) foi reforçado por parte de oficiais da inteligência ucraniana. 

Putin deve comandar um ataque que também contará com milhares de veículos blindados, sistemas de artilharia e centenas de caças e helicópteros. 

Outra arma que o presidente russo vai usar a seu favor é o inverno, que está chegando ao final. Segundo especialistas, as temperaturas ainda baixas devem dificultar as condições no campo de batalha para os ucranianos. 

Putin vem aí

Após vários reveses, desde janeiro o exército russo voltou à ofensiva, em particular em Donbass — cuja região oriental é reivindicada por Moscou. 

"Atualmente, a luta está progredindo com sucesso nas áreas de Bakhmout e Vougledar", disse o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu. 

Ele citou ainda as recentes conquistas de sete localidades, incluindo Soledar — uma pequena cidade perto de Bakhmout que as forças ucranianas cederam em janeiro após combates mortais de ambos os lados. 

O governador ucraniano da região de Donetsk confirmou o avanço russo. Pavlo Kyrylenko admitiu que a situação estava se tornando cada vez mais densa e que apesar de fazer o máximo para evitar a queda de Bakhmout, os soldados ucranianos "não serão usados como bucha de canhão para manter a posição a todo custo". 

O próprio presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, reconheceu que a situação estava se complicando no front, especialmente em Bakhmout. 

A cidade é importante porque sua captura abriria caminho para uma ofensiva russa em direção a Kramatorsk, a principal região sob controle ucraniano. 

Ucrânia pede socorro

Vendo Putin se aproximar — e armado até os dentes — a Ucrânia pediu socorro aos aliados ocidentais. Alemanha, Holanda e Dinamarca anunciaram nesta semana o envio de pelo menos 100 tanques Leopard 1 A5 nas próximas semanas e meses. 

O governo ucraniano informou ainda que receberá entre 120 e 140 tanques pesados ocidentais, incluindo o Challenger 2 britânico e o Abrams norte-americano.

A data de entrega, no entanto, não está clara e Kiev teme que não receba os equipamentos em tempo de conter uma ofensiva russa em grande escala. 

*Com informações da Reuters e da AFP

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