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O grupo extremista adiou a soltura de mais dez reféns após alegar que Israel descumpriu parte do acordo de trégua temporária

O cessar-fogo até parecia ser promissor, com sinais de um novo passo em busca da paz e fim do conflito entre o Hamas e Israel. De um lado, a libertação de reféns do grupo extremista e do outro, a ajuda humanitária aos palestinos.
Mas, o acordo firmado na última terça-feira (21) não teve o sucesso esperado. Neste sábado, o Hamas adiou a segunda rodada da liberação de novos reféns.
A expectativa era de que mais de 13 sequestrados fossem libertados. Em troca, outros 39 palestinos que estão sob custódia de Israel seriam soltos.
Segundo o braço armado do grupo extremista, a Brigada Izz el-Deen al-Qassam, Israel não cumpriu os termos do acordo da trégua temporária. A interrupção da soltura de reféns aconteceu minutos após a confirmação de que o processo havia começado.
“As Brigadas Al-Qassam decidem adiar a libertação do segundo lote de prisioneiros até que a ocupação cumpra os termos do acordo relativo à entrada de caminhões de ajuda [humanitária] no norte da Faixa de Gaza, e devido ao não cumprimento do acordado para libertação de prisioneiros”, disse o braço militar do Hamas no Telegram.
De acordo com a imprensa internacional, cerca de 340 caminhões de ajuda deveriam ir a Gaza pela fronteira do Egito, mas que, até agora, não haviam chegado ao destino final. Do total acordado, 133 caminhões já entraram na região do conflito.
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O adiamento da libertação de reféns pelo grupo Hamas elevou as tensões, com ameaça de fim do cessar-fogo por parte de Israel.
Segundo o jornal Al Jazeera, do Catar, o Exército de Israel deve retornar os bombardeiros sobre Gaza caso o grupo extremista não retome a liberação de reféns até as 0h do horário local (19h, em Brasília).
A primeira rodada de libertação de reféns do Hamas aconteceu ontem (24). O grupo extremista liberou 24 cativos — sendo 13 israelenses, 10 tailandeses e 1 filipino. Em troca, Israel soltou 39 prisioneiros palestinos.
O cessar-fogo temporário iniciou na noite da última terça-feira (21), por um acordo de libertação de reféns e prisioneiros nos dois lados do combate — que já dura mais de 30 dias.
A expectativa era de que em quatro dias de pausa, 50 reféns do grupo extremistas Hamas seriam libertados em troca de ajuda humanitária na Faixa de Gaza e a soltura de 150 mulheres e crianças palestinas que estão sob custódia de Israel.
As autoridades do Catar mediaram as negociações sobre o acordo de reféns.
*Com informações de CNN International, Reuters, CNBC, Agência Brasil e RTP.
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