Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Retorno maior

Gigante da B3 pode devolver até R$ 5 bilhões aos acionistas; entenda

Empresa de telecomunicações pediu autorização à Anatel para fazer redução de capital, o que aumentará retorno ao acionista

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
16 de fevereiro de 2023
12:03 - atualizado às 12:48
Homem segura notas de dinheiro
Imagem: Shutterstock

Uma gigante da bolsa brasileira pode devolver uma quantia bilionária aos seus acionistas em breve. A Telefônica Brasil, dona da marca Vivo (VIVT3), irá pedir à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a permissão para fazer uma redução de capital social no valor máximo de R$ 5 bilhões ao longo deste e dos próximos anos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A companhia informou, na última quarta-feira (15), que seu conselho de administração aprovou a apresentação de um Pedido de Anuência Prévia à Anatel para ter a possibilidade de efetuar uma ou mais reduções de capital, "conforme avaliação da administração acerca das condições financeiras da companhia e cenário macroeconômico."

Segundo a Vivo, caso autorizada pela Anatel e aprovada pela administração da empresa e dos sócios, as reduções de capital poderão ser efetivadas "mediante a restituição de recursos aos seus acionistas na proporção de sua participação acionária nas respectivas datas-bases a serem fixadas e sem o cancelamento de suas ações."

No comunicado divulgado ao mercado, porém, a empresa lembra que o Pedido de Anuência busca apenas a autorização para que as reduções de capital sejam efetuadas, mas não a sua obrigatoriedade.

Para o BTG Pactual, a Vivo não deve ter problemas em obter o sinal verde da Anatel para a redução de capital, mas o processo deve levar até dez meses para ser completamente aprovado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com a eventual redução de capital, os analistas estimam que o dividend yield (retorno com dividendos) da companhia deve saltar de 5,9% para 9,7% em 2023 e de 8,5% para 12,3% em 2024, "níveis extremamente atraentes".

Leia Também

Para o banco, a redução de capital é uma boa oportunidade de a Vivo aumentar a remuneração aos acionistas, dado que a empresa tem pouco lucro acumulado, ficando dependente dos lucros futuros para pagar proventos. Mas, com as taxas de juros tão altas, os analistas não esperam que o lucro líquido apresente grande crescimento em 2023.

O BTG diz ainda não acreditar que a Vivo pague os R$ 5 bilhões de uma vez, "já que não faz sentido se alavancar com o atual custo de dívida." Assim, as devoluções, se aprovadas, devem ser feitas em várias parcelas.

O Credit Suisse estima que as devoluções ocorram num prazo de dois a três anos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Empiricus acredita que os pagamentos devam ocorrer entre 2023 e 2024, incrementando o dividend yield da companhia em 3,7 pontos percentuais em cada ano. Esse aumento do retorno, diz o analista Ruy Hungria, deve inclusive ajudar a performance das ações VIVT3, "que estão estacionadas nos últimos meses justamente por conta da piora nas perspectivas dos dividendos, em função do impacto negativo do maior endividamento para a aquisição dos ativos da Oi."

Já o Santander acredita que a redução de capital vai dar flexibilidade à Vivo para potencialmente distribuir todo seu fluxo de caixa livre para os acionistas nos próximos ano e estima um retorno de 9% para esse fluxo de caixa em 2023

VEJA TAMBÉM - A RAINHA DA RENDA FIXA: BB SEGURIDADE (BBSE3) TEM RESULTADOS INCRÍVEIS E PAGARÁ DIVIDENDOS GORDOS

Balanço da Vivo (VIVT3) veio em linha com o esperado pelo mercado

A Vivo também reportou ontem os resultados do quarto trimestre e do ano de 2022, apresentando uma receita operacional líquida de R$ 12,659 bilhões no 4T22, crescimento de 10,1% ante o mesmo período do ano anterior, impulsionada pela receita de serviço móvel, que teve alta de 13,6% na mesma base de comparação. No ano, a receita líquida da tele totalizou R$ 48,041 bilhões, crescimento de 9,1% em relação a 2021.

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recorrente atingiu R$ 5,234 bilhões no quarto trimestre, alta de 6,1% na base anual, também puxado pelo forte desempenho na área móvel. No ano, o Ebitda recorrente totalizou R$ 19,282 bilhões, crescimento de 7,0% na comparação com 2021.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O lucro líquido recuou 57,2% no trimestre, para R$ 1,126 bilhão, apresentando também uma queda de 34,9% no ano, para R$ 4,058 bilhões, devido a uma expansão de custos em ritmo superior à da receita. Segundo a Vivo, os custos foram impactados pela mudança no mix de receitas e inflação.

A Vivo também anunciou uma projeção de investimentos (Capex) no valor de R$ 9 bilhões em 2023, abaixo dos R$ 9,5 bilhões investidos em 2022.

Corretoras recomendam compra

Os resultados vieram majoritariamente em linha com as expectativas de BTG, Santander, Empiricus e Genial Investimentos, e um pouco acima das expectativas do Credit Suisse. Todas as cinco casas têm recomendação de compra para os papéis VIVT3.

O Credit Suisse escolheu, como destaque positivo do balanço, a habilidade da Vivo de manter um crescimento orgânico robusto, bem acima da inflação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já a Genial considera a Vivo bem posicionada tanto no mercado móvel quanto no fixo, de forma a criar uma vantagem competitiva importante perante seus pares de telecomunicações.

"É necessário ter cautela para não se impressionar mais com o pacote do que o conteúdo da caixa nesse 4T22 das Telecoms. Enquanto a Oi Móvel e o 5G são projetos que devem gerar ganhos de margens e de geração de caixa no futuro, hoje as Telecoms lutam para crescer caixa ano a ano. A Vivo nos parece que está na frente nessa disputa", diz relatório da corretora.

Veja a seguir os preços-alvo e potenciais de alta das ações VIVT3 em relação ao preço de fechamento de ontem, segundo cada uma das casas:

  • BTG Pactual: R$ 50 (+26%)
  • Credit Suisse: R$ 46 (+16%)
  • Genial: R$ 55 (+39%)
  • Santander: R$ 55 (+39%)

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
PROVENTOS NO RADAR

PetroReconcavo (RECV3) anuncia JCP de R$ 100 milhões após lucro mais que dobrar no 1T26

7 de maio de 2026 - 19:51

Petroleira pagará R$ 0,34 por ação em juros sobre capital próprio e também informou avanço nas negociações com a Brava Energia

POR QUE TROCAR DE CEO AGORA?

Após 15 anos, Rodrigo Osmo dará adeus ao cargo de CEO da Tenda (TEND3); veja quem entra no lugar e o que está por trás da mudança

7 de maio de 2026 - 19:06

Marcos Cruz será o novo CEO da Tenda a partir de junho de 2027. O executivo comandou a Nitro Química na última década e acumula passagens pela McKinsey e Secretaria Municipal da Fazenda de São Paulo

TEMPORADA DE BALANÇOS

Com frete grátis no Brasil, Mercado Livre (MELI34) bota o pé no acelerador em vendas, mas lucro cai e margens seguem pressionadas no 1T26

7 de maio de 2026 - 17:32

Mesmo com receita acima do esperado e forte aceleração das vendas, o Mercado Livre registrou queda no lucro líquido e pressão nas margens no primeiro trimestre de 2026

REAÇÃO AO BALANÇO

Banco Inter desaba em NY após balanço do 1T26: ação chega a cair mais de 14% — o que assustou o mercado?

7 de maio de 2026 - 16:46

Lucro recorde e avanço no ROE não foram suficientes para segurar as ações nesta sessão; veja o que pressiona os papéis hoje

É SÓ O COMEÇO

JP Morgan deu veredito de compra para a Natura (NATU3) após alta de quase 50% em 2026. Quanto é possível lucrar agora?

7 de maio de 2026 - 16:06

Ação saltou mais que o triplo do Ibovespa desde o início de 2026, mas os analistas do JP Morgan calculam que o papel ainda tem espaço para subir

TECNOLOGIA NA BOLSA

Nem o medo da IA segurou: Totvs (TOTS3) sobe na bolsa após balanço forte; veja o que dizem os analistas

7 de maio de 2026 - 14:33

Companhia entregou margem recorde, crescimento da receita recorrente e primeiros sinais positivos da aquisição da Linx

NO SHAPE

Smart Fit (SMFT3) puxa ferro no 1T26: lucro salta 47%, e ações sobem forte na bolsa — veja se ainda dá tempo de entrar

7 de maio de 2026 - 12:14

Parte do resultado da rede de academias foi impulsionado pelo desempenho do peso-pesado TotalPass Brasil

COM ENERGIA RENOVADA

Axia (AXIA3) prepara sucessão do CEO Ivan Monteiro; e agora, quais serão os desafios do novo líder da elétrica?

7 de maio de 2026 - 12:03

O executivo é o único brasileiro a comandar as duas maiores empresas de energia do Brasil: Petrobras e Axia, ex-Eletrobras

REAÇÃO AO RESULTADO

Nem o lucro acima do esperado salva o Bradesco (BBDC4) na bolsa hoje, e ação cai forte na B3. Mercado ainda não comprou a virada?  

7 de maio de 2026 - 11:30

Balanço do 1T26 veio sólido, mas dúvidas sobre crédito, provisões e consistência da recuperação continuam no radar; veja o que dizem os analistas

1T26 À PROVA

“Isso não é piora de risco”, diz CEO do Bradesco (BBDC4) após salto nas provisões do 1T26; desafio agora é convencer o mercado

7 de maio de 2026 - 10:55

Alta de 26,5% nas provisões chama atenção no trimestre, mas Marcelo Noronha muda o foco e revela aposta para o motor da rentabilidade em cenário mais desafiador

PRÉVIA DO BALANÇO

Mercado Livre (MELI34) segue movendo céus e terra para crescer: no 1T26, vendas devem subir forte, enquanto lucro não acompanha

7 de maio de 2026 - 10:33

Por aqui, o desafio é a competição com outras plataformas de e-commerce, lá fora o objetivo é impulsionar o Mercado Pago; veja as projeções para o balanço do 1T26

ENTREVISTA EXCLUSIVA

‘30% de ROE é atingível’: CFO do Inter afirma estar ‘mais convencido do que nunca’ no plano 60-30-30 — mas relógio da rentabilidade segue correndo

7 de maio de 2026 - 8:07

Banco entrega lucro recorde, cresce acima do mercado; Santiago Stel revela estar ainda mais confiante com relação à meta ambiciosa para 2027

QUAL O FOCO AGORA

“2026 ainda é um ano muito incerto”, diz CFO da Espaçolaser; veja como foi o resultado no 1T26, e como empresa trará retorno ao acionista

6 de maio de 2026 - 20:47

“A companhia vem em uma trajetória de melhora em todos os indicadores. Então não é só crescer, mas com rentabilidade”, disse o diretor em entrevista ao Seu Dinheiro

SD ENTREVISTA

Nem o “trimestre mais fraco” segurou a Mater Dei (MATD3): lucro salta quase 80% no 1T26 e CEO aposta em virada das ações

6 de maio de 2026 - 20:07

Mesmo com menos dias úteis, companhia inicia o ano com lucro líquido ajustado de R$ 36,3 milhões nos três primeiros meses de 2026; veja outros destaques do balanço

BALANÇO 1T26

Ânima (ANIM3) sente as dores e delícias das novas regras do EaD, mas CEO crava: ‘mais positivo do que negativo’; veja destaques do 1T26

6 de maio de 2026 - 18:10

A CEO Paula Harraca e o CFO Átila Simões da Cunha disseram ao Seu Dinheiro que o novo marco regulatório impulsionou os resultado, mas a adaptação às novas modalidades pressionou a evasão de alunos no período

BALANÇO

Moura Dubeux (MDNE3) tem lucro recorde de R$ 156 milhões e VGV sobe 255%; CEO revela o motor dos números do 1T26

6 de maio de 2026 - 18:03

Em um cenário pressionado pela inflação, a Moura Dubeux utilizou o modelo de condomínio fechado para se blindar, conta o Diego Villar, CEO da empresa

RESULTADO

Bradesco (BBDC4): lucro de R$ 6,8 bilhões no 1T26 mostra que a recuperação está de pé — dá para acelerar?

6 de maio de 2026 - 18:03

Lucro cresce pelo nono trimestre seguido e ROE continua a superar o custo de capital; confira os destaques do balanço

DE VOLTA À VITRINE

O pior ficou para trás? Lucro da C&A (CEAB3) dispara mais de 200% no 1T26, e ação lidera altas do Ibovespa

6 de maio de 2026 - 14:07

Resultado do primeiro trimestre do ano sinaliza retomada no vestuário e afasta dúvidas sobre problemas estruturais na operação

PRÉVIA DOS RESULTADOS

O duelo dos bancos digitais ficou mais difícil: Inter e Nubank encaram novo teste em 2026; veja o que esperar dos balanços do 1T26

6 de maio de 2026 - 13:12

Expansão continua forte, mas avanço do crédito e aumento de provisões colocam qualidade dos resultados em xeque; o que dizem os analistas agora?

REAÇÃO AO BALANÇO

O ‘efeito Itaú’: o que fez um bom balanço virar gatilho de queda para as ações ITUB4 no 1T26

6 de maio de 2026 - 12:07

Lucro vem em linha, ROE segue elevado, mas ações caem após balanço; entenda se “fazer o básico” já não basta para o mercado

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia