O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Sem surpresas na pista de dança: o Copom continuou no mesmo compasso e manteve a Selic em 13,75% pela sexta vez seguida
Em Brasília, a música do arcabouço fiscal começou a tocar nos alto-falantes do Congresso. Um grupo levantou da mesa e formou uma fila: Lula, Haddad, ministros, deputados, senadores — todos chamando um tímido Roberto Campos Neto para a dança. Era hora de o Copom baixar a cordinha da Selic, cantavam os mais animados.
O presidente do Banco Central ensaiou os passos. Tirou o paletó, deu um gole na caipirinha, afrouxou a gravata. Mas, entre uma tentativa e outra, viu que não teria jeito — baixar os juros, agora, poderia fazer a economia cair sentada no chão. Frustração na pista de dança: mais uma vez, o Copom manteve a Selic estável em 13,75% ao ano.
É a sexta reunião seguida em que o colegiado deixa as taxas inalteradas; um disco arranhado que acabou com o clima da festa, diriam alguns. Afinal, a inflação acumulada em 12 meses já cedeu para dentro da margem de erro da meta definida pelo CMN, e o lado fiscal começa a ser endereçado pelo governo. Não é suficiente para trocar a música?
Vale lembrar que, em março de 2021, os juros do Brasil estavam em 2% ao ano — e que, ao todo, foram 12 aumentos consecutivos, até os 13,75% atuais. E se é verdade que a inflação dá sinais de estar cedendo, também é verdade que o ritmo da atividade econômica foi afetado pelo volume tão alto da Selic.
É verdade que a decisão desta quarta-feira (3) já era esperada pelo mercado. Dito isso, Campos Neto não fugiu da pista de dança: no comunicado, o Copom fez uma ligeira mudança em seu tom, afirmando que uma eventual alta nos juros não está descartada, caso necessário — mas que esse cenário é "menos provável".
Ou seja: um eventual corte na Selic já na próxima reunião, em 20 e 21 de junho, parece uma hipótese remota — e outros pontos do comunicado reforçam essa mensagem. Ainda assim, o comitê deu a entender que o balanço de riscos está um pouco menos pressionado.
Leia Também
O que exatamente justifica a nova manutenção na Selic — e o que fez com que o BC se mostrasse mais confortável para, ao menos, admitir que o cenário não é tão adverso quanto antes?
Basicamente, a mudança de panorama ocorreu no lado doméstico: os indicadores de atividade econômica local continuam dando sustentação às premissas do Copom, confirmando uma desaceleração em paralelo à alta nos juros. Portanto, neste sentido, a política monetária tem cumprido com a sua função primordial.
Há, ainda, um efeito secundário do aperto na Selic: a desaceleração na concessão de crédito — o que, segundo o BC, tem acontecido num ritmo maior que o esperado, considerando o atual ciclo da política monetária. Uma sinalização de que a autarquia está preocupada com uma eventual paralisia mais intensa que o projetado para a economia brasileira.
"Por um lado, a reoneração dos combustíveis e, principalmente, a apresentação de uma proposta de arcabouço fiscal reduziram parte da incerteza advinda da política fiscal", diz o comunicado. "Por outro lado, a conjuntura, caracterizada por um estágio em que o processo desinflacionário tende a ser mais lento em ambiente de expectativas de inflação desancoradas, demanda maior atenção na condução da política monetária".
E o exterior também pode dar uma ajudinha para que o cenário de baixa nos juros se concretize por aqui. O Copom destaca que, caso o preço das commodities continue caindo, ou caso a economia global tenha uma desaceleração maior que o projetado, a Selic também pode vir a cair num futuro próximo.
Ok, tudo isso faz a balança de riscos pender para o lado de baixa. Mas isso não quer dizer que todos os fatores considerados pelo Copom em sua avaliação tenham melhorado em relação à última reunião, de março.
Veja, por exemplo, o contexto internacional: o comunicado dá amplo destaque à crise bancária global, um evento que tem elevado a incerteza nos mercados — ainda que, por aqui, o contágio seja limitado. Além disso, os principais BCs do mundo estão promovendo as suas próprias altas de juro, considerando a inflação resiliente nas grandes economias.
Aliás: se, por aqui, Campos Neto ainda prefere manter os juros estáveis, vale lembrar que, nos EUA, Jerome Powell e o Federal Reserve subiram a cordinha ao nível de 5% a 5,25% ao ano, um patamar bastante elevado para a flexível economia americana. Ninguém quer dar vexame e dar de cara na pista de dança...
Mas, voltando ao Copom: por mais que o IPCA acumulado em 12 meses já tenha convergido para dentro da margem de erro da meta para 2023, o BC ressalta que essa ainda não é uma batalha vencida — a projeção do índice fechado para o ano ainda está acima do teto considerado pelo CMN.
Também há um alerta relevante quanto ao arcabouço fiscal, cantado a plenos pulmões pelo governo. Por mais que o texto tenha sido entregue ao Congresso, Campos Neto e o Copom ainda buscam mais detalhes, de modo a ter confiança suficiente de que as questões referentes às contas públicas serão, de fato, endereçadas:
A incerteza ainda presente sobre o desenho final do arcabouço fiscal a ser aprovado pelo Congresso Nacional e, de forma mais relevante para a condução da política monetária, seus impactos sobre as expectativas para as trajetórias da dívida pública e da inflação, e sobre os ativos de risco
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADECONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADETrecho do comunicado do Copom de 3/5, referindo-se a um dos fatores de riscos de altas para o cenário inflacionário
Ainda nessa questão, o Copom diz que não há convergência mecânica entre a convergência da inflação e a aprovação do arcabouço fiscal — ou seja, o substituto do teto de gastos não afeta a tendência para os preços de maneira automática.
Sendo assim, os olhos da autoridade monetária voltam-se para um horizonte mais amplo: a desancoragem das expectativas no longo prazo eleva o custo da desinflação necessária no presente, de modo a cumprir as metas estabelecidas pelo CMN.
Como sempre, o Copom atualizou seu cenário de referência, que parte da taxa de juros extraída do Focus e dólar em R$ 5,05; veja quais são as premissas do comitê:
Há também o chamado "cenário alternativo", em que a Selic é mantida constante em 13,75% durante todo o horizonte relevante, que costuma ser de seis trimestres para frente. Nele, as projeções de inflação estão em 5,7% em 2023 e 2,9% em 2024; a projeção anterior era de IPCA em 3% ao fim do ano que vem.
A meta de inflação para 2023 é de 3,25%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual — o teto, portanto, é de 4,75%. Para 2024, a meta é de 3%, com limite superior em 4,5%.
"O Comitê entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante, que inclui o ano de 2024", diz o comunicado. "O Copom enfatiza que, apesar de ser um cenário menos provável, não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso o processo de desinflação não transcorra como esperado".
"O comunicado é consistente com a postura vigilante e conservadora do Copom, dado que o processo de desinflação está em andamento e nem toda a incerteza vinda do lado fiscal foi removida. [...] Em nossa visão, o cenário mais provável é o de que o BC será firme e paciente, e segurará as taxas nos níveis restritivos atuais por um pouco mais de tempo. Consequentemente, esperamos que o Copom espere até agosto para começar um corte gradual, mas uma espera ainda maior para iniciar o processo não pode ser descartada".
"A comunicação se manteve com componentes que sinalizam a manutenção [da Selic em 13,75% ao ano] para a próxima reunião, mas com alguns componentes que trazem um alívio no grau de assertividade. [...] Os principais termos que sinalizam o atual momento da política monetária, que são 'vigilante', 'perseverar' e 'não hesitará' foram mantidos, mas o último veio acompanhado de 'cenário menos provável'".
"O BC tem sido muito técnico e está sendo correto em cima de suas decisões diante de um cenário de tantas incertezas. Na minha visão, a preocupação com a desancoragem das expectativas de inflação continuam", diz o economista, ponderando que ainda há incertezas em relação ao arcabouço fiscal e as possíveis permissividades com o aumento de gastos do governo federal e a deterioração da trajetória da dívida pública.
"O comitê segue focado no processo de desancoragem das expectativas de inflação e, sem uma convergência dessas para a meta, o Copom entende que não há motivos para mudar de postura, apostando no ‘esperar e observar’, até que as incertezas cedam e o arcabouço fiscal ancore o cenário doméstico, em especial as expectativas de longo prazo. Não vemos motivos para mudar o cenário e esperamos que a taxa Selic siga em 13,75% até dez/23, pelo menos".
“O arcabouço fiscal está mais resolvido, mas a questão não está fechada. A nota do Copom foi mais positiva ao sinalizar o avanço do arcabouço fiscal e a redução de um eventual cenário de cauda onde voltaria a subir a taxa de juros. [...] A Daycoval Asset aposta na Selic em 12,50% a.a ao fim de 2023, com 9% a.a projetados para 2024”.
Aumento de 4,26% segue a inflação acumulada em 12 meses medida pelo IPCA
Lula também lançou a Plataforma Digital da Reforma Tributária, a nova infraestrutura digital que dará sustentação ao sistema brasileiro
O vencedor do BBB 26 levará para casa o dobro do valor da última edição
O reator experimental de fusão nuclear da China bate recordes, desafia limites da física e reforça a corrida global por uma fonte potencialmente ilimitada de energia
As ordens judiciais têm como alvos endereços ligados ao banco e ao empresário nos estados de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro
A noite de terça-feira (13) foi movimentada no Espaço da Sorte, com sorteios da Lotofácil, da Mega-Sena, da Quina, da Timemania e da Dia de Sorte
Portal centraliza serviços como apuração de tributos e consulta de documentos fiscais
Lucro da Globo ultrapassa R$ 1 bilhão apenas com o patrocínio de marcas no BBB 26
Novo sistema de renovação automática da CNH entrou em vigor, facilita a vida de parte dos motoristas, mas mantém regras mais rígidas para quem tem 70 anos ou mais
Powell está sob pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para cortar os juros no país. A mais recente investida é uma intimação com ameaça de acusação criminal, emitida pelo Departamento de Justiça (DoJ)
Quase R$ 3 bilhões já foram devolvidos e prazo para contestação de descontos vai até dia 14 de fevereiro, segundo o INSS
Brasil vende commodities agrícolas como milho, soja e açúcar para o país no Oriente Médio, mas participação do Irã na balança comercial não é grande
Fiat Strada lidera o ranking como carro mais vendido pelo quinto ano seguido; volume em 2025 supera a população da maioria dos municípios brasileiros
Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores no primeiro sorteio da semana. Mesmo com bola dividida, sortudos estão mais próximos do primeiro milhão.
A regra é voltada à tributação sobre consumo e altera a forma como bens e serviços são taxados no Brasil
Gigante da Vila Industrial, estádio do Primavera, ganhou novo gramado Tahoma 31, utilizado em competições internacionais e previsto para a Copa do Mundo de 2026
Com as obras na sede da instituição ultrapassando o orçamento previsto, Trump encontrou um novo motivo para fazer investidas contra Powell
Segundo a Caixa, o próximo sorteio acontece na terça-feira, dia 13 de janeiro, e quem vencer pode levar essa bolada para casa
Com Mega-Sena, Lotofácil e Quina acumuladas, loterias colocam R$ 23 milhões em jogo neste sábado (10)
Após décadas de negociação, acordo Mercosul–UE é destrinchado em 13 pontos-chave que detalham cortes de tarifas, regras ambientais, cotas agrícolas e os próximos passos até a entrada em vigor