O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Uma ideia ruim acabou sendo explicada da maneira errada para um jornal com um pouco mais de credibilidade e peso-real rendeu uma confusão enorme
Os participantes do mercado financeiro, os veículos de notícias e as redes sociais passaram por um momento de histeria coletiva com a notícia cheia de equívocos de um grande jornal estrangeiro sobre a criação de uma moeda entre Brasil e Argentina.
O ruído chamou a atenção de gente importante, uma vez que é um absurdo bem grande. O problema é que a história foi contada e espalhada da maneira errada.
A ideia de uma moeda compartilhada não é nova e já teve entre seus defensores o ex-ministro da Economia, Paulo Guedes, que a chamava de “peso-real”.
Agora ventilada pelo governo atual e autoridades argentinas, o projeto se trata, na verdade, não da utilização de uma moeda única latino-americana, nos moldes do euro, mas, sim, de uma moeda virtual para ser usada bilateralmente em transações financeiras e comerciais dos países.
"Ah, mas começa assim mesmo e depois avança". Não, não começa não.
Em primeiro lugar o que foi colocado é o início de um estudo colaborativo de viabilidade econômica, não um preparo propriamente dito, como foi ventilado no fim de semana.
Leia Também
O pano de fundo seria o experimento de 2008, após a crise do subprime, em que os países adotaram trocas nas moedas de origem, por conta da volatilidade internacional.
De maneira similar, o objetivo do estudo, somente iniciado, é o de identificar alguma chance de mitigar os efeitos da volatilidade e desvalorização do peso argentino, diante da inflação galopante do país.
Como se trata de um parceiro comercial relevante do Brasil, a situação monetária do vizinho atrapalha os controles comerciais. Não há, portanto, uma essência de união monetária, apesar do alinhamento entre os governos.
Em segundo lugar, mesmo uma união monetária como a da zona do euro precisou de mais de três décadas para sair do papel.
Imaginem o tempo necessário para realizar o mesmo experimento na América Latina, com tantos problemas nos dois países e perante uma exacerbada volatilidade e polarização política.
São necessárias inúmeras etapas de harmonização de políticas fiscal e cambial entre os países, movimento do qual não estamos nem próximos com a união alfandegária do Mercosul.
Sem falar nas instituições supranacionais e em algum conjunto de leis em comum.
Por isso, quando muito, tratamos aqui não de uma moeda nacional, mas um veículo que minimize as dificuldades de aceitação do peso no mercado internacional, como uma espécie de "clearing" (serviço de compensação e liquidação de ordens de compra e venda eletrônicas) para mercado Brasil-Argentina, dado que a restrição de dólar pode prejudicar o comércio com Argentina ou outros países.
Melhor que o peso real? Executivo gringo dá sugestão de moeda “ousada” para Brasil e Argentina; veja
O que nos traz ao terceiro ponto, que é a falta de viabilidade política. Não apenas o assunto parece não ter unanimidade dentro do próprio governo, como também haveria uma oposição muito forte em Brasília, em especial a partir de fevereiro, com o novo Congresso mais à direita do que o atual proporcionando uma oposição mais ferrenha.
Em outras palavras, portanto, a iniciativa morre na praia quando olhamos para o futuro. Não é uma prioridade e, consequentemente, não haveria razão para o governo gastar munição com a temática, considerando outros temas econômicos mais relevantes, como o novo arcabouço fiscal de Rogério Ceron, secretário do Tesouro, e a reforma tributária de Bernard Appy, secretário especial de reforma tributária.

Powered by Empiricus Research.
A retórica parece que só se tornou mais evidente por conta da viagem do presidente Lula aos vizinhos nesta semana, começando com a própria Argentina, que está visivelmente usando a bandeira para fins eleitorais, uma vez que há eleição presidencial neste ano.
Por outro lado, considerando que se trata da primeira viagem internacional de Lula e que o atual presidente vê no chefe de estado argentino um amigo, ficaria muito difícil simplesmente desmentir a situação toda do dia para a noite.
Adicionalmente aos pontos já expostos, a proposta acaba tocando diversos problemas econômicos.
Ocorre que, ao entrar em uma união monetária, os países membros devem ter uma combinação de flexibilidade e simetrias de forma que atendam aos critérios propostos pelo modelo de Mundell Fleming, o que não é o caso:
Dessa forma, tirando o mal-estar para os agentes de mercado e para o próprio governo brasileiro criado pela entrevista para o Financial Times do ministro da Economia da Argentina, Sergio Massa, não temos muito com que nos preocupar.
Pelo menos temos boas piadas sobre o nome da moeda: gosto de Surreal, o Real do Mercosul.
O colunista Ruy Hungria demonstra, com uma conta simples, que a ação da Eucatex (EUCA4) está com bastante desconto na bolsa; veja o que mais movimenta os mercados hoje
A Eucatex é uma empresa que tem entregado resultados sólidos e negocia por preços claramente descontados, mas a baixa liquidez impede que ela entre no filtro dos grandes investidores
Entenda a história recente do mercado de dívida corporativa e o que fez empresas sofrerem com sua alta alavancagem; acompanhe também tudo o que acontece nos mercados
Mudanças no ITBI e no ITCMD reforçam a fiscalização; PF também fez bloqueio de bens de aproximadamente R$ 5,7 bilhões; veja o que mais você precisa saber para investir hoje
Entenda o que acontece com as ações da Azul, que vivem uma forte volatilidade na bolsa, e qual a nova investida de Trump contra o Fed, banco central norte-americano
Além de elevar o risco institucional percebido nos Estados Unidos, as pressões do governo Trump adicionam incertezas sobre o mercado
Investidores também aguardam dados sobre a economia brasileira e acompanham as investidas do presidente norte-americano em outros países
A relação das big techs com as empresas de jornalismo é um ponto-chave para a nascente indústria de inteligência artificial
Após uma semana de tensão geopolítica e volatilidade nos mercados, sinais de alívio surgem: petróleo e payroll estão no radar dos investidores
No atual cenário, 2 milhões de barris extras por dia na oferta global exerceriam uma pressão para baixo nos preços de petróleo, mas algumas considerações precisam ser feitas — e podem ajudar a Petrobras
Descubra oito empresas que podem ganhar com a reconstrução da Venezuela; veja o que mais move o tabuleiro político e os mercados
O jogo político de 2026 vai além de Lula e Bolsonaro; entenda como o trade eleitoral redefine papéis e cenários
Veja por que companhias brasileiras estão interessadas em abrir capital nos Estados Unidos e o que mais move os mercados hoje
As expectativas do norte-americano Rubio para a presidente venezuelana interina são claras, da reformulação da indústria petrolífera ao realinhamento geopolítico
Assim como na última temporada de Stranger Things, encontrar a abertura certa pode fazer toda a diferença; veja o FII que ainda é uma oportunidade e é o mais recomendado por especialistas
Crise na Venezuela e captura de Maduro expõem a fragilidade da ordem mundial pós-1945, com EUA e China disputando influência na América Latina
A construtora Direcional (DIRR3) recebeu três recomendações e é a ação mais indicada para investir em janeiro; acompanhe também os efeitos do ataque no preço da commodity
O ano novo bate mais uma vez à porta. E qual foi o saldo das metas? E a lista de desejos para o ano vindouro?
China irá taxar importação de carne, o que pode afetar as exportações brasileiras, mercado aguarda divulgação de dados dos EUA, e o que mais você precisa saber para começar o ano bem-informado
Da Cogna (COGN3) , que disparou quase 240%, à Raízen (RAIZ4), que perdeu 64% do seu valor, veja as maiores altas e piores quedas do Ibovespa no ano de 2025