🔴 5 MOEDAS PARA MULTIPLICAR SEU INVESTIMENTO EM ATÉ 400X – VEJA COMO ACESSAR LISTA

Saiba qual ativo você deveria manter no radar para ter na carteira de investimentos em tempos de recessão

Estamos entrando num novo ciclo do mercado que intensificou-se em março e que provavelmente culminará em uma recessão global

11 de abril de 2023
10:45 - atualizado às 11:25
crise recessão mundo investimentos
Imagem: Shutterstock

Como o Matheus está de férias pelas próximas duas semanas, vou (tentar) ocupar o espaço dele por aqui às terças-feiras.

Trarei um complemento à minha análise de ontem, responderei um questionamento pertinente (que inclusive deu título à news de hoje) e falarei sobre um ativo que estamos olhando mais de perto.

Pra quem não leu a news de ontem, o resumo foi: estamos entrando num novo ciclo do mercado que intensificou-se em março e que provavelmente culminará em uma recessão global.

Com base nisso, aumentamos o caixa na nossa carteira de ações, reduzimos as concentrações e colocamos uma empresa com características mais defensivas.

01. A bolsa está barata

Sim, nossa bolsa está ridiculamente barata: os números não mentem, mas também não contam toda a história. Olha esses dois gráficos que o BTG Pactual enviou aos seus clientes ontem: o primeiro mostra o quão barato está o P/L (Preço/Lucro) projetado para 12 meses do índice de Small Caps.

Ele está mais que um desvio-padrão abaixo da média e perto do menor nível em 10 anos.

Um outro dado que o BTG divulgou e que eu gosto muito de olhar é o “earnings yield” das ações.

A conta é bem simples: invertemos o “P/L” para “L/P” - dessa forma, estimando qual seria o “yield” (rendimento) deste investimento, com base no lucro projetado - e subtraímos por uma taxa de longo prazo (o BTG subtraiu pelo juro estimado daqui 10 anos).

A conclusão: o prêmio que você ganha para carregar ações hoje é de 5,8% ao ano, número que está dois desvios-padrões acima da média histórica. Vale lembrar que os juros de longo prazo já estão em níveis bem altos.

Não são as únicas, mas são boas evidências para mostrar como nosso mercado está barato. Reforçando isso, gravamos ontem o próximo episódio do Market Makers com três gestores de uma das maiores casas multimercados do Brasil.

Um deles disse que, apesar do cenário tão preocupante para o Brasil no longo prazo, ele não consegue ficar vendido por causa dos níveis de preços. “Inclusive me dá até vontade de comprar às vezes”, disse ele (este episódio vai ao ar nesta quinta).

02. Recessão global à vista

Mas temos uma recessão a caminho: num outro relatório, este divulgado pelo Bank of America, eles mostraram qual é o comportamento médio do S&P500 em tempos de recessão. Nas últimas 10 recessões, o principal índice de ações americano caiu mais de 20% em 8 delas.

Uma frase do relatório resume bem o momento atual: “as pessoas estão muito otimistas com fortes quedas de juros e pouco pessimistas com a recessão”.

03. Investidor vai às compras?

Salomão, e se vocês estiverem errado? Ficarei muito feliz, pois é sinal de que as coisas não vão descambar como se esperava e, se isso acontecer, estamos com um bom caixa para ir às compras.

Reforçando o que escrevi ontem: embora tenha muita ação barata na bolsa, elas podem ficar baratas por muito tempo - ou até ainda mais baratas -, ao mesmo tempo que somos super bem pagos pelo CDI para esperar.

Não se trata de um call “anti-Brasil”, é muito mais um call de “espera um pouco mais”.

Por isso estamos sempre de olho no mercado, esperando pelo momento certo de dizer “mudamos de opinião”.

04. De olho no ouro

Dois minutos para falar de ouro: tá aí um ativo que jamais pensei que gastaria tanto tempo olhando. Não paga dividendo, não tem fluxo de caixa, não tem CDI… Mas o fato é que temos visto muitos gestores (de ações e multimercados) falando do ativo como bom componente neste momento.

Fomos estudar mais a fundo e trouxemos alguns insights interessantes:

Ouro a preço de ouro: 

O preço da onça de ouro subiu 19,2% nos últimos três meses e está bem perto da sua máxima histórica. 

Não era pro ouro subir: 

Vale dizer que em tempos de juros em alta (como estamos vivendo agora), o ouro tende a perder atratividade.

Como o ouro não paga “yield”, vale mais a pena comprar um título do governo de um país seguro e ganhar o rendimento do juro do que carregar um ativo sem rendimento.

Por que ele subiu então? 

O principal driver desta valorização foi o grande volume de compras por parte dos Bancos Centrais.

De acordo com o Conselho Mundial do Ouro (WGC, na sigla em inglês), BCs fizeram a maior compra já registrada na história para um 1º bimestre agora em 2023.

Por que eles compraram? 

Podemos resumir em “reavaliação do risco de deixar todas as reservas em dólares”, movimento que ficou escancarado com as sanções contra a Rússia.

Num bom português: o Ocidente conseguiu tornar as reservas russas praticamente inúteis.

Sendo assim, qualquer BC de um país que demonstra ambições que desagradem o Ocidente podem sofrer as mesmas sanções (extra: ouvir este trecho de 4 minutos em que o Elmer Ferraz, gestor de ações da Verde, definiu o ouro como um “hedge geopolítico”).

Além de compradores importantes, BCs tendem a guardar o ouro adquirido por um bom tempo, deixando seu mercado ainda mais apertado.

A China é uma peça importante nessa tese. Suas reservas em ouro são 3,5% de suas reservas totais, muito abaixo da média global em 20%. Não que ela vá fechar esse gap, mas com as tensões com os EUA se exacerbando por conta de Taiwan, parece plausível acreditar que o governo chinês seguirá comprando ouro.

Além dessa maior demanda dos BCs, há o episódio recente do Silicon Valley Bank, em que o Fed mostrou clara preferência em dar suporte à estabilidade financeira ao invés de lutar contra a inflação, disse David Einhorn, fundador da Greenlight Capital e um dos gestores de hedge funds mais acompanhado pelo mercado, em um podcast recente.

Inflação mais alta significa juro real menor, aumentando assim a atratividade do ouro.

Se o ouro subiu mesmo com as taxas de juros em alta, o que acontecerá no final de 2023/começo de 2024, onde espera-se uma queda dos juros?

Você tem vários motivos para não investir em ouro no longo prazo (não paga dividendo, não paga “carrego”, commodity difícil de monitorar o fluxo…).

Mas temos bons indícios para considerá-lo um componente para a carteira em tempos de recessão.

Um forte abraço,
Thiago Salomão

Compartilhe

Especial IR

Me mudei para Portugal, mas não entreguei a Declaração de Saída Definitiva do País; como regularizar a situação?

18 de maio de 2024 - 8:00

Documento serve para encerrar as obrigações fiscais do contribuinte no Brasil, mas este leitor não a entregou e agora recebeu uma herança

SEXTOU COM O RUY

A Petrobras (PETR4) desabou mais uma vez: surge uma barganha na bolsa com dividendos bilionários?

17 de maio de 2024 - 6:04

Nas últimas várias trocas no comando da Petrobras, não tivemos grandes mudanças no dia a dia da companhia, o que inclusive permitiu ótimos pagamentos de dividendos nos últimos anos, mesmo com CEOs distintos — será que agora também vai ser assim?

CRYPTO INSIGHTS

Os sinais favoritos para entender o curto prazo do bitcoin (BTC)

14 de maio de 2024 - 19:17

A tendência macroeconômica é de expansão de liquidez, e os indicadores de curto prazo que mais gosto estão favorecendo a tese de que estamos próximos do fundo local para a mais recente correção do mercado

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Vai piorar antes de melhorar? Milei começa a arrumar uma Argentina economicamente destruída

14 de maio de 2024 - 6:01

Em poucos meses, Milei conseguiu diminuir inflação, cortar os juros e aumentar reservas do Banco Central da Argentina, mas custo social é alto

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: O real vai morrer aos 30?

13 de maio de 2024 - 20:01

A decisão do Copom na semana passada foi inequivocamente ruim. Quando você tem um colegiado dividido entre os “novos” e os “velhos”, alimentam-se os piores medos. O Copom deveria saber disso.

Especial IR

Dúvidas cruéis sobre declaração de ações no IR: isenção, retificação, mudança de ticker, prejuízos e investimento no exterior

11 de maio de 2024 - 8:00

A Dinheirista responde algumas das suas dúvidas mais cabeludas sobre como declarar ações no imposto de renda

SEXTOU COM O RUY

Bolsa barata não basta: enquanto os astros locais não se alinham, esses ativos são indispensáveis para a sua carteira

10 de maio de 2024 - 6:07

Eu sei que você não tem sangue de barata para deixar todo o patrimônio em ações brasileiras – eu também não me sinto confortável em ver os meus ativos caindo. Mas há opções para amenizar as turbulências internas.

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Selic — uma decisão com base em dados, não em datas

8 de maio de 2024 - 16:42

Hoje em dia, ao que parece, tudo tem que terminar cedo, e bebidas alcoólicas são proibidas. Por conseguinte, os debates deram lugar a decisões secas e comunicados pragmáticos

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Divididos entre o conservadorismo salutar e a cautela exagerada, Copom e Campos Neto enfrentam um dilema

7 de maio de 2024 - 6:18

Os próximos passos do Copom dependem, em grande medida, da reação da economia norte-americana à política monetária do Fed

EXILE ON WALL STREET

Tony Volpon: Mantendo a esperança nas bolsas americanas

6 de maio de 2024 - 20:01

Começamos maio de forma bem mais positiva do que foi abril — sigo uma regra que, se não infalível, tem uma taxa de acerto bastante alta: se o payroll for positivo, o mês será positivo para as bolsas americanas

Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Continuar e fechar