🔴 TOUROS E URSOS: PETRÓLEO EM DISPUTA: VENEZUELA, IRÃ E OS RISCOS PARA A PETROBRAS – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Felipe Miranda: Qual é a diversificação certa?

Medir erros e acertos de estratégias pelo seu resultado final embute grande fragilidade metodológica e epistemológica

17 de abril de 2023
18:45 - atualizado às 15:01
renda fixa variável carteira diversificada
Imagem: Shutterstock

A pergunta-título deste texto não é propriamente atraente. Questões como “qual a nova Magazine Luiza (nos tempos áureos, claro)?” ou “a próxima criptomoeda a se multiplicar por 1.000x” são sempre mais sedutoras.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Entra pela porta estreita.” Embora pouco eloquente, a ideia da diversificação certa a se perseguir é a mais pertinente ao investidor. Claro que adoraríamos saber, ex-ante, qual ativo vai se multiplicar n vezes. O ponto, no entanto, é que essa resposta só pode ser obtida a posteriori. Depois que acontece, fica óbvio.

Intimamente, carrego uma crença de que, na verdade, grandes multiplicações, embora sejam percebidas como acertos de investidores geniais, representam, na maior parte das vezes, uma decisão errada de investimento.

Medir erros e acertos de estratégias pelo seu resultado final embute grande fragilidade metodológica e epistemológica.

Volto aos velhos exemplos: se você entrou em um avião com 75% de chance de ele cair e a aeronave acabou aterrissando com segurança, você foi apenas um irresponsável com sorte. Melhor não repetir o procedimento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Evidentemente, boas práticas são aquelas que podem (e devem) ser repetidas de maneira sistemática. No campo dos investimentos, se você vendeu sua casa há 10 anos e tomou um empréstimo milionário para comprar bitcoin, provavelmente está rico agora – o que não o isenta de ser um maluco.

Leia Também

  • Enquanto as bolsas internacionais sofrem com os problemas que surgiram a partir da quebra do Silicon Valley Bank (SVB), o bitcoin se mostrou – pelo menos por enquanto – um ativo de “segurança”. Isto é um sinal para você comprar BTC como reserva de valor? Veja aqui. 

O risco e o retorno

Supermultiplicações, portanto, costumam derivar da materialização de um cenário de baixíssima probabilidade – sim, eles acontecem. E ninguém deveria montar uma grande posição apostando num cenário de baixíssima probabilidade.

O ativo só vai gozar de um potencial de valorização tão grande se o risco a ele associado for enorme. Assumindo que você gosta de retorno mas não gosta de muito risco, porque deveria ser um princípio humano a vontade de sobreviver, tais apostas precisam ser evitadas ou, ao menos, amenizadas.

Ray Dalio tem aquele videozinho já clássico em que demonstra de maneira cristalina como a diversificação é o Santo Graal dos investimentos. São cinco minutos de duração que valem por uma vida inteira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Menos risco com preservação de retorno potencial. “Qual a diversificação correta?” – essa deveria ser a pergunta a visitar a cabeça do investidor, como uma obsessão.

Se treinarmos o pensamento de modo a automatizá-lo nessa direção, como aquelas tempestades psíquicas análogas aos sulcos que se formam na caatinga para o escoamento de água em dias de chuva (inevitável voltar a eles a cada precipitação), estaremos em grande vantagem.

A diversificação está com os dias contados?

Retomo o tema porque, possivelmente, a diversificação que funcionou nos últimos anos pode estar com seus dias contados. Enfim, tenho a sensação de que 2020, com toda sua expansão monetária e fiscal e as mazelas dela decorrentes, está terminando! Ninguém aguentava mais…

Há boa indicação de que estamos terminando um ciclo nos EUA. A crise dos bancos regionais retira cerca de 0,5 ponto percentual do PIB. O mercado de trabalho dá sinais, finalmente, de alguma acomodação, conforme demonstrou o relatório Jolts e os últimos dados de pedidos de auxílio-desemprego. As vendas ao varejo desabaram e a inflação ao produtor mergulhou. Estamos perto do fim do aperto monetário, com uma provável recessão a caminho.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Claro que isso é uma má notícia num primeiro momento. Mas, como repetido aqui infinitas vezes, mais vale um fim terrível do que um terror sem fim. Precisamos terminar um ciclo para começar outro. E o novo bull market costuma ter características diferentes do anterior.

Em paralelo, depois de uma péssima performance relativa do Brasil desde julho de 2021, quando fomos acometidos pelo meteoro do ex-ministro Paulo Guedes e a inflação começou a nos perturbar, o Brasil pode começar antes dos outros a cortar sua taxa básica de juros.

O arcabouço fiscal passa longe de ser ideal, mas tem alguns méritos importantes:

  • i) reduz a incerteza ao oferecer alguma âncora e traz algo “melhor do que o temido”, para usar uma expressão da Verde Asset;
  • ii) oferece convergência da relação dívida/PIB, ainda que numa velocidade inferior à desejada;
  • iii) retira (ou quase isso) o evento de cauda do cenário e isso muda muita coisa (se você tem variância infinita na distribuição de probabilidade, fica difícil até fazer conta; e
  • iv) por mais medíocre que seja, constrói uma ponte até o novo governo (se temos a garantia de que o país não explode até 2026, se chegamos vivos até lá, poderemos então rediscutir a trajetória fiscal, possivelmente num governo menos perdulário).

A reforma tributária parece madura e consensual, embora, obviamente, seja tema de difícil negociação por envolver interesses particulares e o lobby informal de corporações, sindicatos e organizações bem articuladas e barulhentas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De todo modo, endereçar ao menos parte de nosso manicômio tributário pode adicionar cerca de 10 pontos percentuais ao PIB em alguns anos – uma agenda em prol de ganhos de produtividade, estagnados há quase duas décadas.

Por aplicação da lógica, se o ciclo recente foi marcado por intenso e rápido aperto monetário, com todos os seus desdobramentos, o momento subsequente pode trazer uma característica distinta. O que funcionou com a Selic indo de 2% para 13,75% não vai funcionar mais.

Meu quadrado mágico favorito agora: uma boa dose de CDI, outra pitada de NTN-B, posição razoável em Bolsa brasileira e um seguro contra catástrofe por meio do ouro. O dólar a R$ 4,90 também volta a ser uma proteção razoável.

P.S.: Se você se interessa por um acompanhamento mais profundo deste potencial novo ciclo a se iniciar nos mercados, aqui temos um Masterplan pra você! Começa hoje, com recomendações bem quentes feitas por mim e pelo meu grande companheiro Rodolfo Amstalden.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Governo Trump pressiona, e quem paga a conta é a credibilidade do Federal Reserve

13 de janeiro de 2026 - 7:46

Além de elevar o risco institucional percebido nos Estados Unidos, as pressões do governo Trump adicionam incertezas sobre o mercado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O agente secreto de rentabilidade entre os FIIs, a disputa entre Trump e Powell e o que mais move o seu bolso hoje

12 de janeiro de 2026 - 8:28

Investidores também aguardam dados sobre a economia brasileira e acompanham as investidas do presidente norte-americano em outros países

VISÃO 360

A carta na manga do Google na corrida da IA que ninguém viu (ainda)

11 de janeiro de 2026 - 8:00

A relação das big techs com as empresas de jornalismo é um ponto-chave para a nascente indústria de inteligência artificial

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação para ter no bolso com o alívio dos receios envolvendo a Venezuela, e o que esperar da bolsa hoje

9 de janeiro de 2026 - 8:27

Após uma semana de tensão geopolítica e volatilidade nos mercados, sinais de alívio surgem: petróleo e payroll estão no radar dos investidores

SEXTOU COM O RUY

Venezuela e Petrobras: ainda vale a pena reservar um espaço na carteira de dividendos para PETR4?

9 de janeiro de 2026 - 6:12

No atual cenário, 2 milhões de barris extras por dia na oferta global exerceriam uma pressão para baixo nos preços de petróleo, mas algumas considerações precisam ser feitas — e podem ajudar a Petrobras

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os riscos e as oportunidades com Trump na Venezuela e Groenlândia: veja como investir hoje

8 de janeiro de 2026 - 8:24

Descubra oito empresas que podem ganhar com a reconstrução da Venezuela; veja o que mais move o tabuleiro político e os mercados

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: medindo a volatilidade implícita do trade eleitoral

7 de janeiro de 2026 - 19:48

O jogo político de 2026 vai além de Lula e Bolsonaro; entenda como o trade eleitoral redefine papéis e cenários

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Empresas brasileiras fazem fila em Wall Street, e investidores aguardam dados dos EUA e do Brasil

7 de janeiro de 2026 - 8:25

Veja por que companhias brasileiras estão interessadas em abrir capital nos Estados Unidos e o que mais move os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Venezuela e a Doutrina Monroe 2.0: Trump cruza o Rubicão

6 de janeiro de 2026 - 9:33

As expectativas do norte-americano Rubio para a presidente venezuelana interina são claras, da reformulação da indústria petrolífera ao realinhamento geopolítico

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A janela para o mundo invertido nos investimentos, e o que mais move o mercado hoje

6 de janeiro de 2026 - 8:16

Assim como na última temporada de Stranger Things, encontrar a abertura certa pode fazer toda a diferença; veja o FII que ainda é uma oportunidade e é o mais recomendado por especialistas

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: Notas sobre a Venezuela

5 de janeiro de 2026 - 14:01

Crise na Venezuela e captura de Maduro expõem a fragilidade da ordem mundial pós-1945, com EUA e China disputando influência na América Latina

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação do mês, o impacto do ataque dos EUA à Venezuela no petróleo, e o que mais move os mercados hoje

5 de janeiro de 2026 - 7:58

A construtora Direcional (DIRR3) recebeu três recomendações e é a ação mais indicada para investir em janeiro; acompanhe também os efeitos do ataque no preço da commodity

TRILHAS DE CARREIRA

O ano novo começa onde você parou de fugir. E se você parasse de ignorar seus arrependimentos em 2026?

4 de janeiro de 2026 - 8:00

O ano novo bate mais uma vez à porta. E qual foi o saldo das metas? E a lista de desejos para o ano vindouro?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

FIIs de logística agitaram o ano, e mercado digere as notícias econômicas dos últimos dias

2 de janeiro de 2026 - 8:28

China irá taxar importação de carne, o que pode afetar as exportações brasileiras, mercado aguarda divulgação de dados dos EUA, e o que mais você precisa saber para começar o ano bem-informado

RETROSPECTIVA

As ações que se destacaram e as que foram um desastre na bolsa em 2025: veja o que deu certo e o que derrubou o valor dessas empresas

31 de dezembro de 2025 - 8:51

Da Cogna (COGN3) , que disparou quase 240%, à Raízen (RAIZ4), que perdeu 64% do seu valor, veja as maiores altas e piores quedas do Ibovespa no ano de 2025

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Empreendedora já impactou 15 milhões de pessoas, mercado aguarda dados de emprego, e Trump ameaça Powell novamente

30 de dezembro de 2025 - 8:43

Conheça a história da Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), e quais são seus planos para ajudar ainda mais mulheres

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: 10 surpresas para 2026

29 de dezembro de 2025 - 20:34

A definição de “surpresa”, neste escopo, se refere a um evento para o qual o consenso de mercado atribui uma probabilidade igual ou inferior a 33%, enquanto, na nossa opinião, ele goza de uma chance superior a 50% de ocorrência

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como cada um dos maiores bancos do Brasil se saiu em 2025, e como foram os encontros de Trump com Putin e Zelensky

29 de dezembro de 2025 - 8:13

Itaú Unibanco (ITUB4) manteve-se na liderança, e o Banco do Brasil (BBAS3). Veja como se saíram também Bradesco (BBDC4) e Santander Brasil (SANB11)

DÉCIMO ANDAR

FIIs em 2026: gatilhos, riscos e um setor em destaque

28 de dezembro de 2025 - 8:00

Mesmo em um cenário adverso, não surpreende que o segmento em destaque tenha encerrado 2025 como o segundo que mais se valorizou dentro do universo de FIIs

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O Mirassol das criptomoedas, a volta dos mercados após o Natal e outros destaques do dia

26 de dezembro de 2025 - 9:01

Em um ano em que os “grandes times”, como o bitcoin e o ethereum, decepcionaram, foram os “Mirassóis” que fizeram a alegria dos investidores

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar