🔴 TOUROS E URSOS: PETRÓLEO EM DISPUTA: VENEZUELA, IRÃ E OS RISCOS PARA A PETROBRAS – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

O vento da mudança: Entenda como o Copom deve começar o ciclo de queda dos juros no Brasil

Reunião do Copom pode marcar início de ciclo de flexibilização monetária no Brasil; projeções para inflação caíram e há otimismo em relação ao crescimento do PIB

20 de junho de 2023
6:29 - atualizado às 11:15
Montagem mostrando Roberto Campos Neto, presidente do BC, dançando a dança da cordinha, numa alusão ao nível da Selic e dos juros no Brasil
"Quero ver você passar por debaixo da cordinha", como diz a música - Imagem: DU Guelph / Wicicommons. Montagem: Victor Aguiar

A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) começa hoje e tem previsão para acabar amanhã. A novidade da vez não estará na decisão em si, mas no comunicado. Na verdade, podemos estar diante de um ponto de inflexão importante no Brasil, no qual começaremos a flexibilizar a política monetária — primeiro por meio do tom do comunicado e, posteriormente, com a queda da Selic propriamente dita.

Desde o último encontro da autoridade monetária, bastante coisa aconteceu, em especial com as expectativas para o país.

Não que estejamos super construtivos com as coisas e que o Brasil deva virar uma Suíça. Não é disso que estamos tratando. Mas talvez a situação não acabe sendo tão ruim pensávamos.

Perspectivas para a economia brasileira estão melhores

Isso pode ser observado semanalmente no Relatório Focus do Banco Central, conforme abaixo.

Fonte: BCB

No boletim desta semana, foram observadas várias alterações significativas, resultando em melhorias gerais. A expectativa para o IPCA, índice de inflação, foi reduzida de 5,42% para 5,12%, indicando uma perspectiva mais favorável em relação à estabilidade dos preços em 2023.

Para melhorar, houve um aumento na estimativa para o crescimento do PIB deste ano, que passou de 1,84% para 2,14%, sinalizando um otimismo em relação ao desempenho da economia.

Leia Também

Além disso, a projeção para o dólar foi revisada para baixo, de R$ 5,10 para R$ 5,00 (valorização da moeda brasileira).

É digna de destaque a queda nas projeções do IPCA para o período de 2023 a 2026 (fora da tabela acima).

Adicionalmente, a projeção de inflação de longo prazo foi reduzida para no máximo 4% (2024), e houve uma queda no valor do dólar.

Como isso pode mudar o tom do Copom

Esses fatores apontam para uma possível mudança no discurso, indicando que os cortes de juros podem começar em agosto, conforme já estamos falando há algum tempo.

Caminhamos rapidamente de um país com menos de 1% de crescimento do PIB e mais de 7% de inflação para um com mais de 2% de crescimento de menos de 5% de inflação.

Os desdobramentos disso são notáveis, tanto para a curva de juros, que vem fechando com a devolução de prêmio acumulados entre junho de 2021 e o primeiro trimestre de 2023, como para as ações, com o Ibovespa de volta aos 120 mil pontos.

O movimento foi referendado na semana passada pela própria agência de rating (avaliação de risco) Standard and Poor's (S&P), que melhorou a perspectiva para a economia brasileira de neutra para positiva.

Ainda que possamos ter infinitas críticas a eles, a sinalização é importante, especialmente para o investidor estrageiro, colocando o Brasil em uma trajetória para recuperar o grau de investimento perdido durante a gestão de Dilma Rousseff em até 18 meses, caso os ventos positivos se mantenham.

VEJA TAMBÉM - ELETROBRAS (ELET3): UM ANO APÓS A PRIVATIZAÇÃO, A EMPRESA ENTREGOU O PROMETIDO?

O que devemos esperar do Copom a partir de agora

Com as novas informações, diante da célere tramitação do arcabouço fiscal, da ancoragem das expectativas, da pacificação das discussões fiscais, ao menos no curto prazo, e da desaceleração da inflação corrente, o Banco Central tem vários argumentos para dar início ao ciclo de flexibilização.

Por isso, entendo como provável a manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano nesta reunião de junho, mas já suavizando o tom do comunicado, abrindo espaço para queda dos juros em agosto.

Aliás, sobre a inflação, o anúncio de uma nova redução no preço da gasolina, a segunda em menos de um mês, alimenta a expectativa de deflação no IPCA de junho e reforça a necessidade de um novo ciclo de política monetária.

Sem falar que podemos ver mais descompressão da inflação por importação com o dólar caminhando para mais próximo de R$ 4,50 (o fator psicológico e a perspectiva da S&P ajudam neste sentido). Todo o contexto é permissivo para início de queda dos juros.

Leia também

Se Copom não começar a agir em agosto, começa em setembro

Caso não seja em agosto (minha opinião), definitivamente em setembro.

Inclusive, vemos que o mercado começa a ficar mais confortável em projetar menos juros para 2023, indicando até mesmo no último Focus a chance de encerrarmos o ano em algo como 12,25% de Selic ao ano, o que seria um avanço interessante dos 13,75% atuais.

Haveria, portanto, um espaço de 150 pontos-base disponíveis para corte no atingimento do nível projetado (mediana das estimativas).

Teremos mais quatro reuniões no calendário do Copom no segundo semestre, abrindo espaço para múltiplas interpretações sobre como a autoridade monetária deverá conduzir cada encontro.

Fonte: BCB

Debate sobre meta de inflação perdeu força

Além disso, a percepção de que o Conselho Monetário Nacional (CMN) irá manter inalterada a meta de inflação em 3% na reunião da próxima semana também traz segurança ao mercado para continuar reduzindo as estimativas inflacionárias.

Muito provavelmente, teremos uma alteração na forma de apuração da meta, passando de uma abordagem anual para uma apuração contínua, podendo também haver uma mudança na banda de tolerância ao redor da meta (menos provável, mas possível).

Grosso modo, se implementadas com cuidado, essas mudanças podem trazer benefícios adicionais ao regime de metas.

A decisão do CMN terá um impacto significativo na formação das expectativas de inflação e, consequentemente, na condução da política monetária.

Isso evidencia a importância da reunião que ocorrerá no final deste mês, para além da reunião do Copom entre os dias 20 e 21. Os ativos de risco devem responder bem a todo o processo, assim como fizeram até aqui.

  • Tudo indica que a taxa básica de juros está prestes a cair, mas ainda dá tempo de buscar “travar” excelentes ganhos enquanto o corte da Selic não acontece. Tenha acesso às melhores oportunidades de renda fixa direto no seu celular, com títulos que rendem até 16% a.a. [CLIQUE AQUI para entrar no grupo gratuito]

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação para ter no bolso com o alívio dos receios envolvendo a Venezuela, e o que esperar da bolsa hoje

9 de janeiro de 2026 - 8:27

Após uma semana de tensão geopolítica e volatilidade nos mercados, sinais de alívio surgem: petróleo e payroll estão no radar dos investidores

SEXTOU COM O RUY

Venezuela e Petrobras: ainda vale a pena reservar um espaço na carteira de dividendos para PETR4?

9 de janeiro de 2026 - 6:12

No atual cenário, 2 milhões de barris extras por dia na oferta global exerceriam uma pressão para baixo nos preços de petróleo, mas algumas considerações precisam ser feitas — e podem ajudar a Petrobras

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os riscos e as oportunidades com Trump na Venezuela e Groenlândia: veja como investir hoje

8 de janeiro de 2026 - 8:24

Descubra oito empresas que podem ganhar com a reconstrução da Venezuela; veja o que mais move o tabuleiro político e os mercados

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: medindo a volatilidade implícita do trade eleitoral

7 de janeiro de 2026 - 19:48

O jogo político de 2026 vai além de Lula e Bolsonaro; entenda como o trade eleitoral redefine papéis e cenários

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Empresas brasileiras fazem fila em Wall Street, e investidores aguardam dados dos EUA e do Brasil

7 de janeiro de 2026 - 8:25

Veja por que companhias brasileiras estão interessadas em abrir capital nos Estados Unidos e o que mais move os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Venezuela e a Doutrina Monroe 2.0: Trump cruza o Rubicão

6 de janeiro de 2026 - 9:33

As expectativas do norte-americano Rubio para a presidente venezuelana interina são claras, da reformulação da indústria petrolífera ao realinhamento geopolítico

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A janela para o mundo invertido nos investimentos, e o que mais move o mercado hoje

6 de janeiro de 2026 - 8:16

Assim como na última temporada de Stranger Things, encontrar a abertura certa pode fazer toda a diferença; veja o FII que ainda é uma oportunidade e é o mais recomendado por especialistas

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: Notas sobre a Venezuela

5 de janeiro de 2026 - 14:01

Crise na Venezuela e captura de Maduro expõem a fragilidade da ordem mundial pós-1945, com EUA e China disputando influência na América Latina

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação do mês, o impacto do ataque dos EUA à Venezuela no petróleo, e o que mais move os mercados hoje

5 de janeiro de 2026 - 7:58

A construtora Direcional (DIRR3) recebeu três recomendações e é a ação mais indicada para investir em janeiro; acompanhe também os efeitos do ataque no preço da commodity

TRILHAS DE CARREIRA

O ano novo começa onde você parou de fugir. E se você parasse de ignorar seus arrependimentos em 2026?

4 de janeiro de 2026 - 8:00

O ano novo bate mais uma vez à porta. E qual foi o saldo das metas? E a lista de desejos para o ano vindouro?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

FIIs de logística agitaram o ano, e mercado digere as notícias econômicas dos últimos dias

2 de janeiro de 2026 - 8:28

China irá taxar importação de carne, o que pode afetar as exportações brasileiras, mercado aguarda divulgação de dados dos EUA, e o que mais você precisa saber para começar o ano bem-informado

RETROSPECTIVA

As ações que se destacaram e as que foram um desastre na bolsa em 2025: veja o que deu certo e o que derrubou o valor dessas empresas

31 de dezembro de 2025 - 8:51

Da Cogna (COGN3) , que disparou quase 240%, à Raízen (RAIZ4), que perdeu 64% do seu valor, veja as maiores altas e piores quedas do Ibovespa no ano de 2025

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Empreendedora já impactou 15 milhões de pessoas, mercado aguarda dados de emprego, e Trump ameaça Powell novamente

30 de dezembro de 2025 - 8:43

Conheça a história da Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), e quais são seus planos para ajudar ainda mais mulheres

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: 10 surpresas para 2026

29 de dezembro de 2025 - 20:34

A definição de “surpresa”, neste escopo, se refere a um evento para o qual o consenso de mercado atribui uma probabilidade igual ou inferior a 33%, enquanto, na nossa opinião, ele goza de uma chance superior a 50% de ocorrência

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como cada um dos maiores bancos do Brasil se saiu em 2025, e como foram os encontros de Trump com Putin e Zelensky

29 de dezembro de 2025 - 8:13

Itaú Unibanco (ITUB4) manteve-se na liderança, e o Banco do Brasil (BBAS3). Veja como se saíram também Bradesco (BBDC4) e Santander Brasil (SANB11)

DÉCIMO ANDAR

FIIs em 2026: gatilhos, riscos e um setor em destaque

28 de dezembro de 2025 - 8:00

Mesmo em um cenário adverso, não surpreende que o segmento em destaque tenha encerrado 2025 como o segundo que mais se valorizou dentro do universo de FIIs

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O Mirassol das criptomoedas, a volta dos mercados após o Natal e outros destaques do dia

26 de dezembro de 2025 - 9:01

Em um ano em que os “grandes times”, como o bitcoin e o ethereum, decepcionaram, foram os “Mirassóis” que fizeram a alegria dos investidores

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

De Volta para o Futuro 2026: previsões, apostas e prováveis surpresas na economia, na bolsa e no dólar

23 de dezembro de 2025 - 8:33

Como fazer previsões é tão inevitável quanto o próprio futuro, vale a pena saber o que os principais nomes do mercado esperam para 2026

EXILE ON WALL STREET

Tony Volpon: Uma economia global de opostos

22 de dezembro de 2025 - 19:41

De Trump ao dólar em queda, passando pela bolha da IA: veja como o ano de 2025 mexeu com os mercados e o que esperar de 2026

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Esquenta dos mercados: Investidores ajustam posições antes do Natal; saiba o que esperar da semana na bolsa

22 de dezembro de 2025 - 8:44

A movimentação das bolsas na semana do Natal, uma reportagem especial sobre como pagar menos imposto com a previdência privada e mais

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar