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Novos dados de inflação nos EUA e a expectativa de uma pausa no ciclo de aperto monetário do Fed pavimentaram a queda da moeda norte-americana na última sessão

Dezembro está logo ali e quem quer viajar para o exterior — e se planeja para isso — tem boas notícias em relação ao câmbio: o dólar registrou a terceira baixa semanal e já cedeu mais de 10% em relação ao real no ano.
Uma série de fatores tem apoiado esse movimento, entre eles, o arrefecimento da inflação, a melhora da nota de crédito do Brasil e a expectativa de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) pode dar uma pausa no ciclo de aperto monetário.
Com esse combo de notícias favoráveis, o dólar recuou 0,59%% na sexta-feira (28), a R$ 4,7308, e teve a terceira baixa semanal consecutiva em relação à moeda brasileira, de 1,04%. No mês, acumula queda de 1,23% e, no ano, cede 10,40%.
O dólar começou a semana em queda de 0,99% em relação ao real, quando atingiu R$ 4,7331 — o menor nível no fechamento desde 20 de abril de 2022 (R$ 4,6204).
Na ocasião, a baixa da moeda norte-americana respondeu a um ingresso de recursos estrangeiros no País, na esteira da forte valorização das commodities após novos ataques russos à infraestrutura ucraniana e do anúncio de mais uma rodada de estímulos à economia da China.
Na terça-feira (25), o que se viu foi o movimento contrário: o dólar terminou em alta de 0,36%, a R$ 4,7500, em um movimento considerado técnico antes da decisão de política monetária do Fed.
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Na quarta-feira (26), o banco central norte-americano entregou o que o mercado esperava: um aumento de 0,25 ponto percentual da taxa referencial, colocando os juros nos EUA na faixa entre 5,25% e 5,50% ao ano — o maior patamar em 22 anos.
A expectativa de que essa seja a última elevação dos juros junto com a melhora do rating brasileiro, também anunciada na quarta-feira, ajudou o dólar a terminar o dia com queda de 0,46%, a R$ 4,7282, renovando a mínima de fechamento no ano.
A moeda norte-americana voltou a subir na quinta-feira (27) — 0,65%, para R$ 4,7587. Embora o cenário doméstico seguisse favorável, a cautela com o exterior falou mais alto. Isso porque o Fed e outros regulares estudam aumentar a exigência de capital dos grandes bancos norte-americanos para evitar uma nova crise no setor.
A pressão, no entanto, não se sustentou por muito tempo e, na sexta-feira (28), a moeda norte-americana chegou a cruzar o piso de R$ 4,70, ao cair para a mínima de R$ 4,6966 — no menor nível intradia desde maio de 2022.
O movimento foi patrocinado pela divulgação do índice de preços para gastos dos consumidor (PCE, a sigla em inglês) — a medida de inflação preferida pelo Fed — que veio em linha com o esperado em junho.
Na semana que vem, o mercado de câmbio deve se ajustar à espera da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que divulgará a decisão sobre a taxa básica de juros na quarta-feira (2).
De acordo com especialistas, a decisão em si não deve impactar muito o dólar — é o comunicado que pode definir os próximos movimentos da moeda norte-americana em relação ao real.
Caso haja um corte mais agressivo da Selic, alguns analistas esperam uma correção para cima. Pesquisa do BTG Pactual mostra que o banco central deve uma redução de 50 pontos-base (pb) da Selic, o que colocará os juros em 13,25% ao ano. Confira os detalhes da sondagem.
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