🔴 DÓLAR A R$5,38 E PODE SUBIR MAIS – VEJA COMO PROTEGER O SEU PATRIMÔNIO

Carolina Gama
Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.
OPEP+

Putin influenciou? A decisão dos produtores de petróleo após o teto de preços da Europa e a ameaça da Rússia

Presidente russo disse que vai cortar o fornecimento da commodity para os países europeus que adotarem o limite de US$ 60 para o barril russo — a ameaça bateu também na porta da Opep e de seus aliados

Carolina Gama
4 de dezembro de 2022
11:49
Presidente russo, Vladimir Putin, apoiado em uma mesa, com o dedão na boca
O presidente da Rússia, Vladimir Putin - Imagem: Flickr

Os maiores produtores de petróleo do mundo se sentaram à mesa de negociações neste domingo (04) para definir metas de produção com uma crise batendo na porta. De um lado, o teto de preços da Europa para o barril russo e, do outro, as ameaças do presidente Vladimir Putin de suspender o fornecimento da commodity

Foi nesse clima nada amistoso que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados, grupo conhecido como Opep+, tomaram talvez a decisão mais prudente: não mexer nos níveis de oferta — pelo menos por enquanto — e ver o que acontece daqui pra frente. 

O acerto, no entanto, não foi fácil, já que a Opep+ está lidando com uma baixa expressiva do petróleo, que teve uma queda de 13% apenas no mês passado.

Russos, sauditas e americanos: a treta de milhões (de barris)

Na última reunião da Opep+, os produtores do bloco concordaram em reduzir a oferta em 2 milhões de barris por dia, reabrindo uma ferida entre a Arábia Saudita — o maior exportador do grupo — e os EUA. 

Na ocasião, os norte-americanos acusaram os sauditas de diminuir a produção para sustentar os preços do petróleo no mercado internacional e apoiar a Rússia na guerra contra a Ucrânia — um argumento refutado por Riad. 

A irritação da Casa Branca não foi à toa: a decisão da Opep+ em cortar a oferta, elevando os preços, prejudicava o presidente norte-americano, Joe Biden, antes das eleições de meio de mandato e que podiam mudar o equilíbrio de forças no Congresso. 

Vale lembrar que um dos principais efeitos colaterais da guerra entre Rússia e Ucrânia foi a disparada dos preços do petróleo, que alimentou a inflação em todo o mundo, inclusive nos EUA. Por lá, o aumento de preços da gasolina afetou diretamente a popularidade de Biden. 

Esse imbróglio entre EUA, Arábia Saudita e Rússia é tamanho que delegados da Opep+ contaram que a reunião deste domingo havia sido planejada para ocorrer presencialmente na sede do cartel, em Viena, mas acabou sendo realizada de forma remota para evitar pressões, inclusive da imprensa.

Por que a Opep se reúne tanto? 

A Opep e seus aliados vêm cortando a produção desde 2020, quando o auge da pandemia de covid-19 e o fechamento das economias para conter a disseminação do novo coronavírus derrubaram as cotações do petróleo. 

Desde então, o grupo vem se reunindo periodicamente para decidir se retoma ou aumenta os níveis de oferta anteriores à pandemia ou não. O acerto é feito a cada encontro e leva em consideração as condições de oferta e demanda e os preços praticados no mercado internacional. 

De acordo com a consultoria Kpler, a produção da Opep caiu 550.000 barris por dia (bpd) em novembro, para 28,1 milhões de bpd — em linha com a decisão de outubro de reduzir a oferta em 2 milhões de bpd. Os dados oficiais ainda não foram divulgados. 

A ameaça de Putin

A decisão da Opep+ de manter a produção foi tomada após a União Europeia e países do G7 (grupo formado por EUA, Alemanha, França, Itália, Canadá, Japão e Reino Unido) terem concordado com um teto de US$ 60 por barril de petróleo russo. 

A ideia do teto de preços é garantir que as sanções contra a Rússia tenham efeito sobre a capacidade de Putin de financiar a invasão da Ucrânia sem estrangular o mercado mundial de petróleo.

Putin não deixou a medida, que deve ser oficializada na segunda-feira (05), barato. O representante permanente da Rússia para organizações internacionais em Viena, Mikhail Ulyanov, disse que os apoiadores europeus do teto de preços lamentariam a decisão.

“A partir deste ano, a Europa viverá sem petróleo russo”, disse Ulyanov. “Moscou já deixou claro que não fornecerá petróleo aos países que apoiam o limite de preço antimercado. Espere, muito em breve a UE acusará a Rússia de usar o petróleo como arma."

Compartilhe

O PODER DA LOIRINHA

Efeito Eras Tour: como Taylor Swift pode impedir que um dos maiores bancos centrais do mundo corte os juros agora?

15 de junho de 2024 - 17:02

Termos como “Swiftflation” e “Swiftonomics” surgiram para se referir ao aumento nos gastos em serviços como hotéis, voos e restaurantes em torno das apresentações da cantora — e agora isso virou um problema para a política monetária

DESDE 1950…

Argentina está em crise, mas… desde quando? Banco Mundial aponta país como recordista de anos em recessão 

14 de junho de 2024 - 19:15

Em 1948, PIB per capita da Argentina era de cerca de 84% daquele das dez maiores economias do mundo; hoje, é de 34%

OS BRITÂNICOS VÃO ÀS URNAS

Quem leva a melhor no Reino Unido? A carta na manga dos trabalhistas para derrubar os conservadores nas eleições de julho

13 de junho de 2024 - 20:01

Os trabalhistas lideram as pesquisas de intenção de voto com a ajudinha de fórmulas conhecidas pelo centro

presidente motoserra

Milei consegue conter preços e inflação Argentina baixa para 4,2% em maio

13 de junho de 2024 - 18:10

Apesar da queda em maio, índice de preços ainda acumula 276% de alta em 12 meses

EM MEIO AO CAOS

Todo poder a Milei? Com voto de Minerva e repressão a manifestantes, Senado da Argentina aprova pacote ultraliberal

13 de junho de 2024 - 11:16

O projeto concede amplos poderes ao Executivo, dando prerrogativas de interferência ao presidente, mas foi desidratado na Casa

PEDIU O MERCADO EM NAMORO?

De Powell, com amor (mas nem tanto): o que a decisão do Fed diz sobre os juros nos EUA

12 de junho de 2024 - 15:12

Em decisão amplamente esperada, o banco central norte-americano manteve a taxa referencial na faixa entre 5,25% e 5,50% ano — foi o gráfico de pontos que mandou a mensagem aos mercados

GUERRA COMERCIAL

Todos contra a China? União Europeia sai à caça dos elétricos chineses com aumento de impostos

12 de junho de 2024 - 14:38

Medida anunciada nesta quarta-feira (12) pelo bloco europeu vai elevar tarifas em até 38% para os EVs asiáticos e pode afetar a BYD e até a Tesla de Elon Musk

EM ANO DE ELEIÇÃO

Hunter Biden pode ser preso? Filho do presidente dos EUA é condenado por posse ilegal de arma — e o que isso significa para a campanha de Joe Biden

11 de junho de 2024 - 18:14

Hunter, de 54 anos, pode pegar até 25 anos e pagar US$ 750 mil em multas

Política Europeia

Decisão de Macron de dissolver Parlamento e convocar eleições antecipadas é aposta política de alto risco

10 de junho de 2024 - 11:13

Atitude de Macron vem após avanço do partido de extrema direita Reunião Nacional nas eleições do Parlamento Europeu

DEPOIS DO ULTIMATO

E agora, Netanyahu? Ministro de guerra de Israel renuncia ao cargo em meio a conflitos em Gaza

9 de junho de 2024 - 17:48

Benny Gantz deu um ultimato a Netanyahu em maio para que o gabinete de guerra adotasse um “plano de ação” para acabar com a batalha em Gaza

Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Continuar e fechar