Fim do ciclo de alta nos juros na Argentina: Banco Central mantém taxas em 69,5% ao ano; inflação supera os 80% em 12 meses
A Argentina parece ter um gosto especial por variações de dólar — afinal, são 15 cotações diferentes para a moeda norte-americana

A economia da Argentina não vive seus melhores dias. O índice de preços ao consumidor (CPI, em inglês) acumulou alta de 83% nos últimos 12 meses, o que exigiu uma reação do Banco Central da República da Argentina (BCRA) com o aumento de juros — e o ciclo de altas finalmente chegou ao fim.
Agora, o BCRA decidiu manter os juros básicos no país em 69,5%, após considerar que o aumento anual de 5,5% no núcleo do CPI em setembro “sinalizou progresso” na luta contra a hiperinflação.
A decisão foi tomada na última sexta-feira (21), no mesmo dia da publicação que colocou o país como um dos principais expoentes do mercado latinoamericano de criptomoedas — devido, justamente, aos problemas econômicos.
Banco Central da Argentina X Inflação
De acordo com comunicado, o BC "considera que a taxa de referência contribuiu para consolidar a estabilidade financeira e cambial" na Argentina. Dessa forma, a autoridade monetária seguirá "monitorando a evolução dos preços" em meio à normalização monetária.
O comitê da entidade "presta atenção especial à evolução passada e perspectiva do nível geral de preços e à dinâmica do mercado cambial", complementa.
Relação “razoável”
Por fim, a decisão responde ainda à coordenação do Ministério da Economia do país para que os juros básicos "apresentem uma relação razoável" com os rendimentos de títulos do Tesouro argentino, segundo o BCRA.
Leia Também
A Argentina vive uma grave crise, e Sergio Massa tomou o lugar de ministro da Economia após a saída de Silvina Batakis, que ficou apenas um mês no cargo.
Em sua posse, o político peronista afirmou que os motores da sua gestão serão investimentos, produção, exportações e defesa do mercado interno argentino.
Crise do dólar afetou desempenho do BC da Argentina
A Argentina parece ter um gosto especial por variações de dólar — afinal, são 15 cotações diferentes para a moeda norte-americana. E o BCRA viu uma fuga de dólares de suas reservas durante a crise, o que piorou ainda mais o desempenho do peso argentino frente ao papel estadunidense.
O país de Alberto Fernández viu uma queda no PIB de 14,85% no terceiro trimestre de 2020, causada principalmente pelos efeitos da pandemia de covid-19. Em 2021, a Argentina cresceu 10,3%, e segue avançando aos poucos em 2022, de acordo com dados do Trading Economics.
E por que juros altos são ruins?
Taxas muito elevadas dão diversos sinais para a economia global, mas o principal deles é o de que o país não é um investimento muito seguro.
Já para a economia local, juros mais elevados limitam a taxa de investimento, tendo em vista que os empréstimos ficam mais caros e desestimulam a população a buscar investimentos fora da renda fixa.
DESFECHO
Bilionário na cadeia: como o colapso da Evergrande fez o ex-homem mais rico da China ser condenado à prisão perpétua
20 de agosto de 2026 - 8:28SEM GABARITO
Super Quarta com os dias contados? Nova proposta do presidente do Fed pode deixar investidor ainda mais no escuro
19 de agosto de 2026 - 16:38OPORTUNIDADE OU CILADA
Renda fixa nos EUA: vale a pena comprar Treasury com a disparada dos juros?
19 de agosto de 2026 - 15:33TOUROS E URSOS #283
O gringo está de saída do Ibovespa (de novo): confira o que afasta o estrangeiro do Brasil
14 de agosto de 2026 - 14:40BRASÍLIA X TIO SAM
A lei de reciprocidade vai incendiar a bolsa? Spoiler: o risco Brasil dá mais medo
14 de agosto de 2026 - 13:31ENTREVISTA EXCLUSIVA
Só lembra da Europa nas férias? Este economista alemão diz por que o seu patrimônio também deveria viajar para lá
14 de agosto de 2026 - 6:10POLÊMICA
Por dentro do superiate de US$ 300 milhões de Mark Zuckerberg, que teria violado a mais preciosa lei do mar
13 de agosto de 2026 - 18:36UMA CIDADE, DUAS VIDAS
Essa cidade já foi considerada a mais bonita do mundo e hoje cumpre a ‘profecia’ de se tornar uma das maiores metrópoles do planeta
13 de agosto de 2026 - 16:16SEM PREVISÃO
Primeiro a Venezuela, depois a Colômbia: por que não conseguimos saber quando um terremoto vai acontecer?
10 de agosto de 2026 - 17:34ENCRUZILHADA
O freio e o acelerador da IA: como não errar a mão na hora de investir
9 de agosto de 2026 - 17:01NOVO VÍRUS
Modelo de IA cria genoma inédito capaz de eliminar superbactérias
7 de agosto de 2026 - 15:51TEMPLO INCOMUM
Igreja Sem Sombra vira atração turística por arquitetura inusitada
7 de agosto de 2026 - 0:09JETSONS DA VIDA REAL
A fabricante de robôs de US$ 9 bilhões da China que até a DeepSeek quer um pedaço
6 de agosto de 2026 - 19:51PEQUENAS NOTÁVEIS
As ações “esquecidas” de Wall Street que estão dando um banho nas gigantes da tecnologia
6 de agosto de 2026 - 19:21ELE ESTÁ VENDIDO
O tsunami que pode arrastar o S&P 500, segundo Michael Burry
5 de agosto de 2026 - 16:30DANÚBIO EM RISCO
Como a onda de calor e a seca na Europa se transformaram em uma crise energética
5 de agosto de 2026 - 14:28Dia do café
O povo deste país tem o costume de transformar seus jardins em cafeterias abertas ao público durante o verão
5 de agosto de 2026 - 9:32ELES VOLTARAM
R$ 3,3 bilhões na bolsa brasileira: o que o gringo viu e você perdeu?
3 de agosto de 2026 - 19:45DOSE ÚNICA É SUFICIENTE?
Febre no câmbio faz EUA e Japão se unirem para salvar o iene da pior marca em 40 anos — e isso mexe direto com você
3 de agosto de 2026 - 17:47CONTINENTE DE GELO