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Simone Tebet cai na pesquisa BTG/FSB às vésperas da convenção nacional do MDB; caciques do partido pressionam por adesão a Lula

Pregam os melhores manuais de campanha política que candidato não comenta pesquisa de intenção de voto. Pois a coordenação da campanha de Simone Tebet (MDB) poderia ter levado isso em consideração e esperado um pouco mais antes de comemorar uma aparente melhora da pré-candidata da terceira via.
No último dia 11, a campanha de Simone Tebet recorreu a suas redes sociais para celebrar a evolução nas intenções de voto.
De 1% em abril, Simone foi paulatinamente crescendo na série de pesquisas encomendadas pelo banco BTG Pactual ao Instituto FSB.
Ela passou a 2% em maio, alcançou 3% em junho até chegar a 4% no início de julho.
Mas a série BTG/FSB prosseguiu e agora, duas semanas depois de marcar 4%, Simone Tebet retornou aos 2% de sempre.
Embora não seja recomendável aos candidatos que fiquem comentando pesquisas, o momento vivido por Simone Tebet talvez ajude a explicar - e quem sabe até justifique - o episódio.
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A convenção nacional do MDB para definir a posição do partido nas eleições presidenciais está marcada para quarta-feira (27).
O evento foi convocado com a candidatura de Simone Tebet em pauta.
Entretanto, um grupo influente e numeroso de caciques do partido trabalha pela adesão à campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O movimento é mais evidente nos diretórios do MDB em Estados das regiões Norte e Nordeste.
Nesse sentido, é claro que as pesquisas de intenção de voto serão levadas em consideração.
Além das pesquisas, outros fatores vão pesar sobre a decisão do partido. Um deles é a construção de palanques.
Há uma semana, líderes emedebistas de 11 Estados declararam apoio a Lula.
Eles chegaram a se reunir com o ex-presidente Michel Temer, principal articulador da campanha de Simone Tebet no MDB.
A iniciativa visava a demovê-lo da ideia de uma candidatura própria, mas não surtiu o efeito desejado.
Posteriormente, Temer e o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, afirmaram que Simone tem o apoio de 19 diretórios estaduais.
Como o PMDB dispõe de 26 diretórios estaduais e um distrital, algo nessa conta não bate.
Ao mesmo tempo em que diz não ver condições para que o MDB apoie Lula já no primeiro turno, Temer fez um aceno ao PT na semana passada.
Numa entrevista concedida ao UOL, Temer referiu-se à ex-presidente Dilma Rousseff como “honestíssima”.
Acenos à parte, quanto mais Temer adiar essa aproximação, mais seguro para ele.
Dilma não deixou o episódio passar em branco e publicou nota reagindo a Temer.
Afinal, “traidor” e “golpista” talvez sejam os mais singelos adjetivos reservados a Temer nas fileiras petistas desde o processo de impeachment contra Dilma.
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