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Segundo o relatório do Credit Suisse, o Brasil ocupa a 18ª posição entre os 20 países com maior número de super-ricos do mundo, à frente de Singapura e Holanda
“Onde o rico cada vez fica mais rico e o pobre cada vez fica mais pobre”. O sucesso do grupo As Meninas é de 1999, mas segue atual. No ano passado, marcado pela pandemia e pela crise global — com inflação e desemprego —, houve o registro também da entrada de novos milionários no planeta.
De acordo com o relatório anual do Credit Suisse, o mundo ganhou 46 mil "super-ricos” em 2021, ou seja, pessoas que possuem uma fortuna estimada em mais de US$ 50 milhões (R$ 258,5 milhões no câmbio atual). O número representa um crescimento de 21% em relação a 2020.
Cerca de 5,2 milhões de indivíduos se tornaram milionários no ano passado, totalizando 62,5 milhões de ricos — com patrimônio superior a US$ 1 milhão. Deste, 59 mil são brasileiros.
Os novos membros do seleto grupo mundial são, principalmente, residentes nos Estados Unidos, seguido por China, Canadá, Índia e Austrália.
Além disso, a maior economia do mundo segue no topo da pirâmide da riqueza, com mais de 140 mil pessoas com o patrimônio líquido acima dos US$ 50 milhões.
“Nos Estados Unidos, as famílias afro-americanas e hispânicas tiveram o maior aumento percentual de riqueza — 22,2% e 19,9%, respectivamente — em 2021, graças ao aumento da riqueza não-financeira, principalmente habitação”, detalha o relatório do banco.
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Enquanto isso, Suíça, Hong Kong, Turquia e Reino Unido foram os países que reduziram o número de ricos. A queda maior foi sentida nas terras britânicas, onde 1.130 pessoas deixaram de ser “super-ricos”.
“As perdas de riqueza foram menos comuns e quase sempre associadas à desvalorização da moeda em relação ao dólar americano, afetando, por exemplo, Japão, Itália e Turquia”, diz o documento.
O relatório do Credit Suisse também aponta que o “orte aumento dos ativos financeiros em 2021, resultou no avanço da desigualdade no mundo.
Mas para quem quiser enxergar o copo meio cheio, uma boa notícia: considerando o período deste século — ou seja, a partir dos anos 2000 — a diferença de renda caiu devido ao “crescimento mais rápido alcançado nos mercados emergentes”.
Segundo o relatório do Credit Suisse, o Brasil é o país com maior desigualdade de riqueza da América Latina, ainda que o país tenha fornecido “alívio significativo à pandemia”, como por exemplo o auxílio emergencial de R$ 600.
Em 2021, a parcela de 1% da população mais rica no país era dona de 49,3% da riqueza, contra 44,2% no ano anterior. Entre os 20 países com mais super-ricos do mundo, o Brasil ocupa a 18ª posição, à frente de Singapura e Holanda.
O banco ainda destacou que os países da América Latina foram os que sofreram impactos de saúde mais graves do que qualquer região durante a pandemia.
“Isso significa que as pessoas mais jovens que eram vulneráveis à perda de emprego provavelmente teriam reduzido suas economias, incorrido em mais dívidas e experimentado uma diminuição da riqueza.”
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No ano passado, a riqueza global se manteve acima dos 12 dígitos, a US$ 463,6 trilhões.
Ainda que vários países estejam enfrentando um crescimento mais lento ou até a recessão, o banco espera que a fortuna mundial aumente cerca de US$ 169 trilhões nos próximos cinco anos.
O número de milionários também deve crescer: o Credit Suisse acredita que o mundo tenha, em 2026, 87 milhões de pessoas com patrimônio superior a US$ 1 milhão.
No Brasil, em particular, a projeção é de que a quantidade de milionários suba de 266 mil para 572 mil, o que representa um aumento de 115%.
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