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Alguns itens de segurança e de assistência ao motorista transformam carros — nem tão caros — em veículos semiautônomos
Antes, design e desempenho eram itens fundamentais para a escolha dos carros. Hoje, esta lista cresceu: eficiência, conectividade e segurança também estão no topo das preferências dos consumidores de veículos.
Uma pesquisa da plataforma Webmotors feita no primeiro semestre revelou que o consumidor está disposto a pagar mais por um carro, desde que ele agregue mais tecnologias — entre elas, avançados sistemas de segurança.
De 4.309 consumidores entrevistados, 63% deles responderam que sensores de estacionamento dianteiro e traseiro e sensor crepuscular para acionamento automático dos faróis (36%) fazem toda a diferença no momento da decisão. Sensores de movimento e câmeras também foram citados como essenciais entre os entrevistados.
Seja por força da lei, que obriga que as montadoras coloquem equipamentos mínimos nos carros – como airbags e freios com ABS – ou por sofisticados sistemas de assistência à direção, fato é que os carros estão cada vez mais seguros.
No Brasil, o avanço das novas tecnologias esbarra nos altos custos das inovações para o consumidor brasileiro. Por exemplo, órgãos de trânsito e entidades discutem propostas de adoção obrigatória de itens como sistema de frenagem de emergência e alerta de saída de faixa, que já estão presentes em carros de maior valor no mercado.
A segurança veicular conta com itens passivos e ativos. Os passivos representam sistemas que reduzem ferimentos e danos ao veículo, como aços de alta resistência e colunas de direção deformáveis.
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Por lei, é obrigatório que qualquer carro novo no Brasil seja vendido com 2 airbags, cintos de segurança de 3 pontos com pré-tensionadores, apoios de cabeça para todos os ocupantes e Isofix, recurso que permite que a cadeirinha de bebê fique presa à estrutura do carro.
A iluminação também evoluiu para lâmpadas mais eficientes, que clareiam mais, além das lanternas de neblina e o farol alto inteligente, que desliga automaticamente quando um carro no outro sentido é percebido pelo sensor.
O sistema multimídia é um recurso quase que obrigatório nos carros de hoje. Com diversas dimensões e funções, incorporam as câmeras de ré, fundamentais para estacionar um veículo do porte de uma picape.
Junto com as câmeras, não vivemos mais também sem os inúmeros sensores, incluindo os de estacionamento dianteiro e traseiro. Tem ainda o sensor crepuscular (acendimento automático dos faróis), de chuva e o de velocidade para travamento automático das portas. Outro muito útil é o TPMS, ou sistema de monitoramento de pressão dos pneus, que evita paradas mais longas e desnecessárias no posto para calibrar os pneus.
A lista de equipamentos que evitam acidentes só cresce. Cada vez mais, os carros ganham sistemas eletrônicos “inteligentes”, capazes de prever situações e corrigi-las.
Os chamados sistemas semiautônomos tornam-se mais familiares nos veículos brasileiros. Se antes eles eram comuns em SUVs e sedãs luxuosos, hoje a “sopa de letrinhas” de componentes está presente nas picapes, sedãs e hatches mais modernos.
Nesta evolução, muitos estão interligados. Por exemplo, os controles ativos de estabilidade (ASC) e tração (ATC) trabalham junto com os freios antitravamento com distribuição eletrônica (ABS + EBD) e servem para manter o veículo na trajetória e limitar a patinagem das rodas.
Ainda nos freios, o assistente de frenagem de emergência (BAS) mantém a ação de frenagem mesmo que o motorista alivie a pressão sobre o pedal, fazendo o veículo parar na menor distância possível sem perder a estabilidade.
O sistema de monitoramento de emergência (BOS) evita que freio e acelerador sejam acionados acidentalmente juntos e reduz as rotações do motor gradativamente até a parada total e controlada do veículo.
Enquanto alguns sistemas ajudam a parar o veículo, outros auxiliam na segurança ao dirigir. São os chamados Adas (sigla em inglês que traduzida significa Sistemas Avançados de Assistência ao Condutor).
Um deles é o assistente de partida em rampa (HSA), sistema eletrônico que mantém o veículo parado numa ladeira, por alguns segundos, quando o motorista tira o pé do freio para acelerar. Se já é uma comodidade em carros pequenos, em picapes o HSA é muito útil.
O mesmo podemos dizer sobre o controle de descida de rampa (HDC), que ajuda os motoristas em terrenos mais íngremes, de forma lenta e constante, tanto no asfalto quanto na terra.
O controlador de velocidade, ou piloto automático, é um recurso prático para rodar na estrada, a velocidades estáveis. Modelos mais modernos ganharam um upgrade: um sensor que detecta um carro à frente e reduz a velocidade para que ele percorra a uma distância de segurança.
Quando aquele carro lhe dá a passagem, o modelo com o ACC (piloto automático adaptativo) retoma a velocidade programada sem a atuação do motorista. Este, por sua vez, deve estar sempre com as duas mãos ao volante e atento a eventuais erros do sistema.
O cansaço e outras distrações que temos ao volante são preocupações constantes. E ainda bem que modernos recursos de alertas e assistências têm feito muita diferença.
Um dos mais comuns é o sistema de monitoramento de pontos cegos (BSW): ele avisa o motorista que muda de faixa que há um veículo (carro ou moto) vindo ao lado, justamente no ponto em que ele não enxerga apenas pelos espelhos numa mudança de faixa.
Muitas vezes por fadiga ou desatenção, o motorista sai da sua pista sem avisar pela seta de mudança. Para situações assim, o aviso de saída de faixa de rolamento (LDW) é um alerta importante.
Ao sair de uma vaga de estacionamento de ré com carros estacionados ao lado, fica difícil ver se algum veículo está vindo naquela via. Para isso, o motorista pode contar com o sistema de aviso de tráfego traseiro (RCTA): um radar que detecta obstáculos ou se há algum outro veículo próximo em movimento, que pode alertar ou até frear o veículo.
E um dos itens mais importantes hoje em segurança ativa é o sistema de frenagem autônoma (FCM), que monitora o risco de uma colisão frontal e atua nos freios para evitar o acidente.
Alguns modelos também trazem sistema de leitura de placas, e indicam no painel a velocidade máxima de cada via.
Alerta de cintos de segurança desafivelados e de possível “esquecimento” de passageiro no banco de trás (que evita que pais ou mães esqueçam uma criança presa à cadeirinha, algo mais comum do que imaginamos) também foram pensados para evitar possíveis acidentes ou multas.
E não basta apenas proteger motorista e passageiros: os sistemas devem ajudar a cuidar de quem está fora do carro, com poderosos detectores de pedestres e ciclistas que chegam a parar o carro na iminência de uma colisão.
Os crash tests também são boas referências aos consumidores para entender os níveis de proteção de cada carro. Os modelos nacionais são avaliados por uma entidade independente chamada Latin Ncap. Em testes de colisão, a organização já detectou problemas sérios que geraram até recall pela montadora. Na internet, os testes com dummies (bonecos) são facilmente encontrados.
Boa parte desses sistemas está disponível em versões mais caras de modelos mais acessíveis do mercado, como Hyundai HB20 e Honda City (sedã e hatch).
A chegada desses itens de segurança a modelos menores e sua popularização só tendem a ser positivos, porque conforme aumentam o nível de escala, mais acessíveis eles ficam. Também são recursos que evoluem conforme o avanço dos sistemas autônomos. Um futuro não muito distante de nossa realidade.
1- Hyundai HB20
Representando os compactos, o Hyundai HB20, nos modelos hatch (R$ 119.890) e sedã (R$ 126.990) nas versões Platinum Plus trazem como destaque: detector de fadiga (DAW), sistema de alerta e frenagem autônomo (FCA) para carros, pedestres e ciclistas, assistente de centralização em faixa (LFA), assistente de permanência em faixa (LKA), farol alto adaptativo (HBA), assistente de ponto cego (BCA), assistente de tráfego cruzado traseiro (RCCA), alerta de saída segura (SEW), câmera de ré, monitoramento da traseira via câmera (DRVM) e alerta de presença no banco traseiro (ROA).

2- Fiat Pulse
O SUV compacto da Fiat já vem bem equipado na versão Audace (R$ 119.998). Possui entre os diferenciais câmera traseira em alta definição com linhas adaptativas, piloto automático; frenagem autônoma de emergência (AEB); alerta de mudança involuntária de faixa (LDW); comutação automática de farol alto (AHB); hill holder; lane change (função auxiliar para acionamento das setas indicando trocas de faixa); monitoramento de pressão dos pneus (ITPMS) e sinalização de frenagem de emergência (ESS).

3- Honda City
Também compactos, as versões Touring do Honda City Hatchback (R$ 130.700) e o sedã (R$ 132.200) trazem o pacote Sensing de segurança, que conta com: controle de cruzeiro adaptativo(ACC); sistema de frenagem para mitigação de colisão (CMBS), também capaz de detectar e identificar pedestres e veículos que estejam no mesmo sentido ou no oposto; sistema de assistência de permanência em faixa (LKAS); sistema para mitigação de evasão de pista: detecta a saída da pista e ajusta a direção com o objetivo de evitar acidentes (RDM); ajuste automático de farol: assistência automática de farol alto e baixo de acordo com a situação (AHB).
Já o sistema LaneWatch, assistente para redução de ponto cego, utiliza uma uma câmera sob o espelho retrovisor externo do passageiro: quando o motorista aciona a seta para a direita, a imagem da lateral direita do Honda é exibida na tela da central multimídia.

4- Volkswagen Nivus
Ninguém gostaria de ver seu carro colidido. Mas é importante saber que alguns modelos alcançam nota máxima em crash test. O Volkswagen Nivus atingiu recentemente 5 estrelas do teste feito pelo Latin Ncap, com normas mais rígidas (o mesmo que deu 1 estrela à Fiat Strada). O veículo foi bem avaliado em testes de impacto frontal e lateral. Segundo a entidade, a estrutura do carro garantiu um bom nível de proteção para os ocupantes mesmo após os impactos.
Na versão Highline (R$ 139.770) traz de fábrica traz seis airbags e conta com recursos como controle adaptativo de distância e velocidade com função de frenagem de emergência e monitoramento frontal (ACC); sistema autônomo de frenagem de emergência anti-colisão frontal (até 50 km/h) (AEB); alerta de frenagem de emergência (ESS); assistente para partida em aclive/subida (HHC); indicador de controle da pressão dos pneus e sistema de frenagem automática pós-colisão; e sistema detector de fadiga do motorista, entre outros.

5- Caoa Chery Tiggo 7 Pro
A linha 2023 do SUV Caoa Chery Tiggo 7 Pro conta com o pacote Max Drive. Por R$ 199.990, o SUV produzido em Anápolis, GO, inclui: alerta de abertura de porta (DOW); alerta de colisão de tráfego cruzado traseiro (RCTA); alerta de colisão frontal (FCW); alerta de colisão traseira (RCW); alerta de distância frontal (FDM); alerta de saída de faixa (LDW); assistência de mudança de faixa (LCA); assistência de permanência em faixa (LKA); assistente de congestionamento (TJA); controle inteligente do farol alto (IHC); frenagem automática de emergência, pedestres e ciclistas (AEB); monitoramento de ponto cego (BSD); piloto automático adaptativo (ACC) e piloto automático integrado (ICA).

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