O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Levantamento feito pelo projeto Fairwork Brasil, ligado à universidade de Oxford, revelou que quem depende do trabalho por meio de plataformas não encontra as melhores condições
Para quem depende da “economia das plataformas” e atua em empresas como Uber, iFood, Rappi e outras, ganhar R$ 5,50 por hora — o que corresponderia a um salário mínimo por mês — pode ser uma tarefa impossível.
É isso que revela um relatório divulgado hoje pela Fairwork Brasil, entidade ligada à universidade de Oxford e que lançou seu olhar sobre seis plataformas: além das três já citadas, também fizeram parte do grupo de estudo UberEats, 99 e GetNinjas (NINJ3). A pesquisa atribuiu uma nota que vai de 0 a 10 para as plataformas.
Para chegar nesse número, foram realizadas entrevistas com trabalhadores para avaliar cinco quesitos diferentes: remuneração, condições de trabalho, contratos, gestão e representação.
Os resultados não foram animadores: iFood e 99 conseguiram 2, a nota mais alta entre as plataformas avaliadas. O Uber obteve nota 1, ao passo que GetNinjas, Rappi e UberEats não conseguiram nem pontuar.
Quando o tema é salário, só a 99 conseguiu demonstrar que paga aos seus trabalhadores um montante equivalente ao salário mínimo brasileiro.
A pesquisa leva em conta a remuneração por hora descontada dos custos para a realização do trabalho. O tempo de espera entre uma entrega e outra também foi considerado, já que o trabalhador permanece “por conta” do serviço durante o intervalo.
Leia Também
O relatório revelou que a maioria das empresas não só não pagam pelo tempo em que o trabalhador fica esperando, como também cobram taxas para entrada na plataforma.
Existe até quem exija do trabalhador a aquisição de “moedas” para acessar ofertas de trabalho, como é o caso da GetNinjas.
Segundo o relatório, a grande variação do valor pago por hora e as constantes variações no horário de trabalho contribuem para criar uma situação em que o trabalhador tem pouca noção de quanto vai receber ao final do mês, levando a um quadro de insegurança de renda.
Quando o assunto é o direito à representação do trabalhador, isso é, a possibilidade de organização livre dentro do ambiente de trabalho, o estudo revelou que nenhuma das empresas pesquisadas têm desempenho satisfatório nesse quesito.
Apesar disso, o iFood conseguiu pontuar no nível básico, já que organizou o Fórum dos Trabalhadores, um canal para possibilitar que demandas coletivas dos entregadores sejam levadas em consideração.
Segundo o relatório, Uber e 99 foram as únicas empresas capazes de demonstrar que executam ações que visam proteger os trabalhadores dos riscos específicos das tarefas realizadas, o que demonstra que trabalham no sentido de oferecer condições justas de trabalho.
Outras plataformas até têm projetos nessa área; contudo, muitos dos trabalhadores ainda reclamam dos obstáculos.
“Mesmo assim os trabalhadores disseram enfrentar muitas barreiras, como a distância, para acessá-los. Outra queixa recorrente é a falta de infraestrutura básica como acesso a banheiros, áreas de descanso e água potável”, destaca o coordenador do Fairwork no Brasil, Rafael Grohmann, em entrevista à Agência Brasil.
“Os principais riscos à segurança e à saúde, de acordo com eles, são acidentes de trânsito, violência, exposição excessiva ao sol, problemas nas costas, estresse e sofrimento mental”, complementa.
Quando o assunto são os contratos entre plataforma e trabalhador, só o iFood conseguiu demonstrar que está de acordo com os padrões básicos estabelecidos para contratos, com termos e condições acessíveis e ilustrações que explicam o acordo.
Ainda assim, o relatório chama atenção para a questão dos termos de serviço, que ainda não são suficientemente acessíveis para os trabalhadores.
Segundo o Fairwork, as plataformas também precisam notificar os trabalhadores sobre as mudanças propostas dentro de um prazo razoável, outra condição que só o iFood cumpriu.
Nenhuma das plataformas conseguiu demonstrar a existência de um processo de apelação formal e claro para os trabalhadores.
A rescisão, a desativação e o bloqueio arbitrários são as grandes preocupações, já que podem comprometer a renda mensal de maneira importante.
Questionado, o iFood respondeu por meio de nota em que afirma que está se dedicando para garantir uma remuneração mais justa, mais dignidade e transparência para os entregadores da plataforma.
Segundo a empresa, a nota no levantamento da Fairwork mostra que “apesar das nossas iniciativas nos posicionarem à frente da indústria, precisamos fazer mais. E vamos”.
A Uber respondeu por meio de nota, afirmando que vem implementando uma série de medidas com objetivo de oferecer melhor proteção social aos trabalhadores.
A GetNinjas diz que não foi consultada para a elaboração do relatório.
Questionadas, as outras empresas não haviam respondido até a publicação da matéria. A íntegra das notas você confere a seguir:
Leia a íntegra da nota do iFood:
O iFood tem se dedicado na criação de iniciativas que garantam mais dignidade, ganhos e transparência para os entregadores. Nossa nota na Fairwork mostra que, apesar das nossas iniciativas nos posicionarem à frente da indústria, precisamos fazer mais. E vamos.
Nossa equipe se reunirá com a Fairwork nos próximos dias para escutar a devolutiva sobre o estudo e colher insumos importantes para aprimorarmos nossas políticas em prol da categoria. Os entregadores parceiros são parte fundamental do nosso ecossistema e nosso maior interesse é que eles tenham no iFood a sua plataforma de escolha para encontrar trabalho e gerar renda.
Podemos citar como exemplos desse compromisso os últimos dois reajustes realizados em menos de 12 meses; a criação de um seguro contra acidentes pessoais, sendo a única empresa a oferecer cobertura para lesões temporárias; a construção de parcerias com estabelecimentos, grandes redes e com o poder público na criação de mais de 1.400 pontos de apoio; o avanço na relação com entregadores a partir do primeiro fórum com lideranças da categoria. O encontro foi resultado de sucessivos diálogos realizados ao longo dos últimos anos e serviu de base para a construção de uma Carta Compromisso do iFood com os entregadores.
Vale destacar que o iFood tem ido além no debate sobre dignidade ao trabalhador de plataforma e tem defendido publicamente a urgente construção de mecanismos que amparem o entregador no âmbito previdenciário, em linha com os novos modelos de trabalho que garantam ao profissional autonomia e flexibilidade para dispor de seu tempo da maneira que considerar mais adequada para a atividade e que, hoje, estão desamparados pela legislação vigente.
Leia a íntegra da nota da Uber:
"Como reconhece em posicionamento público, a Uber acredita que é preciso avançar em mecanismos que melhorem a proteção social dos trabalhadores de aplicativo para que esses profissionais independentes possam exercer plenamente sua atividade.
Nos últimos anos, em diálogo com motoristas parceiros, a Uber vem implementando uma série de medidas nessa direção. Sabemos que ainda há muito o que avançar, porém lamentamos que o relatório Fairwork Brasil tenha ignorado os fatos em pelo menos três princípios:
Remuneração: a Uber é a única plataforma a exibir em seu site, com transparência, informações sobre a média de ganhos dos parceiros de acordo com a cidade e o número de horas online. Qualquer pessoa pode consultar os dados e inclusive verificar detalhes sobre a metodologia de cálculo. O site aponta que, na cidade de São Paulo, por exemplo, os parceiros que dirigem por volta de 40 horas têm ganhos de cerca de R$ 1.300 por semana. Os dados são calculados com base na média de ganhos dos parceiros nas últimas quatro semanas.
Gestão: a desativação de contas de motoristas parceiros não acontece com frequência, e a Uber é a única plataforma a disponibilizar processos, incluindo um portal, para que o parceiro possa solicitar revisão de alguma decisão que entenda equivocada. Os detalhes e o passo a passo dos processos de revisão são informados no site da Uber.
Contratos: todos os motoristas parceiros necessariamente precisam revisar os Termos e Condições Gerais quando se cadastram na plataforma, o documento sempre permanece à disposição para consulta, e quando existe qualquer atualização é enviado um comunicado para nova revisão obrigatória. Além disso, todas as regras e políticas da plataforma, como o Código da Comunidade ou a política de desativação de contas, são informados no site da Uber."
Leia a íntegra da nota do GetNinjas:
O GetNinjas, no âmbito executivo da empresa, não foi consultado durante a elaboração do relatório Fairwork Brasil para esclarecer o modelo de operação da plataforma que a difere das demais empresas citadas pelo levantamento.
Destacamos que o GetNinjas opera como um classificado online, em que prestadores de serviço - o que inclui micro e pequenos empreendedores - anunciam seus serviços e conseguem novos potenciais clientes.
Dessa forma, os profissionais utilizam a plataforma como um canal de anúncio para divulgar serviços e negociar com potenciais clientes.
O contato, negociação e pagamento do serviço entre profissional e cliente são realizados fora da plataforma e, desta forma, são os prestadores que definem preço, horário e condições do serviço junto ao cliente. Portanto, o nosso modelo de negócio se diferencia dos demais citados na pesquisa.
Mais conectado, mais desconfiado e com menos paciência: o brasileiro digital não perdoa erro, demora ou taxa surpresa
O montante, anunciado em março deste ano, será direcionado a empresas consideradas estratégicas ou afetadas por choques externos
Depois de acumular pela 2ª vez na semana, prêmio da Lotofácil cresce, mas nem faz cócegas nas estimativas para os próximos sorteios da Quina, da Timemania e da Mega-Sena, que também ocorrem hoje (16)
Romi (ROMI3), Usiminas (USIM5) e Assaí (ASAI3) dão o pontapé na temporada, e Ruy Hungria, analista da Empiricus Research, conta o que esperar dos resultados do primeiro trimestre
Pagamento do Bolsa Família segue calendário por NIS, garante valor mínimo de R$ 600 e pode incluir adicionais
No mesmo dia de Tiradentes, alguns estados também celebram feriados locais
Reajuste do Gás do Povo pode chegar a R$ 10, de acordo com o ministro do Planejamento e Orçamento
No Touros e Ursos desta semana, André Loes, economista-chefe da Vivest, fala sobre porque essa conta não fecha e o peso desse descolamento nas eleições de 2026
Governo paulista adia de novo a cobrança automática do pedágio eletrônico em rodovias no interior de SP, incluindo a Castello Branco e a Raposo Tavares
Proposta mantém salários, amplia descanso e abre novo embate com setor produtivo
Pagamentos do abono salarial Pis/Pasep serão feitos via Caixa Econômica Federal ou Banco do Brasil nesta quarta-feira (15)
Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de terça-feira, 14 de abril. Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam.
Pagamento do Bolsa Família segue calendário por NIS, garante valor mínimo de R$ 600 e pode incluir adicionais
Até o momento, Anvisa recebeu pedidos de registro de 16 medicamentos à base de semaglutida e de sete que têm liraglutida como princípio ativo
Enquanto os brothers do BBB26 ainda entregam conteúdo, Globo já está de olho no BBB27
Lance inicial teto do leilão do Detran-Sp é de um Renault Logan Dyna, modelo 2016, por 7 mil reais
Prêmio em jogo na Lotofácil dispara depois de acúmulo em concurso com final zero, mas Mega-Sena, Quina e Timemania pagam valores maiores nesta terça-feira (14).
Com o Brasil como exportador líquido, alta do petróleo impulsiona a balança comercial e leva BTG a revisar projeções para até US$ 90 bilhões
Novo aporte resolve um dos principais entraves do túnel Santos-Guarujá e acelera plano do governo para iniciativa virar realidade
Modelo de tempo compartilhado representa 17,7% da demanda hoteleira no Brasil, mas pesquisa indica que há espaço para esse mercado crescer mais; veja como aproveitar o potencial