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Também apresentamos um motivo pelo qual a Ethereum Foundation ainda deve manter seu calendário conforme o planejado
A atualização que trará para o mercado o Ethereum (ETH) definitivo — ou, como os analistas gostam de chamar, o Ethereum 2.0 — sofreu alguns problemas no meio do caminho. Entre eles, a crise das criptomoedas, problemas com a rede de testes e certo receio dos investidores de modo geral.
O The Merge (“A Fusão”, em tradução livre) trará uma eficiência energética para a segunda maior criptomoeda do mundo, além de permitir a escalabilidade (crescimento) da rede de maneira mais segura — e é um dos destaques do segundo semestre para o mercado de moedas digitais. São três pontos principais:
Mas existem alguns fatores que podem fazer com que essa atualização não tenha o efeito esperado nas cotações. Desde o ano passado, quando os desenvolvedores começaram a dar contornos mais sólidos para o The Merge, a perspectiva é de que esse melhoramento da rede também trouxesse um destravamento de preço.
Entretanto, listamos aqui três motivos que podem atrasar o The Merge na rede do ethereum — ou mesmo anular seus efeitos nas cotações no médio prazo:
Desde o início do ano, o mercado global de criptomoedas perdeu cerca de 57% do seu valor, saindo de US$ 2,188 trilhões no final de 2021 para US$ 938 bilhões em junho de 2022.
Algumas das pedras no caminho incluem o desaparecimento da Terra (LUNA) — que terminou com a criação da Terra 2.0 — e o início do ciclo de aperto monetário nos Estados Unidos.
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Assim como as demais criptomoedas alternativas ao bitcoin (BTC) — as chamadas altcoins — o ethereum também sofreu com as perdas nas cotações. Desde as máximas históricas, o éter já caiu cerca de 76,4%. Só em 2022, a queda é de 68,9%.
Os desenvolvedores e mineradores de criptomoedas ganham por meio de recompensas da rede, as chamadas gas fees. Essas taxas são cobradas na hora da transação e pagas para manterem a rede segura e com um fluxo contínuo.
Entretanto, essas gas fees estão diretamente ligadas às cotações do ethereum. Se o preço da criptomoeda cai, a recompensa também tende a cair. Isso pode gerar um certo afastamento dos desenvolvedores menos engajados, o que pode limitar a mão de obra para estabelecer a atualização definitiva.
Em outras palavras, a ausência de pagamentos mais robustos pode levar a uma falta de validadores e, consequentemente, um atraso no The Merge.
Aqui vale uma explicação um pouco mais detalhada.
Durante o período de bull market, quando as maiores criptomoedas do mundo registraram suas máximas históricas entre 2020 e 2021, diversos projetos em criptografia surgiram.
Entre eles estão os protocolos de finanças descentralizadas (decentralized finance, ou DeFi) e certificados digitais, os NFTs.
Para se ter uma ideia da dimensão e importância desses ativos, aqui vão alguns números:
De modo geral, não é exagero afirmar que a blockchain do ethereum se tornou um verdadeiro celeiro desses projetos.
Começando pelos certificados digitais, o mercado encolheu significativamente em 2022.
Dados do The Block Data mostram que houve um resfriamento na procura por NFTs nos últimos meses. Desde o pico de volume negociado semanalmente em agosto do ano passado, as vendas caíram cerca de 96,41%.
Em números absolutos, a queda foi de US$ 1,07 bilhão para US$ 38,34 milhões na terceira semana de junho. Vale ressaltar que as perdas não foram apenas no setor de artes, mas nos games relacionados ao universo das criptomoedas — conhecidos como play-to-earn —, como o Axie Infinity (AXS).
Outro setor que sofreu com as quedas das cotações foi o de DeFis.
Esse segmento de empréstimos em criptomoedas sofreu especialmente nos primeiros meses de 2022. A crise do protocolo da Terra (LUNA) afetou especialmente os DeFis, que lidam diretamente com plataformas de liquidez da rede.
Com o desaparecimento da TerraUSD (UST), a stablecoin da LUNA, houve uma perda significativa de liquidez no mercado, o que gerou problemas para a plataforma de staking e empréstimos de criptoativos Celsius.
Até mesmo a Three Arrows Capital (3AC), um dos fundos de hedge de criptomoedas mais promissores do mercado, teve problemas com esse setor — o que gerou um calote de mais de meio bilhão de dólares na corretora Voyager Digital.
O resultado não poderia ser outro: o TVL global dos protocolos de DeFi caiu de US$ 107 bilhões nas máximas para US$ 38 bilhões atualmente, um recuo da ordem de 64,48%.
Como foi dito anteriormente, outras moedas digitais foram construídas em cima da rede do ethereum. Naturalmente, a queda nas cotações levaria a uma perda marginal no preço à vista do ethereum.
Mas existe um fator acima desse. O ethereum se comunica com essas e outras blockchains por meio de pontes (bridges) e tokens específicos, os chamados ERC-20 (Ethereum Request for Comments 20).
Um dos mais conhecidos é o wrapped ETH (wETH), ou “ethereum empacotado”, que permite a negociação entre blockchains e projetos desenvolvidos fora da rede.
Essas conexões entre blockchains geram soluções, mas guardam problemas de segurança. Conectar uma blockchain na outra, na visão dos analistas consultados pela reportagem, soma as fragilidades da primeira e da segunda rede.
Os hackers se beneficiam dessas inseguranças para atacar as pontes e já conseguiram fazer estragos volumosos, desviando alguns milhões de dólares em ETH.
O maior ataque hacker da história da rede aconteceu na ponte com o Axie Infinity. De acordo com a conta oficial dos desenvolvedores do jogo, foram roubados cerca de US$ 625 milhões (R$ 3 bilhões, nas cotações atuais) em criptomoedas.
Mas recentemente, os piratas cibernéticos voltaram a atacar e roubaram o equivalente a US$ 100 milhões em criptos da Horizon, ponte para a blockchain da ethereum (ETH).
Esses problemas afetam a confiança dos investidores, tanto em projetos de pontes quanto nas blockchains que elas conectam.
Vale lembrar que o mercado de criptomoedas é essencialmente baseado na confiança dos investidores nos projetos. Então qualquer abalo nessa troca acaba se refletindo nas cotações.
O preço à vista do ethereum chegou a romper o suporte de US$ 1 mil, cotações que não eram vistas desde dezembro de 2020.
Vale destacar que dificilmente um projeto como o ethereum deve desaparecer do mapa.
Dito isso, o modelo de negócios pode entrar em uma espiral difícil de sair: a queda nas cotações das criptomoedas que fazem parte da rede ethereum gera uma queda no preço do ETH — o que, consequentemente, afeta as moedas criadas em cima de sua blockchain.
Esse redemoinho da morte pode não se encerrar até as condições macroeconômicas melhorarem — e isto não deve acontecer tão cedo.
Ainda que o cenário pareça catastrofista, a rede do ethereum tem desenvolvedores engajados e uma comunidade que tem se esforçado para entregar as novas atualizações. Quem afirma isso são os membros da equipe de research do unicórnio brasileiro de criptomoedas, Mercado Bitcoin.
"O The Merge vem sendo construído ao longo dos últimos anos, não é uma coisa que surgiu ontem. Portanto, [esses fatores momentâneos] não devem retirar a importância e grandeza da atualização", explica Orlando Telles, sócio fundador da Mercurius Crypto e diretor de research na mesma casa de análise.
Segundo ele, mesmo com a queda das cotações à vista, a rede está segura de que nada pode impedir a atualização. No calendário programado pela Ethereum Foundation, a conclusão dos trabalhos envolvendo o The Merge deve acontecer no segundo semestre deste ano.
*Com informações do Glassnode, Statisa, DeFi Pulse, DeFi Llama e The Block Data
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