O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Há uma enorme diferença entre as expectativas para Amazon, Apple, Google e Microsoft; o mais importante é o que elas têm a dizer sobre os próximos trimestres
Olá, seja bem-vindo à Estrada do Futuro, onde conversamos semanalmente sobre a intersecção entre investimentos e tecnologia.
Estamos nos aproximando da temporada de resultados do terceiro trimestre de 2022 e algumas perguntas povoam a mente do investidor neste momento.
Será que os impactos da inflação estão desacelerando as empresas?
Será que os cortes de custos que elas vêm executando nos últimos meses estão funcionando?
E a mais importante de todas as perguntas: que tipo de visão e guidances os executivos das empresas darão ao mercado?
Na coluna de hoje, quero oferecer minha visão sobre essas perguntas e compartilhar o que o mercado espera em termos de resultados das maiores empresas de tecnologia do mundo.
Leia Também
Na semana passada, tivemos resultados de duas empresas muito distintas, porém representativas para os seus setores: a Nike e a Micron.
A Nike — que dispensa apresentações — viu sua ação cair 10% após a divulgação dos resultados.
Apesar da sua receita ter crescido 4% na comparação anual, o seu lucro por ação encolheu 20%.
O vilão dos resultados da Nike foram os estoques, que cresceram 44% na comparação anual.
Isso, na prática, significa que ela está com dificuldade de vender seus produtos e contrata para os próximos trimestres uma elevada atividade promocional (que é ruim para as margens).
Se você vai conseguir comprar as ações da Nike com grande desconto, isso eu não sei. Mas, você provavelmente poderá comprar um tênis novo com belo desconto.
Já a Micron é sempre a primeira empresa do setor de semicondutores a divulgar resultados. Ela fornece chips de memória para PCs e smartphones. É uma das empresas que melhor sinaliza o ritmo desses dois mercados.
Na teleconferência com analistas e investidores, os executivos da Micron mencionaram sete vezes a expressão "sem precedentes".
Você deve imaginar que não foi uma teleconferência muito animada.
De acordo com a Micron, as vendas de smartphones e PCs estão desacelerando com força. A empresa, que havia gerado US$ 1,8 bilhão em caixa no mesmo trimestre do ano passado, queimou US$ 1,5 bilhão nos últimos 3 meses.
De acordo com a Capital IQ, que compila dados de estimativas de diversas casas de análise e grandes bancos do mundo inteiro, o mercado ainda está otimista com as Big Techs.
No caso da Apple, o consenso espera receitas de US$ 88,8 bilhões, um crescimento de 6,5% na comparação anual e 7% versus o último trimestre.
Em termos de lucro por ação, o mercado também espera crescimento.
Na semana passada, porém, as ações da Apple foram um dos grandes destaques negativos no Nasdaq. Notícias de que ela reduziu ordens para seus fornecedores de iPhone fizeram a ação sofrer.
A Apple não costuma divulgar guidance, mas todos esperam ansiosos para ouvir o que o seu CEO, Tim Cook, tem a dizer sobre o poder de consumo em diferentes mercados.
Encontro um cenário parecido com esse em Microsoft: os investidores esperam crescimento de 10% das receitas na comparação anual e cerca de 3% do crescimento do lucro por ação.
No trimestre anterior, a Microsoft sofreu com a pressão cambial: por ter clientes no mundo inteiro, especialmente na Europa, a força do dólar traz uma pressão nos números da empresa.
Já o Google enfrenta um cenário diferente: a empresa tem mostrado desaceleração já nos últimos trimestres e está publicamente conduzindo uma campanha interna de redução de custos.
O Google está com novas contratações congeladas e descontinuando projetos que se provaram mal sucedidos. O exemplo mais recente foi a sua incursão no segmento de games.
Nesta semana, o Google anunciou (para a surpresa de ninguém) o fim do Google Stadia, sua plataforma para streaming de games.
O mercado espera que a receita do Google cresça 12% na comparação anual, mas o seu lucro por ação encolha em 10%.
Por último, a Amazon.
No caso da gigante do e-commerce, a desaceleração chegou muito antes, mais precisamente há 2 trimestres.
Diferente das demais Big Techs, os investidores esperam que os resultados da Amazon comecem a melhorar bastante a partir deste momento.
O mercado espera receitas de US$ 127 bilhões, crescimento de 15% contra o ano anterior, com uma ajudinha da realocação do Prime Day.
Os investidores também esperam que a Amazon reverta o prejuízo por ação do último trimestre, num lucro de US$ 0,20 por ação.
Como eu escrevi há algumas semanas, a Amazon é a minha preferida entre as Big Techs, neste momento.
Como eu mostrei acima, há uma enorme diferença entre as expectativas para as Big Techs.
Mais importante do que o que elas entregarão, porém, é o que elas têm a dizer sobre os próximos trimestres.
As respostas que os seus executivos darão às perguntas que eu mencionei no início desta coluna, serão as responsáveis por uma recuperação (ou não) do mercado de ações americano como um todo.
O Brasil pode voltar a aumentar os juros ou viver um ciclo de cortes menor do que o esperado? Veja o que pode acontecer com a taxa Selic daqui para a frente
Quedas recentes nas ações de construtoras abriram oportunidades de entrada nas ações; veja quais são as escolhas nesse mercado
Uma mudança de vida com R$ 1.500 na conta, os R$ 1.500 que não compram uma barra de chocolate e os destaques da semana no Seu Dinheiro Lifestyle
A Equatorial decepcionou quem estava comprado na ação para receber dividendos. No entanto, segundo Ruy Hungria, a força da companhia é outra; confira
Diferente de boa parte das companhias do setor, que se aproveitam dos resultados estáveis para distribui-los aos acionistas, a Equatorial sempre teve outra vocação: reter lucros para financiar aquisições e continuar crescendo a taxas elevadíssimas
Os brechós, com vendas de peças usadas, permitem criar um look mais exclusivo. Um desses negócios é o Peça Rara, que tem 130 unidades no Brasil; confira a história da empreendedora
Entre ruídos políticos e desaceleração econômica, um indicador pode redefinir o rumo dos juros no Brasil
Mesmo o corte mais recente da Selic não será uma tábua de salvação firme o suficiente para manter as empresas à tona, e o número de pedidos de recuperação judicial e extrajudicial pode bater recordes neste ano
Confira qual a indicação do colunista Matheus Spiess para se proteger do novo ciclo de alta das commodities
O conflito acaba valorizando empresas de óleo e gás por dois motivos: a alta da commodity e a reprecificação das próprias empresas, seja por melhora operacional, seja por revisão de valuation. Veja como acessar essa tese de maneira simples
O Grupo Pão de Açúcar pode ter até R$ 17 bilhões em contas a pagar com processos judiciais e até imposto de renda, e valor não faz parte da recuperação extrajudicial da varejista
Veja qual foi a empresa que venceu o Leilão de Reserva de Capacidade e por que vale a pena colocar a ação na carteira
Mesmo após salto expressivo dos papéis, a tese continua promissora no longo prazo — e motivos para isso não faltam
Entenda por que é essencial separar as contas da pessoa física e da jurídica para evitar problemas com a Receita
Em geral, os melhores hedges são montados com baixa vol, e só mostram sua real vitalidade depois que o despertador toca em volume máximo
Saiba o que afeta a decisão sobre a Selic, segundo um gestor, e por que ele acredita que não faz sentido manter a taxa em 15% ao ano
O conflito no Oriente Médio adiciona mais uma incerteza na condução da política monetária; entenda o que mais afeta os juros e o seu bolso
O foco dos investidores continua concentrado nas pressões inflacionárias e no cenário internacional, em especial no comportamento do petróleo, que segue como um dos principais vetores de risco para a inflação e, por consequência, para a condução da política monetária no Brasil
Entenda qual é a estratégia da britânica Revolut para tentar conquistar a estatueta de melhor banco digital no Brasil ao oferecer benefícios aos brasileiros
Crescimento das despesas acima da renda, ascensão da IA e uberização da vida podem acabar com a classe média e dividir o mundo apenas entre poucos bilionários e muitos pobres?