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Petróleo ajuda Ibovespa mas risco fiscal ainda preocupa, Amazon dá respiro a NY e o pior pode já ter passado para os shoppings; confira os principais destaques do dia

4 de fevereiro de 2022
20:15 - atualizado às 13:50
Homem de costas analisa tela com relatórios e balanços
Se no pregão anterior Wall Street sofreu com o balanço negativo da Meta, hoje foi a vez de a Amazon dar um gás extra e levar o Nasdaq a fechar em alta - Imagem: Shutterstock

Depois de alguns dias de trégua, o temor de que o Federal Reserve se veja obrigado a acelerar o seu aperto monetário tomou conta do mercado global durante a maior parte do dia, mas os investidores conseguiram escapar dessa onda de aversão ao risco para garantir um “sextou” com mais alegria. 

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Enquanto os analistas projetavam um forte impacto na geração de vagas de trabalho em janeiro, o relatório de emprego dos Estados Unidos mostrou que o país conseguiu abrir quase 500 mil pontos de trabalho no último mês. Armados dessas informações, os investidores recalibram suas apostas para o tamanho do aperto monetário que pode começar já no próximo mês no país, aumentando as chances de uma elevação entre 0,25 e 0,50 ponto percentual.

Se no pregão anterior Wall Street sofreu com o balanço negativo da Meta, hoje foi a vez de a Amazon dar um gás extra e levar o Nasdaq a fechar em alta de 1,58% e o S&P 500 a avançar 0,52%, com apenas o Dow Jones fechando em leve queda de 0,06%. 

No Brasil, o avanço do preço do barril de petróleo para próximo de US$ 100 impulsionou o setor de commodities, mas o Congresso está de volta ao trabalho e o cenário político minou o Ibovespa de uma recuperação mais expressiva. 

O principal índice da B3 encerrou a sexta-feira com um avanço de 0,49%, aos 112.244 pontos. O dólar à vista subiu 0,50%, a R$ 5,3220, de olho em Brasília. Na semana, o recuo foi de 1,26%, favorecido pelo fluxo de entrada de recursos estrangeiros no país. 

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Já no retorno dos parlamentares ao Congresso, o risco fiscal volta a assombrar os investidores e também o Ministério da Economia. Um dos projetos apresentados no Senado para tentar segurar a elevação dos preços dos combustíveis foi apelidada de "Kamikaze" pela equipe econômica. As desonerações de impostos previstas, sem nenhuma contrapartida, poderiam custar cerca de R$ 100 bilhões. 

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Ainda que a bolsa tenha conseguido escapar da pressão, o dólar à vista e o mercado de juros refletiram a preocupação dos investidores. Após a forte queda dos DIs ontem, em reação à decisão do Banco Central brasileiro de reduzir o ritmo de ajuste da taxa Selic, as principais taxas fecharam em forte alta. 

Para Ariane Benedito, economista da CM Capital, a semana que vem deve trazer de volta o foco para a agenda doméstica, com a divulgação de importantes indicadores econômicos e a ata da última reunião do Copom. 

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Veja tudo o que movimentou os mercados nesta sexta-feira, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo e as ações com o melhor e o pior desempenho do Ibovespa.

ESQUENTA DOS BALANÇOS
Prejuízo da pandemia é página virada para os shoppings, afirmam analistas; veja as ações favoritas de BTG Pactual e Banco Inter no setor. Os especialistas acreditam que os balanços do quarto trimestre mostrarão um desempenho sólido das empresas no período, com vendas além dos níveis pré-covid. 

REMÉDIO NA BOLSA
Ano das farmácias: XP vê alta de até 43% para ações da Panvel (PNVL3), Raia Drogasil (RADL3) e Pague Menos (PGMN3). Corretora manteve recomendação de compra da favorita do setor, a RADL3, e iniciou a cobertura de PNVL3. 

DESTRUIÇÃO DE VALOR
Ações do IRB (IRBR3) derretem 93% na B3 em dois anos após alerta da Squadra sobre balanços. Foi em fevereiro de 2020 que chegou ao mercado a explosiva carta da gestora de fundos que apontava para a existência de possíveis inconsistências nos balanços do IRB.

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PASSA OU REPASSA?
Fim do jogo para Facebook e Mark Zuckerberg? Saiba se é hora de comprar as ações da Meta (FBOK34) após resultado que derrubou as bolsas em Nova York. Papéis da empresa sofrem uma queda de mais de 25% um dia depois da divulgação de performances abaixo do esperado pelo mercado e da perda de usuários. 

PRIVATIZE-ME SE PUDER
De privatização a controle de preços: O que Lula, Bolsonaro, Moro, Ciro e Doria querem fazer com a Petrobras. Como de costume, com a eleição presidencial cada vez mais próxima, os candidatos já começaram a anunciar seus planos para a estatal — e as ideias se dividem.

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