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Volatilidade a mil com decisão de juros do Fed, reabertura do fundo da Dynamo e nova aquisição da Petz: veja o que mexeu com o mercado hoje

26 de janeiro de 2022
19:48 - atualizado às 13:51
Jerome Powell Fed
O tradicional discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, após a decisão azedou o clima lá fora e fez a bolsa brasileira reduzir bastante os ganhos - Imagem: Federal Reserve

O bom humor nos mercados era tanto nesta quarta-feira (26) que nem parecia dia de decisão de juros pelo Federal Reserve, o banco central americano.

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As bolsas americanas e europeias operavam em alta, ainda em clima de recuperação das perdas do início da semana, e o Ibovespa subia mais de 1,5%, ainda puxado pela entrada de capital estrangeiro na bolsa brasileira.

Logo após a divulgação da decisão de política monetária do Fed, os índices americanos e o Ibovespa aceleraram os ganhos. Em Wall Street, o Nasdaq chegou a subir mais de 3% no melhor momento do dia; por aqui, o principal índice da B3 subiu 2,26%, na máxima.

No entanto, o tradicional discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, após a decisão azedou o clima lá fora e fez a bolsa brasileira reduzir bastante os ganhos.

Inicialmente, a decisão do banco central americano foi considerada até menos dura que o esperado. O Fed manteve os juros básicos (taxa dos Fed Funds) inalterados entre 0% e 0,25% em decisão unânime, conforme as expectativas do mercado.

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Num primeiro momento, a autoridade monetária não se comprometeu com uma alta das taxas já na próxima reunião, em março, como esperava o mercado, indicando apenas que os juros deveriam começar a subir "em breve".

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Também sinalizou que o encerramento da compra de ativos (tapering) deverá ocorrer no início de março, conforme o previsto pelo mercado.

Já em relação ao início da redução do balanço, com a venda dos títulos de volta ao mercado, a instituição também não se comprometeu com data, dizendo apenas que deveria ser feita "ao longo do tempo e de forma previsível", indicando que só deveria começar após o início do aumento dos juros.

Durante sua coletiva de imprensa, porém, Jerome Powell manifestou grande preocupação quanto à inflação e disse que "o foco está sobre a alta de juros em março, se as condições forem apropriadas", indicando que o aumento nas taxas deve mesmo começar na próxima reunião.

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O presidente do Fed também disse que "há muito espaço para elevar os juros sem afetar o mercado de trabalho", mas que não é possível destacar agora o ritmo de alta nas taxas.

Essas falas já foram interpretadas pelo mercado como hawkish, isto é, duras contra a inflação, indicando um aperto monetário forte. Isso levou as bolsas americanas a virarem o sinal e passarem a cair. O Dow Jones fechou em baixa de 0,38%, o S&P 500 teve queda de 0,15%, e o Nasdaq conseguiu se manter próximo do zero a zero, subindo 0,02%.

Já o Ibovespa desacelerou os ganhos, perdeu os 112 mil pontos conquistados mais cedo, e fechou com uma alta de 0,98%, aos 111.289 pontos.

O dólar à vista, que caía ante o real e aprofundou as perdas logo após a divulgação da decisão do Fed, virou para alta e fechou com valorização de 0,11%, a R$ 5,4411. A moeda americana se fortaleceu globalmente, mesmo em relação a outras moedas fortes, acompanhando a alta dos juros dos Treasuries, os títulos do Tesouro americano.

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Por aqui, os juros futuros fecharam com sinais mistos antes da coletiva de Powell. As taxas mais curtas subiram hoje, com a divulgação de um IPCA-15 acima do esperado, mas as mais longas terminaram a sessão regular em queda.

Na sessão estendida, porém, os contratos de DI se ajustaram ao avanço dos juros americanos e fecharam com altas mais robustas em todos os prazos.

Veja tudo o que movimentou os mercados nesta quarta-feira, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo e as ações com o melhor e o pior desempenho do Ibovespa.

GESTORAS
Bolsa barata? Um dos fundos de ações mais rentáveis da história vai reabrir para captar até R$ 1,1 bilhão. Dynamo Cougar receberá novos investimentos até o dia 16 de fevereiro ou até que atinja R$ 1,1 bilhão; última reabertura do fundo foi em março de 2020.

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Embraer (EMBR3) reintegra o setor de aviação comercial após o fiasco com a Boeing. E agora, como ficam as ações? Para a Embraer, a parceria com a Boeing em aviação comercial é passado; mas será que o mercado precifica corretamente suas ações? 

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