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Manter a paridade com o dólar não é tarefa simples, e o novíssimo mercado das criptomoedas experimentou esse travo amargo na semana passada; entenda a crise das stablecoins
Só quem viveu sabe: entre uma música do Nirvana e outra do É O Tchan na estação de rádio, um capítulo de O Rei do Gado e um domingo na Banheira do Gugu, os anos 1990 também foram a época mágica em que o dólar chegou a valer 1 real.
Sim, as duas moedas tiveram paridade — na verdade, havia uma banda cambial que permitia uma pequena flutuação — nos primeiros anos do Plano Real.
Quem garantia as cotações dentro dos limites estabelecidos era o Banco Central. Mas para o câmbio seguir sob controle, era preciso ter lastro em dólares para dar credibilidade ao regime.
A estratégia funcionou até janeiro de 1999, quando a banda cambial foi implodida após o BC consumir quase todas as reservas internacionais do país.
O caso brasileiro mostra que manter a paridade com o dólar (principalmente quando você não pode imprimir dólares) não é tarefa simples, e que a quebra de confiança pode ter consequências imprevisíveis.
O novíssimo mercado das criptomoedas experimentou esse travo amargo na semana passada. A crise que derrubou o bitcoin teve origem justamente em uma “stablecoin” — ou seja, uma moeda digital que tem (ou deveria ter) paridade com o dólar.
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Em meio ao pânico, outras stablecoins também perderam temporariamente a referência da moeda “real”. O que levou a questionamentos sobre todo esse modelo de criptomoedas.
Na reportagem especial de hoje do Seu Dinheiro, o Renan Sousa explica em detalhes como foi o abalo das stablecoins e responde se elas podem ter o mesmo destino do real dos anos 1990.
ESQUENTA DOS MERCADOS
Bolsas lá fora tentam emplacar terceiro dia de alta, limitadas por dados inflacionários; Ibovespa mira Eletrobras e briga entre poderes. Ainda hoje, os investidores acompanham as falas do presidente do BC, Roberto Campos Neto, e do ministro da Economia, Paulo Guedes, que participam de evento.
ONDA VENDEDORA
Nubank (NUBR33) perde US$ 1,2 bi em valor de mercado e já vale menos que o Banco do Brasil (BBAS3). As ações da fintech, negociadas na bolsa de Nova York (Nyse), encerraram o pregão de ontem em queda de 6,21%, a US$ 4,08.
PROVENTOS APROVADOS
CVM recua e libera distribuição de dividendos do fundo imobiliário Maxi Renda FII (MXRF11); relembre o caso. A xerife do mercado de capitais reconheceu “a existência de obscuridade e contradição” na decisão original sobre a forma como um dos maiores fundos do mercado remunera os cotistas.
COMPRA NA "BAIXA"
Warren Buffett compra papéis do Citigroup: confira as ações que o megainvestidor colocou na carteira após a queda das bolsas em NY. CEO da Berkshire Hathaway segue a “velha economia” e adquire ativos de grandes financeiras durante a queda do índice S&P 500.
SEM MILHÕES PRA VOCÊ
CEO do JP Morgan leva cartão vermelho de acionistas e pode ficar sem bônus milionário, entenda a decisão rara. A desaprovação foi a primeira desde que o conselho do banco norte-americano enfrentou um voto negativo sobre compensações desde que as regras foram introduzidas, há mais de uma década.
TRAGÉDIA NA CHINA
Alguém derrubou o avião da China Eastern de propósito; investigadores agora tentam descobrir quem foi. Dados recuperados da caixa preta sugerem que alguém na cabine intencionalmente deixou cair o Boeing 737-800 com 132 pessoas a bordo no fim de março.
COMBATE ÀS FAKE NEWS
O Telegram vai sinalizar conteúdos falsos durante as eleições; veja os detalhes do acordo para o combate às fake news. Plataforma terá que divulgar o canal do TSE para todos os usuários no País, com o objetivo de oferecer uma fonte segura de informações sobre as eleições.
Uma ótima quarta-feira para você.
Depois de uma alta de quase 50% em 12 meses, o mercado discute se os preços já esticaram — e por que “estar caro” não significa, necessariamente, fim da alta
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