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Dados de inflação nos EUA levantam preocupações sobre mais aumentos agressivos das taxas pelo Fed. No Reino Unido, o provável abandono por completo do “mini-orçamento” do governo proporciona maior otimismo
Bom dia, pessoal. Lá fora, os mercados asiáticos encerraram o dia predominantemente em alta nesta sexta-feira (14), acompanhando as movimentações amplamente positivas dos mercados globais durante ontem.
Um fator regional interessante foi o dado de inflação chinesa, que veio abaixo do esperado (a fraca demanda doméstica não está dando muito impulso aos preços), o que daria margem para mais estímulos.
No ambiente internacional, os dados de inflação nos EUA levantaram preocupações sobre mais aumentos agressivos das taxas pelo Fed, nos EUA, mas os investidores sentiram que tais preocupações com a inflação e as taxas de juros mais altas já foram precificadas nos mercados após as quedas recentes.
Em paralelo, o dólar americano também recuou e perdeu terreno em relação aos seus principais pares.
Na Europa, os mercados começam o dia em alta, enquanto os futuros americanos sobem, pelo menos por enquanto.
Chama atenção o provável abandono por completo do "mini-orçamento" do governo do Reino Unido, que proporciona maior otimismo (o mercado gosta de uma política fiscal sensata).
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Por aqui, acompanhamos a dinâmica global, avaliando também as movimentações políticas e os dados locais. A ver...
No Brasil, os investidores pouco repercutem as movimentações políticas, uma vez que a eleição pouco tem debatido questões de mercado e perspectiva fiscal (o pessoal está mais preocupado com a Guerra Santa entre os candidatos).
Ainda assim, há quem acompanhe as novas pesquisas até aqui, faltando 15 dias para o segundo turno.
Hoje, contamos com o novo Datafolha, enquanto esperamos pelo primeiro debate do segundo turno, a ser transmitido domingo à noite na Band.
Fora as novidades políticas, vale acompanhar hoje pela manhã os dados de serviços para o mês de agosto, que devem desacelerar e subir 0,2% na comparação mensal (versus 1,1% do mês anterior).
Contra o mesmo período do ano passado, o dado deve registrar alta de 6,8% — ainda vemos efeito positivo sobre o setor da retomada do mercado de trabalho e dos benefícios sociais.
Gradualmente, contudo, assim como outros dados, seria natural esperar que a economia começasse a sentir os efeitos de juros mais elevados.
Eventuais surpresas podem contagiar com otimismo o mercado.
Nos EUA, o dia de ontem foi curiosamente volátil. As ações oscilaram de perdas acentuadas e altas robustas, com uma reviravolta em Nova York depois do relatório de inflação mais forte do que o esperado.
O núcleo, que exclui os itens mais voláteis, acelerou e veio acima do esperado, subindo 6,6% na comparação anual.
Em outras palavras, a inflação americana continua exacerbadamente alta, mesmo depois de meses desde o começo do aperto da política monetária pelo Fed.
Dessa forma, a perspectiva é que a autoridade monetária continue a elevar a taxa de juros de maneira significativa em 2022 e 2023.
O dado não era uma boa notícia, como a reação inicial de queda deu a entender. Mais difícil, no entanto, foi explicar a virada de mão e posterior alta no resto do dia.
Alguns fatores que poderiam nos ajudar a explicar:
Ao longo do pregão de hoje, podemos eventualmente ver o mercado tentar devolver a alta de ontem, que deve ter sido bastante artificializada, até mesmo porque a inflação continua alta, o movimento de aperto monetário vai continuar, caminhamos para uma recessão nas economias centrais e a temporada de resultados só está começando.
Mais volatilidade e realizações devem ser aguardadas no futuro.
Vamos separar um pequeno espaço para comentar brevemente o dado de inflação na principal economia do mundo.
Ontem, nos EUA, a inflação de preços ao consumidor registrou alta de 8,2% na comparação anual no índice cheio e 6,6% no núcleo (o maior salto em 40 anos), que exclui os itens mais voláteis (normalmente, um aquecimento do núcleo é mais preocupante).
A expectativa é que o Fed continue seu aperto monetário.
Uma coisa curiosa é que os impulsionadores da inflação nos EUA do ano passado se transformaram em deflação.
Os preços dos bens duráveis, por exemplo, subiram 3,8% na comparação mensal quando atingiram seu pico, em 2021; agora, em setembro, a mesma linha registrou contração de -1,1% no mês, a maior queda de todos os tempos.
Em outras palavras, a transição de consumo e pressão inflacionária está acontecendo.
Em setembro, mais de 40% da cesta de consumo contida no índice caiu de preço na comparação mensal.
É curioso que os consumidores estejam vendo deflação e inflação ao mesmo tempo, o que deveria aumentar sua disposição para consumir na margem — as vendas no varejo americano de hoje podem nos explicar algumas coisas sobre isso.
Hoje, os primeiros resultados de bancos do terceiro trimestre nos Estados Unidos estão sendo divulgados, com os balanços do JP Morgan, Wells Fargo, Citigroup e Morgan Stanley.
Ontem, a expectativa positiva sobre os resultados ajudou na virada dos mercados, como comentamos, mas talvez tenha havido certa afobação.
Em todo o setor, alguns investidores esperam que os lucros caiam 4% na comparação anual, refletindo uma desaceleração na atividade de banco de investimento.
Mesmo com o aumento das taxas de juros, que se esperava ser uma benção para os credores, a conjuntura econômica deveria inibir a demanda por crédito.
Dessa forma, é bom que estejamos preparados para más notícias.
Aliás, embora provavelmente não haja muito a temer pelos resultados reais dos bancos, os investidores estão mais preocupados com a chegada de uma recessão, e isso pode significar problemas para os resultados dos credores.
Tradicionalmente, os resultados dos bancos contam com perspectivas e sinalizações sobre a situação econômica, o que daria um direcionamento mais tangível ao mercado sobre os rumos da economia — o CEO do JP Morgan Chase, Jamie Dimon, já alertou na segunda-feira que os EUA e a economia global devem enfrentar uma recessão em breve.
Não foi só no Brasil que a pandemia deixou um legado perverso para a educação. O mundo inteiro se depara hoje com um déficit relevante de aprendizado.
Provavelmente, muitos pais que lêem a presente newsletter já devem ter percebido que não houve muito “aprendizado” real, pelo menos não na média.
Para se ter uma ideia, um novo relatório de progresso dos EUA descobriu que a pandemia eliminou 20 anos de ganhos dos alunos em leitura e matemática.
Considerando os muitos desafios que o mundo enfrenta e a necessidade de cidadãos educados para enfrentá-los, esta é uma crise global relevante.
Infelizmente, no entanto, não parece haver vontade política para fazer as escolhas difíceis sobre como corrigir esse problema com a educação.
O tempo está passando e já começam a projetar impactos no mercado de trabalho daqui alguns anos.
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