Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Lula x Mercado: quem vence essa batalha?

Recém eleito para um terceiro mandato como presidente, Lula tem dado declarações que desagradaram o mercado. É possível um consenso?

27 de novembro de 2022
8:11 - atualizado às 15:12
Lula com bandeira do Brasil e gráfico ao fundo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Imagem: Shutterstock / Montagem Brenda Silva

Antes de mais nada, gostaria de frisar que o mercado raramente perde, justamente por sempre retratar a verdade, seja ela favorável ou desfavorável à sociedade em que age durante determinado estágio da economia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A exceção fica por conta dos países comunistas (espécie em extinção – a Coreia do Norte é uma monarquia absolutista e Cuba vem se tornando burguesa aos poucos).

Mas antes de falar desse (não confirmado) confronto entre Lula e o mercado, comentemos um pouco sobre a biografia do ex e próximo presidente do Brasil.

Um episódio ainda da infância marcou para sempre a vida de Lula. Seu pai, Aristides Inácio da Silva, ensacador de café no porto de Santos, tinha várias famílias e calcula-se que gerou cerca de 25 filhos.

Certa ocasião, ao reunir alguns deles para tomar sorvete, simplesmente recusou-se a dar um para Luiz Inácio, que vivia com a mãe, dona Eurídice, e alguns irmãos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Você não sabe tomar sorvete”, quem contou isso foi o próprio Lula, numa entrevista concedida alguns anos atrás, já numa época em que conseguia que lhe trouxessem um sundae de chocolate às duas horas da manhã.

Leia Também

Lula: passado e origem política                     

Voltando ao passado remoto: após passar por vários empregos, Luiz Inácio Lula da Silva fez um curso de torneiro mecânico, profissão que lhe custou um dedo.

Quando trabalhava nas Indústrias Villares, entrou para o movimento sindical, levado por seu irmão, José Ferreira da Silva, que tinha o apelido de Frei Chico.

Em fevereiro de 1980, época em que o governo militar iniciava o processo de abertura política, Luiz Inácio fundou o Partido dos Trabalhadores. Nesse mesmo ano, cumpriu 31 dias de prisão ao ser enquadrado na Lei de Segurança Nacional.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao invés de iniciar carreira política disputando uma cadeira de deputado estadual ou federal por São Paulo, que obteria facilmente, Lula começou tentando logo um cargo majoritário, nada menos do que governador do estado. Isso aconteceu em 1982.

Obteve apenas um modesto quarto lugar, ficando atrás de Franco Montoro, Reynaldo de Barros e Jânio Quadros.

Quatro anos mais tarde, em 1986, Lula elegeu-se deputado constituinte com a maior votação do Brasil: 650.000. Durante os trabalhos de elaboração da Constituição que seria promulgada em 1988, Lula revelou claramente seu perfil esquerdista.

De olho no Planalto

Isso seria confirmado no ano seguinte, quando disputou a presidência da República com outros 21 candidatos, ocasião em que foi para o segundo turno contra Fernando Collor de Mello, que se elegeu. Durante a campanha, os dois candidatos apresentaram propostas diametralmente opostas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Enquanto Collor defendia a abertura da economia, o enxugamento da máquina do governo e privatizações, Lula propunha a estatização dos bancos e o alongamento do perfil das dívidas interna e externa, maneira disfarçada de dizer “pagaremos se pudermos e quando pudermos.”

Fernando Collor venceu com 53,03% dos votos, contra 46,97% de Luiz Inácio. E coube ao vencedor (que ironia) confiscar o dinheiro das contas correntes, poupança, open market, CDBs, etc., o que aconteceu logo depois da posse, em março de 1990.

Em função de acusações publicadas pelo irmão, Pedro, numa matéria da revista Veja, Fernando Collor de Mello renunciou em 29 de dezembro de 1992, minutos antes de sua cassação pelo Senado Federal.

Sempre com sua plataforma de esquerda, Lula continuou tentando a presidência da República. Perdeu para o sociólogo Fernando Henrique Cardoso em 1994 e 1998, ambas as ocasiões no primeiro turno.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Surgiu então o Lulinha paz e amor, que finalmente obteve a presidência em 2002, não sem antes escrever uma Carta ao Povo Brasileiro, na qual prometia, entre outras coisas, respeitar os contratos existentes no Brasil e no exterior, não submetendo o país a aventuras.

Foi reeleito em 2006, deixando o poder em 1º de janeiro de 2011, com 87% de popularidade, graças a um forte crescimento do país, acompanhado de não menor distribuição de renda.

Seus mandatos foram manchados pelos escândalos do mensalão e do petrolão, que lhe valeram uma condenação de nove anos de prisão pelo juiz Sergio Moro, mais tarde aumentada para 12 anos e um mês pelo TRF de Porto Alegre.

Por irregularidades processuais, Lula, após permanecer preso numa cela especial da Polícia Federal em Curitiba durante 580 dias, teve seu julgamento anulado pelo STF. Com isso, a maioria de suas penas prescreveu, enquanto outras retornaram à primeira instância.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Obteve de volta seus direitos políticos.

Trunfos e fraquezas

Agora em 2022, numa eleição disputada voto a voto, venceu, no segundo turno, o presidente em exercício, Jair Bolsonaro. A margem foi apertadíssima: 50,90% de Lula contra 49,10% de Bolsonaro, o que na prática representa quase um empate.

Acredito que Lula 2023 não será o jovem revolucionário da Constituinte de 1988 nem o esquerdista convicto de 1989, 1994 e 1998. Muito menos o Paz e Amor de 2002.

O Luiz Inácio que assumirá em 1º de janeiro será um homem curtido pela cadeia e carregará, ao menos para quase metade do país, a pecha da corrupção, do compadrio, do “é dando que se recebe”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Seu maior trunfo é o apoio internacional, não tanto pelo que é, mas pelo que Bolsonaro não foi.

Prova disso foi o telefonema que Lula recebeu do francês Emmanuel Macron, na própria noite da apuração, e o comunicado da Casa Branca reconhecendo-o como legítimo presidente eleito do Brasil.

Como se não bastasse, o governo americano elogiou o sistema eleitoral brasileiro, inclusive com menções às urnas eletrônicas.

Lula 3: o que vem por aí?

Três grandes obstáculos terão de ser enfrentados por Luiz Inácio Lula da Silva tão logo seja ungido pelo Congresso:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • Cumprir as promessas de campanha, através das quais garantiu benefícios que o país, no momento, não tem condições de conceder;
  • Oposição ferrenha das novas bancadas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, que contarão inclusive com diversos bolsonaristas, incluindo ex-ministros do atual governo; e
  • Enfrentar a má vontade das Forças Armadas, tal como aconteceu com João Goulart em 1961, por ocasião da renúncia de Jânio Quadros.

Após uma recepção triunfal na Cop27, em Sharm el-Sheikh, no Egito, evento no qual foi a grande atração, Lula, num regresso imperdoável ao passado, voltou-se contra o mercado, classificando-o como “especuladores que ficam especulando todo santo dia.”

Redundâncias fora, se Luiz Inácio não sair logo dessa briga, que não tem como vencer, o mercado vai fazer o que sempre faz nessas ocasiões: virar-lhe as costas.

Eu fico até com vergonha de dizer essas coisas, de tão primárias e óbvias que são, mas é através do mercado que as empresas se capitalizam, criam empregos e geram riqueza.

Se manca, Lula. Desdiz o que disse. Converse com os bancos, com os empresários, com o setor agroindustrial, observe um mínimo de disciplina fiscal.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Caso contrário, essa batalha já começa perdida.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como se proteger do cabo de guerra entre EUA e Irã, Copom e o que mais move a bolsa hoje

24 de março de 2026 - 8:10

Confira qual a indicação do colunista Matheus Spiess para se proteger do novo ciclo de alta das commodities

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Quando Ormuz trava, o mundo sente: como se proteger da alta das commodities e de um início de um novo ciclo

24 de março de 2026 - 7:25

O conflito acaba valorizando empresas de óleo e gás por dois motivos: a alta da commodity e a reprecificação das próprias empresas, seja por melhora operacional, seja por revisão de valuation. Veja como acessar essa tese de maneira simples

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O problema de R$ 17 bilhões do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3), o efeito da guerra nos mercados, e o que mais você precisa saber para começar a semana

23 de março de 2026 - 8:20

O Grupo Pão de Açúcar pode ter até R$ 17 bilhões em contas a pagar com processos judiciais e até imposto de renda, e valor não faz parte da recuperação extrajudicial da varejista

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação vencedora no leilão de energia, troca no Santander (SANB11), e o que mais mexe com a bolsa hoje

20 de março de 2026 - 7:56

Veja qual foi a empresa que venceu o Leilão de Reserva de Capacidade e por que vale a pena colocar a ação na carteira

SEXTOU COM O RUY

Eneva (ENEV3) cumpre “profecia” de alta de 20% após leilão, mas o melhor ainda pode estar por vir

20 de março de 2026 - 6:03

Mesmo após salto expressivo dos papéis, a tese continua promissora no longo prazo — e motivos para isso não faltam

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ruptura entre trabalho e vida pessoal, o juízo final da IA, e o que mais move o mercado hoje

19 de março de 2026 - 8:21

Entenda por que é essencial separar as contas da pessoa física e da jurídica para evitar problemas com a Receita

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Ainda sobre hedge — derivadas da pernada corrente

18 de março de 2026 - 20:00

Em geral, os melhores hedges são montados com baixa vol, e só mostram sua real vitalidade depois que o despertador toca em volume máximo

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A corrida do Banco Central contra a inflação e o custo do petróleo, a greve dos caminhoneiros e o que mais afeta os mercados hoje

18 de março de 2026 - 8:18

Saiba o que afeta a decisão sobre a Selic, segundo um gestor, e por que ele acredita que não faz sentido manter a taxa em 15% ao ano

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como o petróleo mudou o jogo para o Copom e o Fed, a vantagem do Regime Fácil para as empresas médias, e o que mais move as bolsas hoje

17 de março de 2026 - 8:46

O conflito no Oriente Médio adiciona mais uma incerteza na condução da política monetária; entenda o que mais afeta os juros e o seu bolso

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Do conflito no Oriente Médio ao Copom: como o petróleo mudou o jogo dos juros

17 de março de 2026 - 7:35

O foco dos investidores continua concentrado nas pressões inflacionárias e no cenário internacional, em especial no comportamento do petróleo, que segue como um dos principais vetores de risco para a inflação e, por consequência, para a condução da política monetária no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O Oscar para o melhor banco digital, a semana com Super Quarta e o que mais você precisa saber hoje

16 de março de 2026 - 8:17

Entenda qual é a estratégia da britânica Revolut para tentar conquistar a estatueta de melhor banco digital no Brasil ao oferecer benefícios aos brasileiros

VISÃO 360

A classe média que você conheceu está morrendo? A resposta é mais incômoda

15 de março de 2026 - 8:00

Crescimento das despesas acima da renda, ascensão da IA e uberização da vida podem acabar com a classe média e dividir o mundo apenas entre poucos bilionários e muitos pobres?

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O Oscar, uma aposta: de investidores a candidatos, quem ganha com a cerimônia, afinal?

14 de março de 2026 - 11:01

O custo da campanha de um indicado ao Oscar e o termômetro das principais categorias em 2026

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O equilíbrio delicado da Petrobras (PETR4), o Oscar para empreendedores, a recuperação do GPA (PCAR3) e tudo mais que mexe com os mercados hoje

13 de março de 2026 - 8:13

Saiba quais os desafios que a Petrobras precisa equilibrar hoje, entre inflação, política, lucro e dividendos, e entenda o que mais afeta as bolsas globais

SEXTOU COM O RUY

Número mágico da Petrobras (PETR4): o intervalo de preço do petróleo que protege os retornos — e os investidores

13 de março de 2026 - 7:11

O corte de impostos do diesel anunciado na quinta-feira (12) afastou o risco de interferência na estatal, pelo menos por enquanto

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O lado B dos data centers, a guerra no Oriente Médio e os principais dados do mercado hoje

12 de março de 2026 - 8:55

Entenda as vantagens e as consequências ambientais do grande investimento em data centers para processamento de programas de inteligência artificial no Brasil

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Petróleo em alta — usando dosagens para evitar o risco de uma aposta “certa” 

11 de março de 2026 - 19:57

Depois de uma disparada de +16% no petróleo, investidores começam a discutir até onde vai a alta — e se já é hora de reduzir parte da exposição a oil & gas para aproveitar a baixa em ações de qualidade

ALÉM DO CDB

Prêmios de risco do crédito privado têm certo alívio em fevereiro, mas risco de algumas empresas emissoras aumenta

11 de março de 2026 - 14:39

Os spreads estão menos achatados, e a demanda por títulos isentos continua forte; mas juro elevado já pesa sobre os balanços das empresas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Faturamento de R$ 160 milhões no combate ao desperdício, guerra no Oriente Médio, e tudo o que você precisa saber hoje

11 de março de 2026 - 8:26

Entenda como a startup Food to Save quer combater o desperdício de alimentos uma sacolinha por vez, quais os últimos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como lucrar com a Copa sem cometer crimes, as consequências de uma guerra mais longa para os juros, e o que mais afeta a bolsa hoje

10 de março de 2026 - 8:38

A Copa do Mundo 2026 pode ser um bom momento para empreendedores aumentarem seu faturamento; confira como e o que é proibido neste momento

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia