Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Os sinais que o mercado espera de Lula: há espaço para o benefício da dúvida?

O time de transição, a equipe econômica e o cálculo político de Lula são os pontos de atenção do mercado para as próximas semanas

1 de novembro de 2022
6:59 - atualizado às 18:20
Lula com bandeira do Brasil e gráfico ao fundo vermelho
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Imagem: Shutterstock / Luisa Dörr/TIME / Montagem Brenda Silva

Como comentamos anteriormente neste espaço, Lula foi vitorioso na eleição do último domingo, dia 30. Por uma margem muito mais estreita do que se pressupunha (50,9% dos votos válidos contra 49,1% do incumbente Jair Bolsonaro), o petista volta ao Palácio do Planalto para um terceiro mandato, sendo o primeiro na história a ganhar três vezes uma corrida eleitoral no Brasil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Agora, parte considerável da incerteza já foi dissipada, mas o jogo ainda não acabou.

O mercado estará atento a alguns pontos sobre o futuro do presidente-eleito:

  • i) quem estará no comando e comporá a equipe de transição;
  • ii) quais serão os nomes dos membros da equipe econômica; e
  • iii) como será o cálculo político com o Congresso.

No primeiro mandato de Lula, iniciado em 2003, a economia do Brasil cresceu rapidamente, principalmente devido às bases robustas criadas pelo governo FHC e ao boom de commodities, impulsionado pela China.

Contudo, o clima atual é muito diferente, e os próximos anos serão de muita dificuldade para o Brasil. O país está longe de estar pacificado, e o campo político é predominantemente de oposição.

Vale destacar que este texto está sendo escrito em meio ao processo de transição, o que faz com que ele possa ficar velho rapidamente. Ainda assim, entendo que tenhamos espaço para comentar um pouco dos próximos passos e dos desdobramentos para o mercado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Não abordarei aqui as manifestações e as obstruções de estradas, uma vez que tais atos parecem mais ruído do que sinal em um primeiro momento (em caso de mudança deste quadro, abordarei em outro texto) — Bolsonaro ainda não comentou a derrota, mas muitos aliados já o fizeram, o deixando bem isolado.

Leia Também

A equipe de transição de Lula

Vista muitas vezes mais como secundária do que principal, a equipe de transição de governo terá contornos mais importantes desta vez. O motivo é justamente a frente ampla que Lula formou para conseguir ganhar as eleições.

É inevitável apontar que o antipetismo ainda é forte na sociedade brasileira. Para se desvencilhar disso, o presidente-eleito aglutinou várias outras forças políticas do país.

Geraldo Alckmin, PSD, Simone Tebet, MDB, os economistas do Plano Real, FHC e a ala tradicional do PSDB, entre outros.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A ideia era começar seu caminho de conversão ao centro, o que acalmou o mercado e deverá possibilitar o diálogo por uma frente ampla em 2023. Seria o único jeito de governar alguma coisa nos próximos quatro anos.

Por isso, os primeiros passos da equipe de transição já estão sendo dados, e os nomes devem ser divulgados durante a semana.

Alguns nomes estão sendo cotados, desde a ala mais tradicional do PT, como Gleisi Hoffmann e Aloizio Mercadante, até Geraldo Alckmin. Caso o futuro presidente opte por Alckmin ou por uma figura mais ao centro para conduzir os trabalhos de transição, será uma boa sinalização ao mercado.

Isso serve para a composição do time. Quanto mais figuras de centro e de mercado, como Henrique Meirelles e Pérsio Arida, já estiverem na composição da equipe de transição, mais o mercado dará crédito à possibilidade de um governo de centro; isto é, mais moderado, o que tenderia a ser positivo para os ativos locais, aliviando as incertezas sobre a condução econômica e a governabilidade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O time econômico de Lula

Há muito suspense em relação aos nomes que devem compor a equipe econômica do governo Lula. Naturalmente, a totalidade dos quadros não deverá ser tão pró-mercado como nos governos Bolsonaro ou Temer.

Ainda assim, se nomes como Henrique Meirelles e Pérsio Arida forem confirmados, a reação será positiva. Lula tem dito, no entanto, que prefere um nome político para o cargo, de modo a facilitar o trâmite dos projetos.

Algumas fontes já circulam como certo o nome escolhido, inclusive se afastando das especulações da mídia tradicional, mas até que seja pública a informação não haverá redução da volatilidade.

O mais importante é que as conquistas pró-negócios dos últimos seis anos, entre Temer e Bolsonaro, sejam preservadas, o que seria naturalmente positivo para o mercado local.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outro ponto de atenção são as estatais. Apesar de ser mais provável que os projetos de privatização fiquem paralisados durante os próximos quatro anos, o importante seria manter a dinâmica mercadológica que tomou conta das empresas nos últimos anos.

Nomes como Petrobras e Banco do Brasil sentiram na segunda-feira (31) a falta de clareza com que se trabalhou com as estatais até agora por parte da campanha.

O cálculo político de Lula

O Brasil flerta hoje com a possibilidade de um apagão político pelos próximos quatro anos se o cálculo político do presidente-eleito não for bem conduzido.

A polarização da eleição e a minoria, pelo menos atualmente, no Congresso deixam o clima político muito conturbado, evitando qualquer agenda mais propositiva.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para o mercado, a situação não é tão ruim; afinal, haveria pouco espaço para reverter mudanças pró-mercado dos últimos anos.

Ao mesmo tempo, o Brasil ainda precisa continuar com as Reformas, em especial tributária e fiscal, se quiser continuar caminhando no sentido certo.

Muito dificilmente o governo eleito conseguirá caminhar nesta direção sem o apoio de parte do centro político eleito.

Há espaço para um tom moderado e há pouco espaço para erro (metade do país não gosta do governo eleito e qualquer escorregada poderia provocar graves consequências).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No entanto, não podemos nos enganar. Caso o governo entre em letargia, a consequência seria negativa para o mercado.

Conclusão

Uma coisa interessante é que, como muito bem lembrou Oliver Stuenkel, esta eleição marcou a 15ª vitória consecutiva da oposição na América Latina — basicamente, nos últimos anos, nenhum líder democrático na região conseguiu se reeleger ou escolher seu sucessor. Ao que tudo indica, me parece ser um tipo de herança da época pandêmica que vivemos.

Resta entender agora se o movimento é mais um choque de curto prazo, o que parece ser mais provável, do que algo estrutural. A vitória da oposição, no entanto, não trouxe nenhuma tranquilidade adicional, fique registrado. Serão longos quatro anos de desafios para o Brasil.

Os próximos dias serão vitais para entender para onde o Brasil caminhará nos próximos quatro anos. Internacionalmente, parece haver um apoio maior ao nome de Lula, principalmente pela pauta ambiental, que também será muito importante nos próximos anos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse posicionamento internacional também será fundamental para que consigamos finalmente entender o papel do Brasil na nova ordem mundial que se desenha, com redesenho das cadeias produtivas e atualização das parcerias.

Se Lula honrar com a palavra de um governo de "frente ampla" e não só do PT, o mercado poderá ver com bons olhos, ou pelo menos não encarar negativamente. Ainda assim, há muita água para rolar. A incerteza é inimiga do desempenho positivo.

Sim, há espaço para um rali de final de ano para os ativos brasileiros, mas o caminho não será fácil. A volatilidade fará parte do jogo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O Oscar para o melhor banco digital, a semana com Super Quarta e o que mais você precisa saber hoje

16 de março de 2026 - 8:17

Entenda qual é a estratégia da britânica Revolut para tentar conquistar a estatueta de melhor banco digital no Brasil ao oferecer benefícios aos brasileiros

VISÃO 360

A classe média que você conheceu está morrendo? A resposta é mais incômoda

15 de março de 2026 - 8:00

Crescimento das despesas acima da renda, ascensão da IA e uberização da vida podem acabar com a classe média e dividir o mundo apenas entre poucos bilionários e muitos pobres?

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O Oscar, uma aposta: de investidores a candidatos, quem ganha com a cerimônia, afinal?

14 de março de 2026 - 11:01

O custo da campanha de um indicado ao Oscar e o termômetro das principais categorias em 2026

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O equilíbrio delicado da Petrobras (PETR4), o Oscar para empreendedores, a recuperação do GPA (PCAR3) e tudo mais que mexe com os mercados hoje

13 de março de 2026 - 8:13

Saiba quais os desafios que a Petrobras precisa equilibrar hoje, entre inflação, política, lucro e dividendos, e entenda o que mais afeta as bolsas globais

SEXTOU COM O RUY

Número mágico da Petrobras (PETR4): o intervalo de preço do petróleo que protege os retornos — e os investidores

13 de março de 2026 - 7:11

O corte de impostos do diesel anunciado na quinta-feira (12) afastou o risco de interferência na estatal, pelo menos por enquanto

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O lado B dos data centers, a guerra no Oriente Médio e os principais dados do mercado hoje

12 de março de 2026 - 8:55

Entenda as vantagens e as consequências ambientais do grande investimento em data centers para processamento de programas de inteligência artificial no Brasil

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Petróleo em alta — usando dosagens para evitar o risco de uma aposta “certa” 

11 de março de 2026 - 19:57

Depois de uma disparada de +16% no petróleo, investidores começam a discutir até onde vai a alta — e se já é hora de reduzir parte da exposição a oil & gas para aproveitar a baixa em ações de qualidade

ALÉM DO CDB

Prêmios de risco do crédito privado têm certo alívio em fevereiro, mas risco de algumas empresas emissoras aumenta

11 de março de 2026 - 14:39

Os spreads estão menos achatados, e a demanda por títulos isentos continua forte; mas juro elevado já pesa sobre os balanços das empresas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Faturamento de R$ 160 milhões no combate ao desperdício, guerra no Oriente Médio, e tudo o que você precisa saber hoje

11 de março de 2026 - 8:26

Entenda como a startup Food to Save quer combater o desperdício de alimentos uma sacolinha por vez, quais os últimos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como lucrar com a Copa sem cometer crimes, as consequências de uma guerra mais longa para os juros, e o que mais afeta a bolsa hoje

10 de março de 2026 - 8:38

A Copa do Mundo 2026 pode ser um bom momento para empreendedores aumentarem seu faturamento; confira como e o que é proibido neste momento

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

O petróleo volta a ditar o humor dos mercados, mas não é só isso: fertilizantes e alimentos encarecem, e até juros são afetados

10 de março de 2026 - 7:32

O ambiente de incerteza já pressiona diversos ativos globais, contribui para a elevação dos rendimentos de títulos soberanos e amplia os riscos macroeconômicos

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A fila dos IPOs na B3, a disparada do petróleo, e o que mais move o mercado hoje 

9 de março de 2026 - 8:11

Depois de quase cinco anos de seca de IPOs, 2026 pode ver esse cenário mudar, e algumas empresas já entraram com pedidos de abertura de capital

TRILHAS DE CARREIRA

O fim da Diversidade? Por que a Inteligência Artificial (IA) me fez questionar essa agenda novamente

8 de março de 2026 - 8:00

Esta é a segunda vez que me pergunto isso, mas agora é a Inteligência Artificial que me faz questionar de novo

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

De volta à pole: com Gabriel Bortoleto na Fórmula 1 e a retomada da produção nacional, Audi aquece os motores

7 de março de 2026 - 9:01

São três meses exatos desde que Lando Norris confirmou-se campeão e garantiu à McLaren sua primeira temporada em 17 anos. Agora, a Fórmula 1 está de volta, com novas regras, mudanças no calendário e novidades no grid.  Em 2026, a F1 terá carros menores e mais leves, novos modos de ultrapassagem e de impulso, além de novas formas de recarregar as […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Ainda dá para investir em Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3), o FII do mês, e o que mais move seus investimentos hoje

6 de março de 2026 - 8:35

Ações das petroleiras subiram forte na bolsa nos últimos dias, ainda que, no começo do ano, o cenário para elas não fosse positivo; entenda por que ainda vale ter Petrobras e Prio na carteira

SEXTOU COM O RUY

Petrobras e Prio disparam na Bolsa — descubra por que não é tarde demais para comprar as ações

6 de março de 2026 - 6:55

Para dividendos, preferimos a Petrobras que, com o empurrãozinho do petróleo, caminha para um dividend yield acima de 10%; já a Prio se enquadra mais em uma tese de crescimento (growth)

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A luta pelos dividendos da Petrobras (PETR4), o conflito no Oriente Médio e o que mais impacta o seu bolso hoje

5 de março de 2026 - 8:07

Confira o que esperar dos resultados do 4T25 da Petrobras, que serão divulgados hoje, e qual deve ser o retorno com dividendos da estatal

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Dá mesmo para ter zero de petróleo e gás?

4 de março de 2026 - 19:52

A concentração em tecnologia deixou lacunas nas carteiras — descubra como o ambiente geopolítico pode cobrar essa conta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Depois do glow up, vêm os dividendos com a ação do mês; veja como os conflitos e dados da economia movimentam os mercados hoje

4 de março de 2026 - 8:59

A Ação do Mês busca chegar ao Novo Mercado e pode se tornar uma pagadora consistente — e robusta — de dividendos nos próximos anos; veja por que a Axia (AXIA3) é a escolhida

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os desafios das construtoras na bolsa, o “kit geopolítico” do conflito, e o que mais move o mercado hoje

3 de março de 2026 - 8:37

Veja como acompanhar a temporada de resultados das construtoras na bolsa de valores; PIB, guerra no Oriente Médio e Caged também afetam os mercados hoje

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar