A confeitaria do Fed, o preço justo da Itaúsa (ITSA4) e mudanças na CCR (CCRO3); confira os destaques do dia
Em minhas inúmeras tentativas de experiência na cozinha, aprendi uma difícil lição. O mundo da confeitaria e dos doces é para aqueles apegados à exatidão dos números e processos, sem espaço para improvisos ou erros de cálculo. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Uma grama extra de açúcar na massa pode ser a […]

Em minhas inúmeras tentativas de experiência na cozinha, aprendi uma difícil lição. O mundo da confeitaria e dos doces é para aqueles apegados à exatidão dos números e processos, sem espaço para improvisos ou erros de cálculo.
Uma grama extra de açúcar na massa pode ser a ruína da consistência perfeita e o nascimento de um bolo solado. A quantidade de manteiga errada torna impossível se atingir a textura perfeita e alguns minutos a mais ou a menos no forno ou na geladeira fazem toda a diferença no resultado final da receita.
Os confeiteiros responsáveis pela cozinha do Federal Reserve (Fed) andam passando por alguns apuros: encontrar o crescimento ideal da massa econômica que move os Estados Unidos, mas ao mesmo tempo não se pode deixar a inflação melar o forno inteiro ao extravasar da assadeira.
Eles sabem que a chave para conter o crescimento desenfreado da massa é a adição de juros mais fortes na receita, mas ninguém quer que um deslize deixe esse bolo solado. Por isso, o Fed está disposto a atuar com um conta-gotas.
Pelo menos é essa a sensação que os dirigentes do banco central americano deixaram com a divulgação da ata da última reunião de política monetária. Para eles, está claro que a taxa de juros deve seguir subindo a ponto de desacelerar a atividade econômica, mas não estão dispostos a errar a medida.
Por isso, os passos podem se tornar mais lentos, até que se tenha a clareza de como os demais ingredientes da economia estão se comportando.
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As bolsas americanas chegaram a desacelerar consideravelmente as perdas após a divulgação do documento, mas a percepção de que o cenário segue sem sofrer grandes mudanças levou os índices de volta ao mesmo ponto de partida.
Puxado mais uma vez por resultados ruins do setor de varejo, o Dow Jones caiu 0,50%. O Nasdaq e o S&P 500 recuaram 1,25% e 0,72%, respectivamente.
O Ibovespa acompanhou o movimento visto nas bolsas gringas, mas não devolveu os ganhos, se mantendo no azul. Com o petróleo fechando o dia em alta, o principal índice da B3 se favoreceu do avanço da Petrobras (PETR3; PETR4) e subiu 0,17%, aos 113.708 pontos. O dólar à vista se valorizou 0,53%, a R$ 5,1678.
Veja tudo o que movimentou os mercados nesta quarta-feira, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo e as ações com o melhor e o pior desempenho do Ibovespa.
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CALMA LÁ
O “novo ethereum (ETH)” não é tudo isso? Por que os benefícios da atualização The Merge passaram a ser “desmentidos”. Em uma publicação no blog oficial da fundação, os desenvolvedores começaram a dizer que a mudança que deve chegar em menos de um mês não reduzirá taxas nem deixará a rede mais rápida.
NÃO BRILHA MAIS?
Vale (VALE3) perdeu o encanto? Itaú BBA corta recomendação de compra para neutro e reduz preço-alvo do papel. Queridinha dos analistas, a mineradora deve ser impactada por uma demanda menor da China e o retorno aos acionistas deve ficar mais limitado, segundo o banco.
SEGURA OU SOLTA?
Itaúsa (ITSA4) está barata: UBS BB vê potencial de alta de 26%; saiba se vale a pena comprar a holding famosa por pagar dividendos. A empresa viu o lucro cair 12,5% no segundo trimestre, e as ações operaram em baixa durante boa parte do pregão desta quarta-feira (17).
A PEDIDO DA POLO CAPITAL
Tenda (TEND3) vai convocar assembleia para discutir fim da “poison pill”; como ficam os acionistas minoritários sem o mecanismo de proteção? A chamada pílula de veneno é utilizada para dificultar a tomada de controle de uma empresa com capital pulverizado na bolsa.
TROCA DE COMANDO
CEO da CCR (CCRO3) renuncia ao cargo na véspera do leilão de aeroportos. Apontada como favorita, a empresa vai ficar fora da disputa, mas a saída de Marco Antonio Cauduro aparentemente não tem relação com esse fato.
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