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2022-03-18T09:08:04-03:00
Camille Lima
DE OLHO NA BOLSA

Esquenta dos mercados: bolsas internacionais abrem no vermelho com tensões sobre negociação entre Ucrânia e Rússia; Ibovespa acompanha desemprego de janeiro

Apesar da falta de avanço nas negociações entre os países europeus derrubar os mercados nesta sexta-feira, ela atua como combustível para o petróleo expandir as altas do último pregão

18 de março de 2022
8:04 - atualizado às 9:08
queda da bolsa, tudo em vermelho
Confira o que movimenta as bolsas lá fora, Ibovespa e dólar hoje (18). Imagem: Shutterstock

O clima no mercado internacional na manhã desta sexta-feira (18) pode ser definido pela palavra “cautela”, o que leva as bolsas internacionais a iniciarem o último pregão da semana em baixa.

A falta de evolução nas negociações entre a Ucrânia e a Rússia continua em foco e impulsionando o petróleo enquanto pressionam os juros dos Treasuries.

Por aqui, esta sexta-feira é dia de vencimento de opções sobre ações na bolsa brasileira (B3), então, esteja preparado para a possibilidade de uma maior volatilidade nos negócios hoje.

A agenda internacional de hoje vem relativamente esvaziada, mas os investidores têm dados importantes para acompanhar no cenário local

Na parte econômica, o IBGE divulga os números de desemprego do trimestre móvel encerrado em janeiro, medidos pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. 

A FGV também publica a segunda prévia do Índice Geral de Preços- Mercado (IGP-M), também conhecido como "inflação do aluguel”.

Além disso, a Eletrobras (ELET3) divulga seu resultado do quarto trimestre de 2021 depois do fechamento dos mercados. 

Lá fora, o destaque fica para as decisões de política monetária da Rússia e do Japão. 

IGP-M: a inflação do aluguel

A inflação medida pelo Índice de Preços Geral - Mercado (IGP-M) avançou 0,9% na segunda prévia de março, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV). 

A taxa representa uma desaceleração em relação à alta de 1,94% registrada no mês anterior.

O alívio foi puxado pelo arrefecimento do indicador para o produtor amplo (IPA-M), uma das taxas que compõem o IGP-M. O IPA-M passou de 2,52% em fevereiro para os atuais 1,08%.

No quesito construção, o IPC-M desacelerou para 0,27% em março.

Já a inflação para o consumidor, chamada de IPC-M, acelerou desde a última leitura, ao passar de 0,3% para 0,46%.

Taxa de desemprego

A divulgação da Pnad Contínua, a taxa de desemprego do trimestre móvel até janeiro, acontece só às 9h, mas os analistas já anunciam suas projeções.

Para os economistas consultados pela Broadcast, o desemprego deve subir 

0,2 pontos percentuais, para 11,3% no período. 

Esse número, porém, é a mediana das projeções, que vão de 10,7% a 11,8%.

Para 2022 como um todo, o mercado estima que o desemprego médio caia para 11,8%, após ter chegado a 13,2% no ano passado. As estimativas dos analistas variam de 10,8% a 13,3%.

Banco Central do Japão

Nesta madrugada, o presidente do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês), Haruhiko Kuroda, anunciou a decisão de manter o ritmo de sua atual política monetária. 

Apesar da inflação no país, a autoridade monetária diz não achar necessário iniciar uma escalada nos juros para frear a alta de preços causada por um aumento temporário nos custos de energia.

O líder do banco ainda informou que os preços para os consumidores no Japão podem subir em torno de 2% a partir de abril, mas a alta não deve gerar uma ação de política imediata do BoJ.

Banco Central da Rússia

O Banco da Rússia (BoR, em inglês) foi o segundo a anunciar suas decisões sobre a política monetária do país. 

A autoridade monetária decidiu manter a taxa básica de juros em 20% ao ano, depois de uma disparada da taxa, de 9,5% para 20% no final do mês passado. O avanço intenso em fevereiro aconteceu durante o choque econômico criado após o país invadir a Ucrânia.

"O forte aumento da taxa básica do BoR em fevereiro ajudou a sustentar a estabilidade financeira e impediu altas descontroladas de preços", disse a instituição.

Petróleo e ouro

Com a falta de avanços nas negociações entre a Rússia e a Ucrânia, os contratos futuros do petróleo registram alta nesta sexta-feira, depois de subirem cerca de 8% no último pregão.

Por volta das 08h35, os futuros do Brent para maio tinham alta de 0,68%, negociados a US$ 107,73 o barril. Já o WTI para abril registrava valorização de 0,86%, a US$ 103,84 o barril.

Enquanto isso, o ouro recuava 0,26% no mesmo horário, cotado a US$ 1.938,20 a onça-troy.

Bolsas pelo mundo

A Super-Quarta trouxe um alívio para os mercados internacionais, com o anúncio do Fed sem muitas surpresas. 

A decisão de política monetária do banco central do Japão de não iniciar uma escalada nos juros também deu um gás para o último pregão da semana.

Assim, na Ásia, as bolsas encerraram a sessão desta sexta-feira (18) majoritariamente em alta. 

Por lá, ainda há expectativas de uma conversa entre os presidentes dos EUA, Joe Biden, e da China, Xi Jinping, sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia nesta sexta.

Na Europa, depois de começarem o dia sem direção definida, os mercados passaram a operar em queda moderada nesta manhã. 

O desempenho das bolsas europeias reflete a tensão dos investidores sobre a situação no Leste Europeu, além das decisões de política monetária de grandes bancos centrais nesta semana.

Depois de subir com força pelo terceiro pregão seguido, Wall Street amanheceu nesta sexta-feira marcada pelo vermelho. As bolsas de Nova York operam em baixa moderada hoje, atentas às negociações entre a Rússia e a Ucrânia.

Agenda do dia

  • Japão: Decisão de política monetária do BC (00h)
  • Zona do Euro: Balança comercial de janeiro (7h)
  • Rússia: Decisão de política monetária do BC (7h30)
  • FGV: 2ª prévia do IGP-M (8h)
  • IBGE: Taxa de desemprego Pnad Contínua do trimestre terminado em janeiro (9h)

Balanços do dia

Confira o calendário completo aqui.

Depois do fechamento:

  • Eletrobras (Brasil)
  • Gafisa (Brasil)
  • Lupatech (Brasil)
  • M.Dias Branco (Brasil)
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