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Jasmine Olga
Jasmine Olga
É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
Renan Sousa
Renan Sousa
É repórter do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo e SpaceMoney. Twitter: @Renan_SanSousa
MELHORES DO ANO

Os melhores investimentos de 2022: Perdeu, bitcoin (BTC)! Renda fixa volta a brilhar e Tesouro Selic é ativo mais rentável do ano

Ainda que o Banco Central brasileiro tenha encerrado o ciclo de alta da Selic, o patamar elevado dos juros e grande instabilidade no cenário macroeconômico favoreceram ativos mais conservadores

Jasmine OlgaRenan Sousa
Jasmine Olga, Renan Sousa
31 de dezembro de 2022
6:10 - atualizado às 19:09

Investir em ano de eleição é tradicionalmente uma tarefa complicada — mas 2022 conseguiu colocar ainda mais elementos complicadores na mesa. 

Ainda no início do ano, uma guerra em solo europeu, envolvendo uma das principais potências militares do mundo, estremeceu o comércio de commodities energéticas e grãos. Em resposta ao legado do coronavírus, os principais bancos centrais do mundo viram os seus indicadores de inflação superarem em muito a meta, levando os juros para patamares bem mais elevados que o projetado. 

Na China, as projeções de recuperação econômica foram frustradas pelo apego local às medidas restritivas para conter o coronavírus, deixando a segunda maior economia do mundo em um constante estado de semi-lockdown. 

E, por fim, claro, o fator político. Pode até ter demorado para que as eleições presidenciais refletissem na bolsa e nos demais ativos locais, mas as incertezas com relação aos gastos do novo governo pressionaram a bolsa de valores e levaram os juros futuros mais uma vez para patamares elevados. 

Diante de um cenário tão turbulento, os melhores investimentos do ano acabaram sendo aqueles mais conservadores — aproveitando a taxa básica de juros estável em 13,75% ao ano. 

Mas o dólar, tradicional ativo de proteção de carteiras, não foi o mais beneficiado desse movimento. Enquanto a moeda americana sofreu com os sinais de desaquecimento da economia americana, alguns títulos do Tesouro brasileiro acabaram se destacando.

O CDI também foi um dos destaques, o que também fez com que as debêntures tivessem um lugar no pódio de 2022, já que se tratam de papéis de renda fixa que representam títulos de dívidas de empresas — beneficiadas pela inflação e juros altos, além de terem costumeiramente a sua remuneração atrelada ao CDI.   

A bolsa brasileira, penalizada pelo cenário macroeconômico desfavorável, fechou o ano com ganhos, mas acabou perdendo para a inflação e também para a poupança. 

Confira a lista dos melhores investimentos de 2022. Para conferir os piores ativos do ano, você pode clicar aqui. 

InvestimentoRentabilidade no ano
Tesouro Selic 202712,95%
Tesouro Selic 202512,76%
CDI*11,49%
Índice de Debêntures Anbima Geral (IDA - Geral)*10,58%
Poupança antiga**7,25%
Poupança nova**7,25%
Tesouro Prefixado 20256,74%
Tesouro IPCA+ 20266,61%
IPCA***5,62%
Índice de Debêntures Anbima - IPCA (IDA - IPCA)*5,16%
Ibovespa4,69%
IFIX2,22%
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 20401,61%

(*) Até dia 29/12. (**) Poupança com aniversário no dia 28. (***) Segundo projeção do Boletim Focus do Banco Central de 30/12/2022
Todos os desempenhos estão cotados em real. A rentabilidade dos títulos públicos considera o preço de compra na manhã da data inicial e o preço de venda na manhã da data final, conforme cálculo do Tesouro Direto.
Fontes: Banco Central, Anbima, Tesouro Direto, Broadcast e Coinbase, Inc..

Tesouro Selic brilhou

Com o rendimento atrelado ao comportamento da Selic, os títulos públicos Tesouro Selic foram os ativos com o melhor rendimento no ano. Com a perspectiva de que a taxa básica de juros se mantenha estável por mais algum tempo, 2023 deve continuar sendo atrativo para a renda fixa. 

No Brasil, o ciclo de aperto monetário se encerrou, e o Banco Central agora espera os efeitos das medidas na inflação, ao contrário do que acontece no restante do mundo desenvolvido. Nos Estados Unidos e Europa, os investidores ainda não sabem qual será o teto do ajuste promovido pelos BCs - o que pode segurar os juros brasileiros em um patamar mais elevado por mais tempo. 

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