Esquenta dos mercados: Inflação domina a semana, com bolsas no vermelho pela manhã; Ibovespa mira IPCA e eleições nos próximos dias
Além disso, os balanços da semana também devem movimentar os negócios por aqui, com Itaú, BTG, Banco do Brasil e outros no radar

Depois de uma semana de altos e baixos, após os investidores olharem mais com mais atenção para a decisão de juros do Federal Reserve da última quarta-feira (04), a segunda-feira (09) começa com cara de déjà vu para as bolsas no exterior — ou, simplesmente, um “eu já vi isso antes”.
Os índices internacionais ampliam as perdas da semana passada e caem pela manhã de hoje.
São três motivos principais que também explicam as perdas da primeira semana de maio: o Fed correndo atrás da inflação desenfreada, os sucessivos lockdowns na China, que ameaçam a cadeia de suprimentos mundial, e o desenrolar da guerra na Ucrânia, que caminha para o seu terceiro mês.
E os próximos dias prometem injetar ainda mais aversão ao risco nas bolsas pelo mundo. Lá fora, os investidores aguardam uma sequência de falas de representantes do Federal Reserve ao longo da semana, enquanto o índice brasileiro espera dados inflacionários e de varejo, enquanto acompanha as disputas políticas antes das eleições.
Por falar no cenário doméstico, o Ibovespa é um dos poucos índices de ações com desempenho positivo no acumulado do ano em todo o mundo.
O principal índice da bolsa brasileira encerrou o pregão da última sexta-feira (06) em queda de 0,16%, aos 105.134 pontos. Na semana, o recuo foi de 2,54%.
Leia Também
Já o dólar à vista acompanhou a curva de juros e a aversão ao risco e subiu 1,17%, a R$ 5,0754 – avanço de 2,68% na semana.
Confira o que movimenta bolsa, dólar e Ibovespa nesta semana:
Bolsas aguardam inflação dos EUA
Passados os temores com o Federal Reserve, esta semana será marcada pela divulgação dos dados de inflação ao consumidor (CPI, em inglês), na próxima quarta-feira (11).
Esse indicador, juntamente com os dados de trabalho dos EUA, divulgados na última sexta-feira, dão base para a próxima decisão de juros do Banco Central americano, que no último encontro, elevou a faixa de cobrança americana para o patamar entre 0,75% e 1,00%.
Jerome Powell e a próxima jogada
O presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou que o Fomc — o Copom americano — não estuda um aumento dos juros na ordem de 0,75 pontos percentuais. No entanto, a taxa deve continuar a subir nas próximas reuniões da instituição.
Isso porque a inflação por lá já está no maior patamar em mais de 40 anos, o que deve exigir um aperto monetário ainda maior por parte do BC dos EUA.
Dados fortes podem aliviar
Ainda de olho no Fed, dados mais fortes de atividade econômica e emprego podem estimular o comitê por um aumento dos juros menos agressivo — ou dovish, no jargão do mercado.
De acordo com o payroll, os dados da folha de pagamento, os EUA abriram 428 mil vagas em abril — acima da projeção de 400 mil da Dow Jones. A taxa de desemprego se manteve em 3,6%.
Na visão de Powell, uma economia mais sólida conseguiria aguentar a alta nos juros, mas isso precisará ser confirmado nos próximos dados do PIB, vendas do varejo, entre outros indicadores dos Estados Unidos.
Uma disputa política no Ibovespa
De volta para as terras brasileiras, o clima eleitoral começa a ganhar tração antes das eleições de outubro. O lançamento da pré-candidatura do ex-presidente Luiz Ignácio Lula da Silva (PT) agitou o final de semana — mas o mercado olha mesmo é para a agenda econômica.
Não é de hoje que o partido do ex-presidente é favorável à revogação de medidas como a reforma trabalhista, revisão do teto de gastos e interferência na Petrobras (PETR4), o que pode desagradar os investidores.
Mas pesa do lado positivo a participação do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que deve aliviar o discurso mais inflamado de Lula.
E a oposição
Do outro lado do campo político, o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) permanece em disputa com o Supremo Tribunal Federal (STF), em especial com o ministro Alexandre de Moraes.
Bolsonaro voltou a questionar sobre a legitimidade das urnas durante o final de semana. Moraes, que irá presidir o Tribunal Superior Eleitoral em 2022, afirmou que a Justiça Eleitoral está preparada para enfrentar os ataques às instituições.
Já no campo dos indicadores
Nesta semana, permanecem no radar do investidor os números de vendas no varejo na próxima terça-feira (10) e os dados de inflação, medidos pelo IPCA de abril, na quarta-feira.
No aguardo desses indicadores, o investidor deve acompanhar as disputas pelo Orçamento, que segue em foco devido à greve dos servidores do Banco Central.
O funcionalismo exige um reajuste para recompor as perdas inflacionárias desde a eleição do presidente Bolsonaro. O governo federal anunciou um reajuste linear de 5%, mas os servidores permanecem descontentes com a medida.
Agenda semanal
Segunda-feira (09)
- China: Balança comercial de abril (00h)
- Brasil: PC-S de maio (8h)
- Estados Unidos: Presidente do Fed de Atlanta discursa em conferência do Fed sobre mercados financeiros (9h45)
- Estados Unidos: Estoques no atacado em março (11h)
Terça-feira (10)
- Brasil: IPC- de maio (5h)
- Brasil: IGP-M de maio (8h)
- Brasil: IBGE divulga as vendas no varejo restrito e ampliado (9h)
- Estados Unidos: Secretaria do Tesouro, Janet Yellen, testemunha diante do Senado (11h)
- Estados Unidos: Estoques de petróleo (17h30)
Quarta-feira (11)
- França: Taxa de desemprego da OCDE em março (7h)
- Brasil: IBGE divulga o IPCA de abril (9h)
- Estados Unidos: CPI e Núcleo do CPI (9h30)
Quinta-feira (12)
- Brasil: Pesquisa mensal de serviços em março (9h)
- Estados Unidos: Pedidos de auxílio-desemprego (9h30)
- Estados Unidos: PPI e Núcleo do PPI (9h30)
Sexta-feira (13)
- Zona do Euro: Produção industrial de março (6h)
- Estados Unidos: Sentimento do consumidor de maio (11h)
Balanços da semana
Segunda-feira (09)
Antes da abertura:
- Azul (Brasil)
- BB Seguridade (Brasil)
- BTG Pactual (Brasil)
- Itaú Unibanco (Brasil)
Terça-feira (10)
Após o fechamento:
- Balanço da Telefônica (Brasil)
Quarta-feira (11)
Após o fechamento:
- Braskem (Brasil)
- JBS (Brasil)
- Ultrapar (Brasil)
- Walt Disney (EUA)
- Banco do Brasil (Brasil)
- Copel (Brasil)
- Equatorial Energia (Brasil)
Quinta-feira (12)
Após o fechamento:
- B3 (Brasil)
- Americanas (Brasil)
- Eneva (Brasil)
- Rede d’Or (Brasil)
- Commerzbank (Alemanha)
Sexta-feira (13)
Após o fechamento:
- Cemig (Brasil)
- Cosan (Brasil)
POR QUE É TÃO IMPORTANTE?
Mais petróleo na Margem Equatorial: Petrobras (PETR4) anuncia nova descoberta e confirma boa qualidade do óleo encontrado em agosto
2 de outubro de 2026 - 10:50Conteúdo BTG Pactual
Fundo multimercado que já rendeu CDI + 4,36% desde sua criação segue na ‘contramão’ das tendências; conheça
1 de outubro de 2026 - 14:00PODCAST TOUROS E URSOS
Eleições podem levar o Ibovespa acima de 200 mil pontos? A visão de Rodrigo Glatt, sócio da gestora GTI
1 de outubro de 2026 - 11:32BALANÇO DO MÊS
Tesouro Direto dispara em setembro com retorno de mais de 5% — mas outro investimento toma a dianteira e fica no topo do ranking
30 de setembro de 2026 - 19:16FECHAMENTO DOS MERCADOS
O vento a favor que fez o Ibovespa decolar 4 mil pontos, inverter o sinal e fechar setembro no azul
30 de setembro de 2026 - 17:49MESMO QUE 'DÊ RUIM'
Faça chuva ou faça sol nas urnas: JP Morgan seleciona ações que podem ganhar com o melhor ou o pior resultado eleitoral
30 de setembro de 2026 - 13:05TAG SUMMIT
Não tem tempo ruim para a infraestrutura: as empresas preferidas da Perfin para atravessar crises e juros altos
29 de setembro de 2026 - 17:53PRÊMIO DE RISCO
Dólar a R$ 4,80? As pistas que as últimas eleições na América Latina dão para o desempenho do real
28 de setembro de 2026 - 18:45VISÃO DO GESTOR
“Não se ganha dinheiro comprando o que é popular”: onde a Inter Asset está vendo pechinchas na bolsa brasileira
27 de setembro de 2026 - 12:01INTER INVEST SUMMIT
Ações “órfãs” na bolsa, juros altos e uma armadilha no crédito: onde investir em 2027, segundo especialistas
26 de setembro de 2026 - 18:08RALI NA B3
Ibovespa a 207 mil pontos? Especialista do Inter diz o que pode destravar a bolsa brasileira após as eleições
25 de setembro de 2026 - 16:40ALÉM DA BOLSA
Os fundos imobiliários cetipados vieram para ficar? Entenda por que eles estão em alta e o que você precisa saber antes de investir
25 de setembro de 2026 - 15:54SETOR DE AUTOPEÇAS
JP Morgan pisa no freio e rebaixa Frasle (FRAS3) para venda. Analistas preferem outras 3 ações que podem saltar até 69%
25 de setembro de 2026 - 13:18MAIS AQUISIÇÕES
TRXF11 enche o carrinho de novo e paga R$ 2,83 bilhões, mas FII cai na bolsa; veja o que entra no portfólio
24 de setembro de 2026 - 13:02O OUTRO LADO DA MOEDA
R$ 4,50 ou R$ 5,80? O gatilho que vai definir o preço do dólar depois das eleições
23 de setembro de 2026 - 18:33RADAR DE FIIS
Fundo imobiliário leva calote de inquilino em recuperação judicial; entenda o impacto no bolso dos cotistas
23 de setembro de 2026 - 13:01SD ENTREVISTA
Tubarões saem e varejo entra: sinal de alerta para os FIIs? LAREAL revela o que os institucionais estão vendo
23 de setembro de 2026 - 6:01AS MAIS SAUDÁVEIS
Dasa (DASA3) é compra para o UBS BB, mas banco revela outras 2 favoritas — uma delas para dividendos
22 de setembro de 2026 - 19:50EM DESACELERAÇÃO
FIIs de shoppings sob pressão: é hora de separar o joio do trigo — e o BTG Pactual já escolheu os ativos favoritos
21 de setembro de 2026 - 20:01EM ESPERA...