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Estadão Conteúdo
Comandante do navio

Em meio à crise econômica, Bolsonaro se isenta de culpa pela situação do país: ‘se é assim, ache um cara melhor’

Como de costume, o presidente voltou a jogar a culpa da crise nas medidas restritivas adotadas por governadores e prefeitos para conter o novo coronavírus

19 de outubro de 2021
17:04 - atualizado às 17:06
Jair Bolsonaro, presidente do Brasil, em fundo preto
Mais calmo, Bolsonaro lançou uma "Carta à Nação" como uma espécie de pedido de desculpas do presidente para Alexandre de Moraes, ministro do STF - Imagem: Shutterstock

O presidente Jair Bolsonaro negou nesta terça-feira (19) que tenha culpa pela crise econômica do País. "O tempo todo eu sou o responsável por tudo, se é assim, ache um cara melhor, sem problema nenhum. Tem muita gente boa candidata por aí", afirmou a apoiadores em frente ao Palácio do Planalto

"Vou cumprir meu mandato, sem problema nenhum, fazer o que é possível", acrescentou. Como de costume, Bolsonaro voltou a jogar a culpa da crise nas medidas restritivas adotadas por governadores e prefeitos para conter o novo coronavírus — chamadas por ele de "política do 'fique em casa'".

"Muitos de vocês apoiaram ficar em casa, agora a conta chegou. E não chegou toda a conta, ainda, vai chegar mais. Combustível, energia elétrica, alimentação. Agora, a pior coisa que tem é desesperar, é achar uma pessoa responsável por seu insucesso. Responsável é quem adotou essa política", disse.

Inflação pressiona governo

A declaração pessimista sobre a economia brasileira vem, de fato, em um momento de alta no preço dos combustíveis, da energia e dos alimentos, fatores que incomodam o núcleo duro do governo.

Na última quinta-feira, Bolsonaro chegou a dizer que ordenaria ao ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, a volta da "bandeira normal" nas contas de luz, mas a decisão é técnica e cabe à Agência Nacional Energia Elétrica (Aneel).

Em outro momento, o chefe do Executivo também já havia alertado para uma piora da situação econômica por uma crise de fertilizantes originada na China.

Além de rejeitar responsabilidade pelos problemas econômicos que assolam o País, Bolsonaro ainda voltou a comparar, nesta terça-feira, a situação brasileira à de outras nações. "Eu sei que vocês moram no Brasil, mas analisem o que está acontecendo nos Estados Unidos, na Europa, no mundo todo", pediu o presidente, sem considerar o impacto de crises políticas criadas dentro do Palácio do Planalto sobre a economia.

Para conter a queda de popularidade em ano pré-eleitoral, o governo lançaria hoje o Auxílio Brasil, programa para substituir o Bolsa Família, com parcelas de até R$ 400. Após a reação do mercado à notícia, porém, o Palácio do Planalto cancelou o evento.

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