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Aprovação do governo Bolsonaro piora neste começo de ano

Quantidade de pessoas que consideram administração ruim ou péssima subiu para 35,5%, segundo pesquisa da CNT e Instituto MDA

22 de fevereiro de 2021
12:33
Presidente da República, Jair Bolsonaro.
Imagem: Alan Santos/PR

A avaliação do governo do presidente Jair Bolsonaro piorou entre o final de 2020 e o início deste ano, em meio ao aumento do número de casos e mortes por covid-19, o fim do auxílio emergencial e a intervenção do governo no comando da Petrobras.

Segundo resultados da primeira pesquisa feita pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), em parceria com o Instituto MDA, em 2021, a avaliação a respeito do governo piorou em relação ao levantamento anterior, feito em outubro.

A quantidade de pessoas que consideram a administração do presidente ruim e péssima foi de 27,2% para 35,5%.

Já o número de entrevistados que consideram o governo ótimo ou bom caiu de 41,2% para 32,9%. A avaliação de regular ficou praticamente na mesma, em 30,2%, enquanto aqueles que que não sabem ou não quiseram responder foi de 1,4%.

A aprovação do desempenho pessoal do presidente também deteriorou. O número de pessoas que sinalizaram desaprovação foi de 43,2% para 51,4%, enquanto aqueles que aprovam passaram de 52% para 43,5%.

A CNT e o Instituto MDA realizaram 2.002 entrevistas presenciais, em 137 municípios de 25 estados entre os dias 18 e 20 de fevereiro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais (p.p.).

Economia, emprego, renda e auxílio emergencial

A pesquisa da CNT e do Instituto MDA também questionou as pessoas a respeito das expectativas para a situação do emprego no país para os próximos seis meses.

A maioria (40%) espera uma piora, enquanto 30,3% respondeu que a situação vai ficar igual e 28,1% acredita que vai melhorar. Em outubro, a maioria dos entrevistados (36%) esperava uma melhora, seguido pelas pessoas que esperavam estabilidade (31,1%) e piora (30,1%).

No caso da expectativa para a renda mensal no mesmo período, a maioria continua achando que ela vai ficar igual – em outubro, um total de 50,2% respondeu dessa forma, e agora em fevereiro este patamar é de 51%.

Em seguida aparece o grupo de pessoas que acredita que a situação vai piorar (24%, ante 20,7% da pesquisa passada), enquanto a parcela daqueles que acreditam que vai melhorar caiu de 26,5% para 22,7%.

Sobre quando a economia vai retomar, 36,8% acham que somente em 2022. Para 34,5%, apenas de 2023 em diante. Um total de 10,5% acredita que a recuperação será no segundo semestre e 3,4% acham que será no primeiro semestre de 2021.

Diante desta situação, 70,2% dos entrevistados afirmaram que o auxílio emergencial deveria ser retomado em 2021 com o mesmo valor e 16,6% consideram que o benefício deveria ser retomado em 2021 com valor mais baixo. Para 12,2%, o auxílio não deveria continuar em 2021.

Pandemia

Ainda que a avaliação a respeito do governo do presidente Bolsonaro tenha piorado, sua atuação no combate à pandemia de covid-19 segue sendo aprovada pela maioria dos entrevistados, ainda que tenha recuado um pouco em relação a outubro.

A pesquisa mostra que 54,3% aprova a atuação do governo federal, um pouco abaixo dos 57,1% apurados em outubro. A quantidade daqueles que desaprova subiu de 39,1% para 42%.

Para 49,7% dos entrevistados, Bolsonaro não tem culpa nenhuma em relação ao número de mortes provocadas pelo novo coronavírus. Outros 36,4% afirmaram que ele é um dos culpados, mas não o principal, e 11,5% consideram ele o principal culpado.

A atuação do governo federal em relação ao esforço para compra, produção e distribuição das vacinas foi vista como boa por 29,8% dos entrevistados e regular por 28,1%. A avaliação “péssima” ficou em terceiro lugar, com 16,5%, seguida por ruim (14,7%) e ótima (7,8%).

A maioria dos entrevistados (62,8%) informou ainda que pretende se vacinar contra a covid-19, independente de quem tenha fabricado o imunizante, contra 16,7% que divulgou que não pretende se vacinar. Outros 9,5% disseram que vão se vacinar somente se for a vacina desenvolvida pela Coronavac em parceria com o Butantan, enquanto 3,8% disseram que somente se imunizarão se for com a vacina da Astrazeneca e da Universidade de Oxford, a ser produzida em parceria com a Fiocruz.

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