EUA: pacote democrata deve enfrentar oposição de parte da indústria energética
Plano prevê repasses a concessionárias que fizerem transição rápida para combustíveis mais limpos

O pacote de investimentos de US$ 3,5 trilhões dos democratas no Congresso dos Estados Unidos inclui o financiamento de uma transição de longo alcance para o uso de energias limpas, mas deve enfrentar a oposição de parte da indústria energética, que pode arcar com aumentos de custos caso a proposta vire lei.
O plano, segundo informações da Dow Jones Newswires, prevê o pagamento de dinheiro às concessionárias que fizerem uma transição rápida para combustíveis mais limpos - e a imposição de penalidades financeiras para aquelas que optarem por mudanças mais lentas.
Também estão incluídas no pacote tarifas de importação com base nas emissões de gases de efeito estufa e a criação de multas inéditas para produtores de petróleo e gás pelo vazamento dessas substâncias poluentes, a partir de seus poços, tubulações e tanques, na atmosfera.
Além disso, o pacote daria aos desenvolvedores de energia eólica e solar e outras empresas de tecnologia limpa algumas provisões como um grande aumento nos créditos fiscais para novas unidades.
As empresas do setor de petróleo e gás, no entanto, alertam que o plano potencialmente torna os EUA mais dependentes de fontes estrangeiras de energia ao deixar a produção americana mais cara.
"Estaríamos preocupados com qualquer política que prejudique a produção de petróleo e gás dos EUA", disse Anne Bradbury, executiva-chefe do American Exploration & Production Council, que representa empresas independentes.
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Os democratas, no entanto, preveem penalizar os combustíveis fósseis importados por meio de tarifas para impulsionar as empresas americanas.
Medida que aumentaria fiscalização sobre impostos é retirada de pacote de infraestrutura
Congressistas dos Estados Unidos abandonaram planos de incluir no pacote de infraestrutura bipartidário de US$ 1 trilhão o aumento da fiscalização sobre a coleta de impostos da Receita Federal. O principal motivo da decisão foi o rechaço do Partido Republicano à medida.
Segundo o senador republicano Rob Portman, de Ohio, seus correligionários resistem a dar mais poder de fiscalização ao governo. Isso lançou uma nova incerteza sobre o financiamento do plano dias antes de uma votação planejada no Senado pelos líderes do Partido Democrata.
Republicanos e democratas passaram semanas tentando negociar um acordo para o pacote de infraestrutura, mas tiveram dificuldades para tomar uma decisão sobre como cobrir os custos dos investimentos e, ao mesmo tempo, minimizar o impacto sobre o déficit federal, que atingiu níveis recordes nos últimos anos, devido a grandes cortes de impostos e gastos relacionados à pandemia de covid-19.
Os legisladores enfrentam o primeiro teste nesta semana para saber se haverá apoio suficiente para avançar com a proposta no Congresso. O líder da maioria democrata no Senado, Chuck Schumer, disse na semana passada que dará o primeiro passo regimental nesta segunda-feira, 19. Ele marcou uma votação para quarta-feira.
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