O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Wine pode retomar os planos de IPO antes do período pré-eleitoral que costuma fechar a janela para as ofertas de ações, segundo Marcelo D’Arienzo, CEO da empresa de e-commerce de vinhos
Você conhece um ex-tomador de vinho? Desde o começo da pandemia, mais de sete milhões de brasileiros descobriram a bebida. E para Marcelo D'Arienzo, CEO da Wine, eles provavelmente manterão o hábito durante toda a vida.
D’Arienzo conta com a fidelidade do consumidor para sustentar o crescimento da empresa de e-commerce responsável pelo maior clube de vinhos do país. Apenas nos últimos 12 meses, a Wine conquistou mais de 120 mil novos assinantes.
São quase 250 mil pessoas que recebem mensalmente em casa os vinhos selecionados pela empresa fundada em 2008 em Vila Velha (ES). Essa expansão se deu justamente na “base da pirâmide”, de pessoas que se tornam clientes a partir dos planos de entrada — com rótulos a partir de R$ 25,90 por unidade.
Os números que você acabou de ler se referem ao primeiro trimestre, data do último balanço publicado pela Wine, que agora é uma empresa de capital aberto.
Não por acaso, D’Arienzo foi bem cauteloso ao falar dos resultados durante a conversa que tivemos por videoconferência, da qual também participou Alexandre Magno, diretor de relações com investidores.
O plano original da Wine era abrir o capital com uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) na B3. Mas a operação ficou pelo caminho em meio à turbulência nos mercados no fim do ano passado.
Leia Também
O projeto de ter sócios não apenas no clube de vinho como da própria empresa na bolsa não acabou após a frustração da primeira tentativa. Assim como a seleção de um bom vinho depende da safra, o IPO da Wine também deve acontecer no momento apropriado.
“Com o capital aberto, queremos manter a conexão com os investidores para possivelmente realizar a operação enquanto o mercado estiver aberto.”
D’Arienzo não falou em datas, mas indicou que o processo pode ser retomado entre o quarto trimestre deste ano e os primeiros meses de 2022, antes do período pré-eleitoral que costuma fechar a janela para as ofertas de ações.
Uma alternativa que a companhia provavelmente vai adotar para agilizar a operação é realizar o IPO por meio de uma oferta restrita, que dispensa o registro prévio na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), desde que a operação seja limitada a até 50 investidores profissionais — que possuem pelo menos R$ 10 milhões em patrimônio. Nesse caso, o pequeno investidor só poderá comprar ações da empresa após a estreia no pregão.
Por falar em IPO, a nossa colunista Larissa Quaresma preparou um vídeo especial sobre a abertura de capital da Raízen (RAIZ4). Confira e aproveite para se increver no nosso canal:
Enquanto não chega a hora de estrear na B3, a Wine mira o interior do país. Sem o dinheiro dos novos sócios na bolsa com o IPO, a empresa acabou adotando outro instrumento de mercado de capitais para financiar os planos mais imediatos de expansão: uma emissão de R$ 120 milhões em debêntures (títulos de dívida).
Os recursos foram usados para a aquisição da importadora Cantu. O negócio tem um objetivo estratégico: reforçar o canal de venda para bares, supermercados e restaurantes (B2B) da Wine.
A aquisição já coloca a empresa na liderança entre os importadores de vinho, em uma disputa “garrafa a garrafa” com a chilena Concha y Toro. Mas D’Arienzo diz que o mercado nacional ainda é muito pequeno para falar em concorrência.
Com a reabertura de bares e restaurantes diante do avanço do processo de vacinação, o B2B deve ser a principal avenida de crescimento do mercado no pós-pandemia.
A aquisição da Cantu também permitirá à companhia ganhar musculatura para avançar na distribuição de vinhos para cidades no interior.
“Muitos restaurantes médios de São Paulo ainda não têm nem carta de vinho. Essa é uma realidade dentro do Brasil.”
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADECONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A Wine nasceu com o DNA da venda digital, que ganhou força na pandemia e deve ser outro caminho sem volta. Mas a empresa enxerga a abertura de lojas físicas tradicionais como outro diferencial no processo de crescimento.
Já são 13 unidades — a mais recente na Barra da Tijuca, no Rio — e o plano é manter um ritmo de uma a duas novas lojas por mês até 2022. Os locais são escolhidos onde há um “adensamento” de sócios do clube.

As lojas próximas aos assinantes permitem descentralizar o estoque e permitem a entrega das compras realizadas pelo aplicativo no mesmo dia. A proximidade se reflete em mais vendas. D’Arienzo diz que o consumo dos clientes pela rede física é 30% maior.
Do lado do clube de vinhos por assinatura, o carro-chefe da Wine, a estratégia é manter em campo o time que está vencendo, com investimentos em marketing e na expansão das assinaturas a partir da indicação feita pelos próprios usuários, que ganham desconto quando trazem novos membros.
Tudo isso tem um custo para a companhia. No primeiro trimestre deste ano, a Wine registrou um prejuízo de R$ 500 mil. Embora no vermelho, foi um resultado bem melhor que a perda de R$ 5,9 milhões do mesmo período de 2020.
Os primeiros balanços divulgados como companhia também deverão servir de treino para companhia, que a partir do momento em que tiver ações listadas na bolsa precisará lidar também os “sommeliers de balanço”.
A operação envolve a aquisição pela holding dos irmãos Joesley e Wesley Batista de 90% das ações do capital social da Logás, que leva combustível a locais sem acesso a gasodutos
Venda da subsidiária marca reavaliação estratégica: empresa abre mão de negócio bilionário em receita para fortalecer caixa, reduzir despesas financeiras e elevar o retorno sobre o capital
Em fato relevante divulgado hoje (3), a companhia disse que os requisitos para a transação não foram cumpridos, em especial a assinatura do compromisso de voto entre a GPT e a gestora Trígono Capital, que tem 15,3% do capital da empresa.
O economista Adriano Pires, sócio fundador do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), explica o que esperar da Petrobras em meio à alta dos preços do petróleo
Varejista tenta congelar a venda da participação de 22,5% do Casino enquanto discute na arbitragem quem deve pagar passivo tributário de R$ 2,5 bilhões; em paralelo, Fitch corta rating para faixa de alto risco
Parte dos recursos vai para o caixa da companhia, enquanto acionistas aproveitam a janela para vender participação; veja os destaques da oferta
Temporada do 4T25 deve reforçar a força das construtoras de baixa renda, enquanto empresas como Eztec e Tenda ainda enfrentam desafios específicos
Metade da carne de frango consumida nos mercados halal do Oriente Médio é importada, principalmente do Brasil; entenda os efeitos do conflito na região para a exportadora brasileira
Pré-venda começa na próxima segunda-feira (9); modelo mais acessível vem com 256 gigabytes e novo processador
De olho na luz como motor da inteligência artificial, o investimento bilionário da Nvidia na Lumentum e na Coherent deve transformar a transferência de dados
Mesmo com sinais pontuais de melhora no exterior, spreads fracos no Brasil e geração de caixa negativa seguem no radar dos analistas
Paramount cogita fundir os dois streamings em um único serviço, mas ainda não há detalhes sobre nome, data de lançamento ou preço
Kepler Weber fecha acordo para combinação de negócios com a GPT; veja o que pode acontecer ao acionista de KEPL3
Com vencimentos pressionando o balanço, empresa estrutura linha bilionária e coloca ações da CSN Cimentos na mesa
A companhia informou que a operação está inserida em processo de reorganização administrativa, operacional, financeira e jurídica
Após alta de quase 30% em seis meses, banco avalia que o valuation ficou mais justo — mas um catalisador pode mexer com a ação
Negócio cria frota de 73 embarcações, muda o controle da companhia e consolida um novo peso-pesado no apoio offshore brasileiro
Custos sob controle e projetos em expansão reforçam cenário construtivo para a mineradora, mas valorização recente entra no radar dos analistas
A reorganização cria uma gigante de até R$ 50 bilhões, mas impõe uma decisão clara aos minoritários: aceitar a diluição e apostar em escala ou aproveitar a porta de saída
As ações da dona da bolsa acumulam alta de quase 70% em 12 meses; analistas divergem sobre a compra do papel neste momento