🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Kaype Abreu

Kaype Abreu

Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Colaborou com Estadão, Gazeta do Povo, entre outros.

Entrevista exclusiva

Como a Multilaser (MLAS3) quer usar o ‘custo Brasil’ e o dinheiro do IPO na B3 para expandir seus negócios

Presente na nova safra da bolsa brasileira, empresa é dona de marcas estrangeiras no país de companhias que não conseguem tornar operação rentável no Brasil

Kaype Abreu
Kaype Abreu
7 de outubro de 2021
5:50 - atualizado às 15:14
Alexandre Ostrowiecki
Alexandre Ostrowiecki, o CEO da Multilaser - Imagem: Daniel Valenti / Multilaser / Divulgação

Você já deve ter ouvido falar na expressão "custo Brasil". Ela costuma ser associada à típica burocracia que afasta empresas e investidores — em especial os estrangeiros — de fazer negócios no país. Pois essa dificuldade acabou se tornando um dos trunfos da Multilaser (MLAS3).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A fabricante de eletroeletrônicos faz parte da nova safra de empresas que abriram o capital na bolsa brasileira. Depois de uma estreia retumbante — com uma alta de 17% no primeiro dia de negócios — as ações acabaram sofrendo junto com a piora do mercado e agora acumulam queda mais de 40% desde o IPO (sigla em inglês para oferta pública de ações).

A companhia fundada pelo polonês Israel Ostrowiecki está habituada aos altos e baixos do país. Agora com o caixa reforçado por R$ 1,9 bilhão dos novos sócios na B3, a Multilaser avança com um plano de expansão que consiste, além do investimento em marcas próprias e da compra de outras companhias, no licenciamento de marcas estrangeiras.

"É mais difícil para uma multinacional ficar no Brasil se ela tem uma participação pequena de mercado. A ausência de escala encarece a produção", diz o CEO da Multilaser, Alexandre Ostrowiecki, filho do fundador da companhia, em entrevista ao Seu Dinheiro.

Segundo o executivo, estrangeiros ficam "horrorizados" com a burocracia no país. "Nós como empresa brasileira temos uma escala maior e não temos escolha: nem passa pela nossa cabeça sair do Brasil", diz ele.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Embora não deixe o país, a companhia mira outros mercados, com produtos que ainda correspondem a 1% da receita total. Ostrowiecki destaca Chile e Angola, mas diz que são mercados "completamente diferentes, em termos de desenvolvimento e maturidade do varejo".

Leia Também

"O Chile tem grandes redes de varejo, desenvolvidas, com livre comércio, com produtos de todo o mundo. Mas em Angola não existem grandes redes. Há pequenas lojinhas, não existe crédito, não tem entrega", comenta o executivo.

Multilaser: uma empresa, várias marcas

A Multilaser tem contrato no modelo de royalties com a Fisher-Price e a Michelin, enquanto com a Nokia e Toshiba, por exemplo, há um acordo para fabricação no Brasil com componentes originários das marcas.

A empresa leva de seis meses a dois anos para obter o direito sobre uma marca, atuando nos segmentos dispositivos móveis; escritório e soluções de TI; casa inteligente; kids, pets e esportes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Ser diversificado é da natureza da Multilaser", diz Ostrowiecki sobre a companhia fundada no final dos anos 1980 —quando importava copiadoras da Xerox e vendia cartuchos reciclados para impressoras.

Segundo o executivo, o modelo de negócios da empresa é sustentado por uma "cultura de descentralização" e por um ecossistema de software para gestão — considerado por ele "muito avançado", com políticas "bem definidas para medir a performance de cada produto".

A Multilaser tem capacidade de produzir para diferentes segmentos porque um mesmo tipo de máquina pode fazer a inserção de diferentes componentes, no caso dos eletrônicos.

Nas linhas de montagem as maquinhas são diferentes para cada tipo de produto, mas seguem no mesmo ambiente porque os produtos são parecidos, explica Ostrowiecki.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Pet e outras tendências

O segmento pet é a mais recente aposta da Multilaser, que lançou a marca Mimo e comprou a Expet, marca de tapetes higiênicos para pets, em agosto. A entrada nesse mercado se deu como uma espécie de de extensão da marca kids.

"A gente entendeu que hoje muitos 'babies' são pets, mas via que não podia usar a mesma marca por entender que são negócios diferentes", diz. "Não havia uma marca relevante para licenciar, então a gente criou uma, cujo pró é não ter que pagar royalties, mas o contra é não ser conhecida".

O CEO da Multilaser também cita a linha de utensílios domésticos, segundo ele, "muito ampla e que a gente está investimento bastante", além da casa conectada.

"[A casa conectada] é uma tendência muito grande de internet das coisas. Há outras verticais que a gente pretende lançar, que ainda estão em desenvolvimento", comenta.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As novas linhas de produtos, além do avanço da inflação, levaram a Multilaser a registrar uma alta de 60% no faturamento entre janeiro e setembro de 2021, na base anual e em dados ainda não auditados ou revisados.

Hoje a maior receita da Multilaser vem dos eletroeletrônicos, embora seja uma fatia pequena do total. O segmento é um dos que ainda é afetado pela pandemia, com a desorganização da cadeia de suprimentos.

Segundo Ostrowiecki, a escassez de componentes é agravada por uma crise de frete. "Contêineres da China passaram de R$ 12 mil dólares por cada, mas já foram mil dólares no passado".

O executivo reitera uma previsão do mercado, de falta de suprimentos até meados do ano que vem, mas diz que a Multilaser tem vantagem no mercado local por ser a única fabricante nacional em memória semicondutora, um dos componentes mais críticos da cadeia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"A tecnologia para isso [a memória] é bastante complexa. Nós temos uma fábrica de semicondutores em Minas Gerais desde 2014, que ajuda um pouco a aliviar a falta de memórias", diz o CEO da Multilaser. A empresa e outras duas multinacionais são as únicas que produzem o componente no país, segundo ele.

"Esse é um investimento de dezena de milhões de dólares e mais o conhecimento técnico", comenta o executivo. Segundo ele, a companhia também planeja internalizar a produção de produtos de maior volume físico, o que deve reduzir o custo do frente.

"Vamos começar a elaborar liquidificador, ventilador, batedeira e fritadeira em Minhas Gerais a partir do ano que vem", diz Ostrowiecki.

Investimentos no Brasil, de olho na deterioração

A Multilaser está aumentando em cerca de 60% a área produtiva na fábrica de Manaus e na de Extrema (MG). É um investimento, segundo o CEO, para colocar novas linhas de produção. "Estamos fazendo investimentos para década de 20, apostando que a Multilaser vai estar bem posicionado para ser um grande fornecedor".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A estratégia da companhia, assim como os seus pares, passa por adotar o incentivo fiscal. Ostrowiecki argumenta que, mesmo com a redução da carga tributária, paga-se mais imposto dos que nos Estados Unidos e na Europa - onde a incidência de tributos é de cerca de 10%

"Quando se fala de incentivo fiscal as pessoas têm uma fantasia de que a empesa está ganhando alguma coisa do governo, está tendo uma vantagem em relação ao resto do mundo. Não é verdade. O que existe no Brasil é uma carga tributária quatro vezes maior que a média mundial e aí com reduções você cai para três vezes".

Alexandre Ostrowiecki, CEO da Multilaser

Ostrowiecki afirma estar otimista com a Multilaser, mas diz que a empresa monitora o ambiente macroeconômico, porque "se a massa de renda e a confiança caem, os negócios são afetados". "Mas a porrada do câmbio já foi dada e o governo tem feito alguns movimentos de privatizações e reformas importantes", comenta.

Para o executivo, a queda dos papéis da Multilaser (MLAS3) não reflete a operação da companhia. "Pessoalmente, me chateia um pouco porque gostaria já na partida dar um retorno para os investidores", diz o CEO.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No balanço mais recente, do segundo trimestre, a companhia apresentou lucro líquido de R$ 202,3 milhões, alta de 122,9% na base anual. A receita líquida da empresa totalizou R$ 1,237 bilhão, aumento de 103,4%.

O segmento de dispositivos móveis obteve a maior participação na composição da receita líquida da companhia, com 44%, seguido por escritório e TI, casa inteligente e Kids & Sport.

Segundo dados da plataforma TradeMap, as ações da companhia têm recomendação de compra por duas casas de análise -as únicas que cobrem os papéis, de acordo com o site. A mediana de preço-alvo é de R$ 13,75. MLAS3 era negociada na faixa de R$ 7,20 nos últimos dias.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
METAIS BÁSICOS NO FOCO

Vai destravar valor? O que a joint venture da Vale (VALE3) no Canadá significa para quem tem ações da mineradora

19 de fevereiro de 2026 - 14:15

Operação reúne as empresas Exiro Minerals, Orion Resource Partners e Canada Growth Fund, e prevê investimento de US$ 200 milhões

SOBREVIVENTE

O dia seguinte ao apocalipse de US$ 2 trilhões: Totvs (TOTS3) prova que há vida após o caos da IA e ações podem dar um salto de 22%

19 de fevereiro de 2026 - 13:34

Citi cortou preço-alvo, mas manteve a recomendação de compra graças a uma arma que pode potencializar o negócio da companhia de software

TOP PICKS

Petróleo sobe, mas Petrobras (PETR3) não é a preferida do BTG para lucrar; veja as queridinhas de óleo e gás do banco

19 de fevereiro de 2026 - 12:17

Para o BTG, a situação financeira para as empresas do setor será mais apertada em 2026; veja quais são as empresas mais eficientes e que podem gerar mais retornos

NOVA PARCERIA NO RADAR

Unipar (UNIP6) e Casa dos Ventos fecham contrato para compra de energia e participação em usinas solares no Mato Grosso do Sul

19 de fevereiro de 2026 - 10:40

A parceria dá à Unipar Indupa o direito de adquirir, após cumprir algumas condições, uma participação de 9,8% do capital total da Ventos de São Norberto Energias Renováveis

UMA AÇÃO, UM VOTO

Axia (AXIA3) quer subir ao Novo Mercado: o que está por trás da nova aposta da ex-Eletrobras e como ficam os acionistas?

19 de fevereiro de 2026 - 10:13

Empresa convoca acionistas para votar migração ao segmento mais alto de governança da B3; veja o que muda para os investidores

ÚLTIMO PASSO

Natura (NATU3) sai da Rússia por R$ 166,3 milhões; entenda o que vem pela frente agora

19 de fevereiro de 2026 - 9:53

A venda da operação na Rússia era a última peça que faltava para a conclusão da estratégia de simplificação corporativa da Natura e retorno ao foco na América Latina

DRAGÃO ADORMECIDO

China sequestra R$ 14 bilhões em valor de mercado da Vale (VALE3), com queda de 3,57% das ações

18 de fevereiro de 2026 - 19:28

O tombo da mineradora foi o grande responsável por colocar o Ibovespa no terreno negativo nesta quarta-feira (18); sem o impacto de VALE3, o principal índice da bolsa brasileira teria subido 0,21%

AS FAVORITAS PARA INVESTIR

Construtoras de alta renda podem gerar retorno de até 44%, segundo a XP; analistas dizem qual é a ‘estrela’ do setor

18 de fevereiro de 2026 - 18:54

Analistas da XP apontam quais são as perspectivas para as construtoras de alta renda em 2026 e os desafios que o investidor pode esperar

NA LUTA PELA AMÉRICA LATINA?

Amazon ‘mostra os dentes’ contra Mercado Livre (MELI34) em campo de batalha fora do Brasil — e Itaú BBA liga alerta

18 de fevereiro de 2026 - 18:41

Com cortes de até 51% nas taxas logísticas e redução na mensalidade dos vendedores, a gigante norte-americana eleva a pressão sobre o Mercado Livre no México e reacende o temor de uma escalada na guerra do e-commerce na América Latina

SINAL VERMELHO

Citi rebaixa Braskem (BRKM5), vê geração de caixa fraca e considera improvável aporte da Petrobras (PETR4); ações caem no Ibovespa

18 de fevereiro de 2026 - 18:25

Banco aponta spreads baixos, queima de caixa acelerando e avalia que Petrobras dificilmente fará aporte para evitar impacto na política de dividendos

BEM-ESTAR NA BOLSA

JBS (JBSS32), Ambev (ABEV3), Camil (CAML3): que ações emagrecem e quais se fortalecem com o uso de canetas emagrecedoras, segundo a XP

18 de fevereiro de 2026 - 18:00

Veja as tendências para as ações de empresas do ramo de alimentos e bebidas com o avanço do uso de canetas emagrecedoras, como Mounjaro e Ozempic, e da busca pelo bem-estar

DESTAQUES DA BOLSA

Raízen (RAIZ4) ganha fôlego na bolsa em meio à expectativa de avanço nas negociações para reestruturação da dívida

18 de fevereiro de 2026 - 15:05

Segundo site, a Shell teria apresentado uma proposta diferente da alternativa discutida pela Cosan e por fundos do BTG para a Raízen; veja o que está na mesa

REESTRUTURAÇÃO EM ANDAMENTO

Azul (AZUL53) fecha acordo de US$ 300 milhões com American Airlines, United Airlines e credores para sair do Chapter 11; ações sobem até 4,5%

18 de fevereiro de 2026 - 14:43

Aportes fazem parte do plano de recuperação aprovado nos EUA e incluem oferta de ações com direito de preferência aos acionistas

“OPORTUNIDADE DO SÉCULO”

Microsoft quer acelerar a corrida da IA no Sul Global com pacote de US$ 50 bilhões; entenda a jogada da big tech

18 de fevereiro de 2026 - 14:01

Dados da empresa de tecnologia mostram que a adesão da tecnologia no Norte Global é quase o dobro em comparação às nações emergentes

UMA ÚLTIMA HERANÇA?

A última “ponta solta”? Quem é o Banco Pleno, que acaba de ser liquidado pelo BC, e como ele caiu nas teias de Daniel Vorcaro

18 de fevereiro de 2026 - 12:59

Instituição, que já se chamou Indusval, Voiter e Pleno, mudou de dono e de estratégia antes de terminar sob liquidação do Banco Central; entenda

INTERNACIONALIZAÇÃO

Por que a JHSF (JHSF3) comprou um palácio do século 16 em Milão? Prédio histórico terá novo hotel Fasano na Itália

18 de fevereiro de 2026 - 12:30

Imóvel histórico no centro de Milão será transformado no 18º hotel da rede Fasano; operação de 52,5 milhões de euros reforça estratégia de expansão internacional e foco em receitas recorrentes da companhia

MAIS UM CAPÍTULO DA NOVELA

Oi (OIBR3) vai à Justiça contra ex-acionistas de referência por abuso de poder e pede indenização irrisória

18 de fevereiro de 2026 - 10:30

Telecom acusa fundos que se tornaram acionistas após conversão de dívida de exercer influência abusiva e requer medidas cautelares, incluindo bloqueio de créditos

CRISE DE LIQUIDEZ

Do CDB turbinado à liquidação: Banco Central põe fim ao Banco Pleno, ligado a ex-sócio do Banco Master

18 de fevereiro de 2026 - 7:40

Antigo Banco Voiter, instituição enfrentava deterioração de liquidez; bens dos administradores ficam bloqueados

DEPOIS DO IPO

Pedido ao Cade: por que o PicPay quer comprar a Kovr, empresa que já foi do dono do Banco Master

17 de fevereiro de 2026 - 17:08

A J&F, que é dona do PicPay, teria colocado R$ 450 milhões na mesa, enquanto Daniel Vorcaro estaria pedindo R$ 600 milhões para selar o negócio

DAQUI NÃO SAIO, DAQUI NINGUÉM ME TIRA

A Gerdau (GGBR4) vai se dar bem nessa? Tarifas dos EUA sobre aço e alumínio não devem ser retiradas tão cedo, diz USTR

17 de fevereiro de 2026 - 14:52

Em meio à guerra comercial, Goldman Sachs elege a preferida do setor de siderurgia; com revisão de preço-alvo; confira

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar