Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Churrasco em alta

Para comprar 24% da BRF, Marfrig desembolsou R$ 3,2 bilhões

A Marfrig adquiriu na Bolsa de Valores 24,23% de participação em outra gigante dos alimentos, a BRF, em um movimento que está sendo interpretado no mercado como uma tentativa de fusão da companhia de proteína animal de Marcos Molina com sua concorrente. A operação foi feita por meio de leilão em Bolsa e teria movimentado […]

Embalagem de carne bovina
Imagem: Shutterstock

A Marfrig adquiriu na Bolsa de Valores 24,23% de participação em outra gigante dos alimentos, a BRF, em um movimento que está sendo interpretado no mercado como uma tentativa de fusão da companhia de proteína animal de Marcos Molina com sua concorrente. A operação foi feita por meio de leilão em Bolsa e teria movimentado US$ 600 milhões (cerca de R$ 3,2 bilhões), com recursos diretos do caixa que a companhia tinha disponível no trimestre.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O negócio foi confirmado pela BRF no início da noite de ontem. O Estadão/Broadcast apurou que estiveram na ponta vendedora a Previ, fundo de pensão do Banco do Brasil, que tem uma fatia de 9,16% da dona da Sadia, e a Kapitalo Investimentos, dona de 5%, além de outros acionistas.

Por enquanto, as empresas devem continuar suas atuações independentes, com a compra tendo sido apenas uma oportunidade para a Marfrig aumentar a sua participação.

Rumores sobre uma possível fusão entre as duas empresas de alimentos vêm movimentando o mercado desde quinta-feira. Ontem, as ações da BRF registraram alta de mais de 16%, fechando cotadas a R$ 26,93. Os papéis da Marfrig tiveram queda de 5,2% no dia, para R$ 18,05.

A compra das ações na Bolsa deve ser apenas o primeiro passo da ofensiva da Marfrig sobre a BRF. Esse movimento, de acordo com fontes de mercado, deve ser consolidado no longo prazo, com o BTG Pactual e o JPMorgan como mediadores financeiros.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O segundo passo da estratégia seria aguardar a próxima Assembleia-Geral de Acionistas (AGE) da BRF, em abril de 2022, para tentar destituir o conselho de administração, indicando nomes mais alinhados com a Marfrig. Esse seria o momento para engatar uma fusão mais abrangente. Por isso, ao comprar os papéis em Bolsa, a estratégia da empresa de Molina foi mirar os fundos de pensão da Petrobrás (Petros) e do Banco do Brasil (Previ), que foram contra a proposta de combinação feita em 2019 pela empresa.

Leia Também

ECONOMIA

Selic vai estacionar em 14% ao ano? XP espera um novo cabo de guerra do Banco Central contra a inflação no Brasil

GUIA DOS VESTIBULANDOS

Inscrições para o Enem 2026 encerram amanhã (5); confira como participar do principal exame do Brasil

Na época, as duas companhias ensaiaram uma união mas, 40 dias após o anúncio do acordo, voltaram atrás por não terem conseguido chegar a um consenso sobre temas de governança corporativa, conforme comunicado divulgado na ocasião. Fontes afirmaram, na época, que acreditavam que, em algum momento, uma tentativa de parceria seria retomada - o que agora se confirmou.

"Com uma participação de 10% na BRF já tornaria possível propor mudanças no comando da empresa, mas, para que isso resulte em fusão, ainda haverá um caminho", disse uma fonte que preferiu não se identificar. Ela lembra que um movimento parecido foi conduzido pela CSN, que adquiriu há dez anos 20% da Usiminas. "A diferença é que a Usiminas tinha no controle um bloco de acionistas, e a BRF tem o controle pulverizado, eventualmente dificultando os planos", acrescenta.

Entre os sócios da dona das marcas Sadia e Perdigão está a Península, da família de Abilio Diniz. A Marfrig, que se fortaleceu nos últimos anos, ganha relevância no varejo brasileiro como sócia minoritária da BRF. A companhia, que tem hoje a maior parte das receitas em dólar, mostrou um forte balanço no primeiro trimestre, com lucro de R$ 279 milhões, revertendo prejuízo no mesmo período do ano passado. A empresa chegou a ser dona da Seara, mas, por dificuldades financeiras à época, repassou a marca à rival JBS.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Do ponto de vista de mercado, os negócios são vistos como complementares, uma vez que a Marfrig é mais forte em bovinos, enquanto a BRF tem atuação forte nos segmentos de suínos e de aves. "A aquisição da participação ora mencionada visa a diversificar os investimentos da Marfrig em um segmento que possui complementaridades com seu setor de atuação", disse a BRF, em comunicado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
ID da foto:2235183314 3 de junho de 2026 - 10:38

PSEUDOMONAS AERUGINOSA

Anvisa recolhe lote de água mineral após detecção de bactéria

3 de junho de 2026 - 10:38
corpus-christi-folga-trabalho-abre-e-fecha-do-feriado 3 de junho de 2026 - 6:06
2 de junho de 2026 - 11:58
ID da foto:2230080278 2 de junho de 2026 - 11:26
1 de junho de 2026 - 19:07
Homem com binóculo, em torre de observação na floresta, olha sinais na economia para entender o caminho da Selic, taxa básica de juros 1 de junho de 2026 - 19:07
Logo do FGC com um fundo de notas de reais 1 de junho de 2026 - 16:47

FUNDO COM LIMITES

FGC: novas regras passam a valer nesta segunda; veja o que muda

1 de junho de 2026 - 16:47
USP 1 de junho de 2026 - 14:44
1 de junho de 2026 - 14:28

CAMPEÃO DA VEZ

Brasil campeão? Goldman Sachs diz quem deve erguer a taça

1 de junho de 2026 - 14:28
cerveja brahma ambev 1 de junho de 2026 - 11:01
Copa do Mundo 2026 1 de junho de 2026 - 11:01
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar