Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Proposta divide opiniões

Não há espaço para uma redução fiscal tão elevada na Reforma do Imposto de Renda, diz ex-secretário da Receita

Jorge Rachid avalia que os Estados e municípios também vão perder arrecadação se não houver uma compensação

Imagem: Shutterstock

Ex-secretário da Receita, Jorge Rachid avalia que o parecer da reforma do IR, apresentado pelo deputado Celso Sabino (PSDB-PA), trouxe avanços em relação à proposta original, mas alerta que não há margem nas contas do governo para permitir uma queda tão elevada do Imposto de Renda das empresas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Rachid diz que os Estados e municípios também vão perder arrecadação se não houver uma compensação. Leia a seguir a entrevista.

Qual o risco da perda de arrecadação de R$ 30 bilhões em 2023 prevista no parecer?

É uma perda considerável. O relator sinaliza que vai buscar fontes de receitas de outros setores para poder cobrir ou mesmo outras despesas que estão sendo contidas para cobrir.

Mas realmente não há espaço fiscal para permitir uma redução tão elevada como essa. Especialmente no momento em que outros países estão buscando maior arrecadação, especialmente, os Estados Unidos e Reino Unido, cobrando mais das empresas para cobrir os gastos da pandemia e não abrindo mão de recursos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Brasil está na contramão?

Leia Também

QR CODE DA DISCÓRDIA

Por que o Pix virou alvo dos EUA? O que realmente está por trás da ofensiva de Trump contra o sistema ‘queridinho’ dos brasileiros

NOVO 7X1 ?

Brasil pode sofrer novo vexame na Copa — e quem está dizendo isso não é um polvo

Exatamente. Mas há uma preocupação do fiscal agora, do Orçamento do governo. Isso tem que ser bastante considerado nessa avaliação. Mas o mais importante é que houve avanços e agora vai entrar o debate com a distribuição do parecer para os líderes da Câmara. Vamos aguardar os debates.

Ao reduzir o IR, Estados e municípios não podem perder recursos, já que o imposto é dividido?

Sim, o balanço apresentado é desfavorável aos Estados e municípios. O corte de renúncias, em boa parte, e a eventual redução de despesas orçamentárias, não afeta os fundos de participação dos Estados (FPE) e municípios (FPM).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Moral da história. Eles vão ter perda no saldo porque a arrecadação do Imposto de Renda, base para o FPE e FPM, vai diminuir.

Dá para votar nesta semana como quer o presidente da Câmara?

Muito difícil. É um projeto que requer muita atenção porque envolve mais de R$ 100 bilhões de redução na arrecadação e com a expectativa de mais de R$ 85 bilhões de compensação. Assim, sem dúvida, muita atenção deve ser dispensada nesse substitutivo apresentado.

O que o sr. achou da redução agressiva do Imposto de Renda das empresas?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O texto do relator evoluiu bastante em relação à proposta do Executivo. Corrigiu alguns pontos que estavam equivocados, como a obrigatoriedade de empresas, como administradoras de imóveis e shoppings, saírem do lucro presumido (sistema simplificado de tributação). Isso saiu.

Houve uma redução substancial do Imposto de Renda das empresas, mas o relator não corrigiu uma coisa que precisa de reparos: os lucros apurados até 31 de dezembro de 2021, quando distribuídos no ano que vem, serão tributados. Isso é um tremendo equívoco.

Por quê?

Vou dar um exemplo: uma empresa com lucros acumulados agora, no segundo semestre, está vendo a economia melhorar e quer esperar para reinvestir ou distribuir no ano que vem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com a economia melhorando, a empresa pode pretender, por exemplo, ampliar um galpão e empregar 50 funcionários.

Acontece que, com essa redação, havendo alguma incerteza, se a empresa resolver distribuir os lucros acumulados até 31/12/2021 no ano que vem, ela vai pagar o IR sobre dividendos. Esse empresário não vai querer arriscar. Vai distribuir agora.

Uma norma tem que ter a menor interferência possível. Não tem que antecipar uma situação. Lembrando que, quando se tornou isento, os lucros apurados até 1995, quando distribuídos eram tributáveis.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
1 de junho de 2026 - 19:07
Homem com binóculo, em torre de observação na floresta, olha sinais na economia para entender o caminho da Selic, taxa básica de juros 1 de junho de 2026 - 19:07
Logo do FGC com um fundo de notas de reais 1 de junho de 2026 - 16:47

FUNDO COM LIMITES

FGC: novas regras passam a valer nesta segunda; veja o que muda

1 de junho de 2026 - 16:47
USP 1 de junho de 2026 - 14:44
1 de junho de 2026 - 14:28

CAMPEÃO DA VEZ

Brasil campeão? Goldman Sachs diz quem deve erguer a taça

1 de junho de 2026 - 14:28
cerveja brahma ambev 1 de junho de 2026 - 11:01
Copa do Mundo 2026 1 de junho de 2026 - 11:01
As bandeiras da China e da União Europeia 30 de maio de 2026 - 17:03
29 de maio de 2026 - 13:31
Troféu da Copa do Mundo 2026 com estádio atrás - Imagem: Reprodução/Metlife Stadium 29 de maio de 2026 - 12:06
profissões mais bem pagas 29 de maio de 2026 - 11:51
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar