Não há espaço para uma redução fiscal tão elevada na Reforma do Imposto de Renda, diz ex-secretário da Receita
Jorge Rachid avalia que os Estados e municípios também vão perder arrecadação se não houver uma compensação

Ex-secretário da Receita, Jorge Rachid avalia que o parecer da reforma do IR, apresentado pelo deputado Celso Sabino (PSDB-PA), trouxe avanços em relação à proposta original, mas alerta que não há margem nas contas do governo para permitir uma queda tão elevada do Imposto de Renda das empresas.
Rachid diz que os Estados e municípios também vão perder arrecadação se não houver uma compensação. Leia a seguir a entrevista.
Qual o risco da perda de arrecadação de R$ 30 bilhões em 2023 prevista no parecer?
É uma perda considerável. O relator sinaliza que vai buscar fontes de receitas de outros setores para poder cobrir ou mesmo outras despesas que estão sendo contidas para cobrir.
Mas realmente não há espaço fiscal para permitir uma redução tão elevada como essa. Especialmente no momento em que outros países estão buscando maior arrecadação, especialmente, os Estados Unidos e Reino Unido, cobrando mais das empresas para cobrir os gastos da pandemia e não abrindo mão de recursos.
O Brasil está na contramão?
Leia Também
Exatamente. Mas há uma preocupação do fiscal agora, do Orçamento do governo. Isso tem que ser bastante considerado nessa avaliação. Mas o mais importante é que houve avanços e agora vai entrar o debate com a distribuição do parecer para os líderes da Câmara. Vamos aguardar os debates.
Ao reduzir o IR, Estados e municípios não podem perder recursos, já que o imposto é dividido?
Sim, o balanço apresentado é desfavorável aos Estados e municípios. O corte de renúncias, em boa parte, e a eventual redução de despesas orçamentárias, não afeta os fundos de participação dos Estados (FPE) e municípios (FPM).
Moral da história. Eles vão ter perda no saldo porque a arrecadação do Imposto de Renda, base para o FPE e FPM, vai diminuir.
Dá para votar nesta semana como quer o presidente da Câmara?
Muito difícil. É um projeto que requer muita atenção porque envolve mais de R$ 100 bilhões de redução na arrecadação e com a expectativa de mais de R$ 85 bilhões de compensação. Assim, sem dúvida, muita atenção deve ser dispensada nesse substitutivo apresentado.
O que o sr. achou da redução agressiva do Imposto de Renda das empresas?
O texto do relator evoluiu bastante em relação à proposta do Executivo. Corrigiu alguns pontos que estavam equivocados, como a obrigatoriedade de empresas, como administradoras de imóveis e shoppings, saírem do lucro presumido (sistema simplificado de tributação). Isso saiu.
Houve uma redução substancial do Imposto de Renda das empresas, mas o relator não corrigiu uma coisa que precisa de reparos: os lucros apurados até 31 de dezembro de 2021, quando distribuídos no ano que vem, serão tributados. Isso é um tremendo equívoco.
Por quê?
Vou dar um exemplo: uma empresa com lucros acumulados agora, no segundo semestre, está vendo a economia melhorar e quer esperar para reinvestir ou distribuir no ano que vem.
Com a economia melhorando, a empresa pode pretender, por exemplo, ampliar um galpão e empregar 50 funcionários.
Acontece que, com essa redação, havendo alguma incerteza, se a empresa resolver distribuir os lucros acumulados até 31/12/2021 no ano que vem, ela vai pagar o IR sobre dividendos. Esse empresário não vai querer arriscar. Vai distribuir agora.
Uma norma tem que ter a menor interferência possível. Não tem que antecipar uma situação. Lembrando que, quando se tornou isento, os lucros apurados até 1995, quando distribuídos eram tributáveis.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
DANÇA DAS CADEIRAS
+Milionária acumulada promete R$ 99 milhões, mas Mega-Sena se aproxima; confira o ranking dos maiores prêmios das loterias da Caixa
28 de setembro de 2026 - 6:41NAS MÃOS ERRADAS
Fim da humanidade? Desenvolvimento da IA sem controle pode levar a um bilhão de mortes, diz Bill Gates
27 de setembro de 2026 - 17:01O QUE BOMBOU NO SD
O sumiço das LCIs e LCAs, os R$ 10 bilhões do Bradesco e os dividendos da Petrobras (PETR4): as mais lidas da semana
27 de setembro de 2026 - 15:01FIIS DE LAJES CORPORATIVAS
Locação do Esther Towers pelo Itaú Unibanco, maior da história, abre alerta; entenda o que acontece com setor de escritórios agora
27 de setembro de 2026 - 11:30ELEIÇÃO, JUROS E FISCAL
“Essa taxa se torna insustentável”: os juros que enchem o bolso do investidor podem estar virando problema para o Brasil
26 de setembro de 2026 - 17:19DESTAQUES DA BOLSA
Magazine Luiza (MGLU3) ganha fôlego e Natura (NATU3) fica na lanterna: veja os altos e baixos do Ibovespa na semana
26 de setembro de 2026 - 16:08TOUROS E URSOS
Seu próximo carro será chinês? BYD, GWM e a nova guerra do mercado automotivo
26 de setembro de 2026 - 15:00DE OLHO NAS DÍVIDAS
Desenrola 3.0: governo Lula quer renegociar até R$ 150 bilhões em dívidas — mas como vai bancar essa conta?
26 de setembro de 2026 - 11:24Conteúdo Empiricus
McKinsey: Só 6% das empresas faturam com IA de verdade — veja característica em comum entre elas
26 de setembro de 2026 - 9:00O CRONOGRAMA DO RESGATE
O que acontece com o dinheiro de quem apostou nas bets após a proibição do governo
25 de setembro de 2026 - 18:58MIX DE SENTIMENTO
Ibovespa ainda pode subir quase 20%, mas investidores estão com pé atrás; Safra explica o motivo
25 de setembro de 2026 - 18:40EFEITOS VIRÃO NO 3T26
As vendas continuam, mas o dinheiro não chega: como a greve na Caixa afeta as incorporadoras, segundo BTG Pactual
25 de setembro de 2026 - 16:36CORRENDO CONTRA O TEMPO?
A 10 dias das eleições, ministro da Fazenda defende que governo Lula adotou ‘política fiscal correta’ em artigo na The Economist
25 de setembro de 2026 - 10:39TENTE OUTRA VEZ
Ozempic no SUS? Governo tenta emplacar canetas emagrecedoras nos postos de saúde e cita queda de 70% nos preços
25 de setembro de 2026 - 7:37MÁQUINA DE MILIONÁRIOS EMPERRADA
Mega-Sena 3062 encalha e prêmio em jogo sobe para R$ 45 milhões; Lotofácil, Quina e outras loterias também acumulam
25 de setembro de 2026 - 6:48IVA VEM AÍ
Do supermercado à academia: o que a reforma tributária muda para o seu bolso como consumidor?
25 de setembro de 2026 - 6:03NINGUÉM PAGA SOZINHO
Quem vai pagar a conta da Braskem (BRKM5)? Petrobras (PETR4) recusa aporte isolado, enquanto credores pressionam por bilhões
24 de setembro de 2026 - 19:30EQUILIBRANDO PRATOS
Palmeiras, ciclope e doping: as metáforas de Galípolo para falar de juros, crédito e driblar perguntas espinhosas
24 de setembro de 2026 - 17:30EDUCAÇÃO NOS HOLOFOTES
Cogna (COGN3) ainda pode subir 35%, mas Bradesco BBI faz um alerta para quem está de olho na ação
24 de setembro de 2026 - 16:45FIN4SHE 2026