O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Aceleração da inflação e riscos do lado fiscal levam analistas a estimarem que primeira alta virá antes que o esperado
Com o fim do forward guidance, a pergunta que está na cabeça de todos no mercado é quando que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) vai começar a elevar os juros.
A resposta para esta pergunta varia de economista para economista. Como um Teste de Rorschach, aquele em que psicólogos e psicanalistas mostram uma série de borrões e pedem para que a gente diga o que vê, cada um lê de uma certa forma o comunicado que é divulgado após as reuniões.
Mas, depois do encontro de ontem, parece estar se criando um consenso entre aqueles que acompanham cada movimento da autoridade monetária de que a elevação da Selic pode vir mais cedo que o esperado.
Toda reunião do Copom traz consigo uma série de especulações a respeito da taxa básica de juros. Mas o encontro de ontem, o primeiro de 2021, era particularmente aguardado, dadas as circunstâncias especiais que estamos vivendo.
Num país acostumado a viver com juros na casa de dois dígitos, é até estranho (não estou reclamando, só para deixar claro) ver a Selic em 2% ao ano, o menor patamar que ela já atingiu, estabelecido em agosto.
Mais do que isso, o BC importou para o Brasil o tal do forward guidance, mecanismo em que a autoridade monetária indica que manterá a política acomodatícia por um determinado período.
Leia Também
Em épocas normais, os bancos centrais não fazem isso, não se comprometem com decisões por tanto tempo. Só que a situação da economia, duramente afetada pela crise de covid-19, fez com que os diretores do Copom entendessem ser necessário sinalizar que os juros ficariam muito baixos por um longo período, como uma forma de ajudar na retomada das atividades.
Ontem, o Copom deu o primeiro passou para reverter a política monetária altamente acomodatícia que praticou até o momento, ainda que não completamente.
Apesar de ter mantido a Selic em 2% ao ano, o colegiado decidiu deixar de utilizar o forward guidance, algo que ele já tinha sinalizado em 15 de dezembro.
Na decisão, o Copom alegou que as expectativas de inflação e as projeções de seu cenário básico estão "suficientemente próximas da meta para o horizonte relevante de política monetária".
E informou que a retirada do instrumento não implica mecanicamente uma elevação da taxa de juros. Para o Comitê, a conjuntura econômica continua a prescrever estímulo "extraordinariamente elevado frente às incertezas quanto à evolução da atividade".
Apesar de ressaltar que a alta dos juros não será automática, os economistas são unânimes em dizer que a Selic subirá em 2021. A mais recente edição do Relatório Focus aponta que a taxa fechará o ano em 3,25% – há quatro semanas a mediana apontava para 3% ao ano.
Então, fica a dúvida: quando essa alta começará?
Bom, depois do encontro de ontem, muitos economistas passaram a acreditar que o primeiro reajuste ocorrerá ainda no primeiro semestre, por conta de surpresas negativas vindas pelo lado da inflação.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o indicador oficial de inflação do Brasil, fechou 2020 com a maior taxa acumulada desde 2016, e os mais recentes indicadores apontam para uma continuidade de alta dos preços, pressionados pela valorização das commodities no mercado internacional, o crescimento das expectativas de inflação e a volatilidade do real, provocada pelas incertezas vindas da política.
“Para o Copom, o recente choque inflacionário ainda deve ser transitório, mas ele está mais persistente que o imaginado, e continua exigindo monitoramento intenso, particularmente os itens do núcleo da inflação”, diz trecho do relatório do Goldman Sachs, assinado por Alberto Ramos, diretor de pesquisa econômica para América Latina do banco.
Ele espera que a primeira alta venha entre maio e junho, ao invés de agosto, como esperava anteriormente, e que a Selic feche 2021 em 3,5% ao ano, acima da mediana de projeções do mercado.
Rafaela Vitória, economista-chefe do Banco Inter, é mais taxativa, projetando que a alta começará em maio, e não mais em junho. Para ela, o fim do forward guidance depois de seis meses de sua introdução, e a inflação próxima ao centro da meta, significam que o cenário não exige mais uma taxa de juros baixa por um prazo tão prolongado. Ela destacou ainda que o risco fiscal segue criando uma assimetria de riscos para o cenário de inflação.
“Com a evolução do cenário de recuperação econômica mais consolidada a partir do segundo semestre, após a ampliação da vacinação no Brasil, o Copom pode iniciar o processo de elevação da Selic a partir de maio e estimamos que a taxa deva terminar o ano em 3,5%”, diz trecho do relatório dela.
Já para o BTG Pactual, como as projeções do BC para inflação permanecem abaixo do centro da meta, não parece que o Copom está sinalizando o início do ciclo de normalização “em breve”. “Em outras palavras, com base no tempo que levou para o forward guidance ser retirado, nenhuma ação é esperada para a próxima reunião”, diz trecho do relatório assinado por Claudio Ferraz, Lilian Ferro e Bruno Balassiano.
Contudo, eles reconhecem que a inflação demonstra sinais de aceleração neste começo de ano, aumentando as chances de que a Selic será elevada “antes de agosto”, sem se comprometerem em informar em qual reunião isto começará.
Documentário lidera ranking da plataforma de streaming ao detalhar a batalha judicial entre uma secretária de confiança e uma suposta esposa
Enquanto o Banco Central recolhe as cédulas da primeira família do real, a disputa pelos itens cresce e preços que já ultrapassam R$ 5 mil
Entenda a origem do Dia da Mulher, marcada por lutas e pala reivindicação de direitos, igualdade e reconhecimento.
Nicola Dickinson, do Reino Unido, ganhou sorteio e agora é dona de uma casa avaliada em muitos milhões
Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de quinta-feira (5). Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam. Consequentemente, os prêmios em jogo aumentaram.
Segundo o Fundo Garantidor de Crédito, 94% do montante total a ser pago já foi distribuído, e 675 mil credores já receberam seus valores
Corretora de investimentos espera um corte de 0,5 ponto percentual mesmo após o acirramento dos conflitos no Oriente Médio, que podem impactar o petróleo em ano de eleição no Brasil
Após investir R$ 15 mil em busca de água, família encontra petróleo e se vê no meio de uma burocracia que não resolve a questão do óleo e nem da água
Mercado Livre, Shopee e Casas Bahia ocupam o pódio de inquilinos dos galpões logísticos no Brasil; quais são as perspectivas para o segmento?
Aplicativo detecta e alerta para a presença de óculos inteligentes da Meta, do Elon Musk, e da Snap através de sinais Bluetooth
Aplicativo utiliza inteligência artificial para contar calorias; em 2025, a receita anual da empresa foi de US$ 40 milhões
A Lotofácil acaba de pagar o prêmio principal pela primeira vez em março. Todas as demais loterias sorteadas na quarta-feira (4) acumularam.
Municípios utilizam leis locais para celebrar datas culturais nesta quinta-feira (5); o próximo descanso geral será apenas em abril
Frederico Sampaio, CIO da Franklin Templeton, participou do podcast Touros e Ursos, do Seu Dinheiro, e fala sobre três cenários possíveis para a guerra no Oriente Médio e os efeitos para o mercado brasileiro
Os servidores Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana foram afastados do Banco Central e são investigados por consultorias dadas a Vorcaro
Enquanto Spotify e Apple Music disputam assinantes no streaming, o vinil surpreende e cresce na contramão da era digital
Proposta tem condições para venda de medicamentos em mercados e aguarda a sanção presidencial
Com guerras, dúvidas sobre o dólar e rearranjos de fluxo global, metais preciosos voltam ao radar dos investidores e podem seguir relevantes para o portfólio em 2026, segundo o BTG
Cidade vizinha de Fortaleza combina renda alta, grandes indústrias — e agora abriga os cinco novos milionários do país.
Apoiado por uma da família rica de sua cidade, Grêmio Novorizontino vive ascensão meteórica nos campos de futebol e tenta espantar estigma de morrer na praia