O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Os mercados tiveram um dia positivo nesta sexta-feira, com alta na bolsa e queda do dólar, mas isso não esconde o complicado caminho que deve ser enfrentado pelos investidores
A sinalização mais forte do Federal Reserve sobre o avanço nas discussões e a possibilidade de início da redução de estímulos monetários ainda este ano seria a grande candidata a maior surpresa da semana. Isso se o Ibovespa não tivesse conseguido remar contra a corrente e anotar dois dias consecutivos de alta, mesmo diante de um complicado cenário doméstico.
O principal índice da bolsa brasileira pegou carona na melhora do humor em Nova York, puxada pelas empresas de tecnologia, para apagar parte das perdas do começo da semana. Para Ariane Benedito, economista da CM Capital, após uma forte temporada de balanços do segundo trimestre, o mercado viu espaço para uma tempestade perfeita: com o clima em Brasília pesando sobre a precificação do mercado, os bons resultados das companhias brasileiras, acompanhados de uma melhora dos indicadores econômicos, abriu espaço para um bom ponto de entrada.
A alta de 0,76%, aos 116.040 pontos, no entanto, foi insuficiente para reverter o dano deixado pelos três pregões seguidos de queda e a semana terminou em uma nota amarga — um recuo de 2,59% na semana, o que apaga completamente os ganhos do ano e deixa o Ibovespa com um saldo negativo de 0,81%.
Com o Fed já pensando na retirada de estímulos, o dólar se fortaleceu em nível global e acumulou uma alta de 2,66% na semana mesmo com o recuo de 0,70%, a R$ 5,3848, registrado hoje.
Mas é preciso ir com calma. Os últimos dias foram positivos, mas os analistas sabem que o mau humor que tomou conta dos mercados globais nesta semana está longe de terminar.
Lá fora, a variante delta traz incerteza às grandes economias e a redução de estímulos no horizonte deve seguir levando cautela. Por aqui, as coisas são ainda mais complicadas.
Leia Também
Barrando todas as outras pautas no Congresso, a reforma do imposto de renda foi adiada mais uma vez e deve sofrer mais mudanças. Mesmo assim, não existem garantias de que o texto seja aprovado. A PEC dos Precatórios voltou a ser enfaticamente defendida pelo ministro da Economia Paulo Guedes, mas preocupa: ou tira os R$ 90 bilhões do teto de gastos ou este é eliminado.
Um alinhamento entre Legislativo, Executivo e Judiciário seria o ideal para uma saída mais agradável para a crise, mas isso dificilmente deve acontecer nas próximas semanas. O presidente Jair Bolsonaro encaminhou ao Congresso o pedido de impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes e segue causando ruídos que queimam o filme do Brasil, trazendo incerteza para o investidor e muita volatilidade aos negócios.
Diante de um cenário de instabilidade, grande pressão inflacionária e retirada de estímulos nos Estados Unidos, o mercado de juros disparou. Hoje o dia foi de alívio, mas foi preciso que o BC interviesse na oferta de títulos e que o presidente Roberto Campos Neto reforçasse o compromisso com as metas de inflação. Confira as taxas de fechamento do dia:
| Ibovespa | 0,76% | 116.040 pontos |
| Dólar à vista | 0,70% | R$ 5,38 |
| Bitcoin | 4,68% | 263.900 pontos |
| Nasdaq | 1,19% | 14.714 pontos |
| S&P 500 | 0,81% | 4.441 pontos |
| Dow Jones | 0,65% | 35.120 pontos |
Depois de saber como o mercado fechou essa semana, que tal entender como seus investimentos reagiram? Confere aqui como o Real Valor pode te ajudar!
A reforma do Imposto de Renda foi mais uma vez adiada, dando mais tempo para que pressões setoriais sejam aceitas, e a PEC dos Precatórios está longe de ser um consenso — esses são dois fatores que estão dando dor de cabeça ao ministro da Economia, Paulo Guedes.
Enquanto os temas não andam, o Congresso fica travado e o tempo do governo para a aprovação das reformas vai diminuindo com a proximidade de 2022. "Apesar de vermos muito mais discussão sobre os precatórios, a reforma do IR é um ponto crucial para dar andamento a outros tipos de discussão", aponta Benedito.
Não que as propostas sejam boas e resolvam a questão fiscal do país, mas, no momento, elas são a pedra no sapato. Para a economista da CM Capital, a retirada dos precatórios do teto de gastos, garantindo assim o cumprimento da meta, seria o melhor cenário no momento. "Não temos um problema de arrecadação e sim de gastos. É preciso fazer uma realocação do custo e não podemos dar um cartão de crédito sem limites na mão de um governo com histórico de péssima alocação de recursos."
A variante delta não é o único fator que traz incerteza sobre o futuro da economia global. Os últimos dados divulgados pela China dão sinais de desaceleração, e o mercado faz as contas — o que pode acontecer caso o ritmo de crescimento caia e uma nova onda do coronavírus obrigue os governos a adotarem medidas mais drásticas?
A crise no Afeganistão, com a tomada do poder por parte do grupo extremista Taleban, poderia ter segurado os preços das commodities, mas no fim das contas o medo da variante delta e da queda na demanda prevaleceu. O petróleo teve uma das suas piores semanas desde março de 2020, auge da crise do coronavírus. Já o minério de ferro, que também sofre com as ações intervencionistas da China, tombou feio e voltou ao patamar dos US$ 130 a tonelada.
Com a Vale, Petrobras e siderúrgicas impactadas, a pressão sobre o Ibovespa foi ainda maior. Para a economista da CM Capital, no entanto, as companhias brasileiras conseguiram segurar bem a derrapada das commodities no exterior, ainda que seus desempenhos tenham ficado na lanterna do Ibovespa ao longo da semana.
Há alguns meses a perspectiva de redução no ritmo de compra de ativos por parte do banco central americano tem preocupado o mercado, mas agora os temores começam a se tornar realidade.
Na ata da última reunião do Federal Reserve, divulgada na quarta-feira, foi possível ver grande discordância entre os membros do Fomc, mas ficou claro que as conversas sobre a redução dos estímulos estão avançadas e que mudanças devem acontecer ainda em 2021. Mesmo que não haja uma elevação nos juros, os investidores reagiram com grande cautela.
Para Ariane Benedito, da CM Capital, assim como no Brasil, a aversão ao risco no exterior ainda deve levar um tempo para se dissipar, e o que deve servir como termômetro para o mercado são os pronunciamentos dos dirigentes do Fed marcados para os próximos dias.
Mas é bom lembrar que as bolsas americanas e europeias renovaram máximas recentemente, então um ajuste de mercado pode ser saudável neste momento. Para a economista, essas correções são pontuais, e o viés que prevalece em Wall Street é de alta. Confira o fechamento dos principais índices americanos:
Com otimismo renovado sobre a possibilidade de privatização da Sabesp (SBSP3), as ações da estatal dispararam nesta sexta-feira. O ex-presidente da Câmara e deputado federal Rodrigo Maia tomou posse nesta manhã como secretário de Projetos e Ações Estratégicas de São Paulo e já deixou claro que a privatização da empresa de saneamento deve ser uma das prioridades da sua gestão e que deve ser entregue até o final do governo de João Doria.
"Acho que é uma coisa simbólica organizar a privatização, a concessão, deixar isso organizado até o final da minha gestão". Ao comentar o tema, o novo secretário disse que ainda estuda a pasta, mas que 'a questão da privatização da Sabesp' já foi tratada com o vice-governador Rodrigo Garcia.
A alta da ação foi suficiente para colocar a companhia de saneamento no topo da tabela de maiores altas da semana:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VARSEM |
| SBSP3 | Sabesp ON | R$ 36,55 | 8,81% |
| QUAL3 | Qualicorp ON | R$ 20,58 | 8,54% |
| CMIG4 | Cemig PN | R$ 12,49 | 7,95% |
| CCRO3 | CCR ON | R$ 12,71 | 7,08% |
| CPFE3 | CPFL Energia ON | R$ 28,05 | 6,17% |
Confira também as maiores quedas do dia:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VARSEM |
| USIM5 | Usiminas PNA | R$ 17,10 | -19,15% |
| CSNA3 | CSN ON | R$ 36,94 | -13,31% |
| GGBR4 | Gerdau PN | R$ 27,65 | -10,11% |
| VALE3 | Vale ON | R$ 97,55 | -9,93% |
| BRAP4 | Bradespar PN | R$ 63,47 | -9,46% |
Oferta de ações na bolsa norte-americana Nasdaq pode avaliar o banco digital em até US$ 2,5 bilhões; conheça a estratégia do PicPay para atrair os investidores
Em meio a transferências globais de capital, o principal índice da B3 renovou máximas históricas puxado pelo fluxo estrangeiro, dólar em queda e expectativa de juros mais baixos nos EUA
Em evento do Seu Dinheiro, especialistas da Empiricus e da Vinci falam das oportunidades para o setor em 2026 e recomendam fundos promissores
Em painel do evento Onde Investir em 2026, do Seu Dinheiro, grandes nomes do mercado analisam os cenários para o Ibovespa em 2026 e apontam as ações que podem se destacar mesmo em um ano marcado por eleições
Entrada recorde de capital estrangeiro, rotação global de dólares para emergentes e alta de Petrobras e Vale impulsionaram o índice, em meio a ruídos geopolíticos nos Estados Unidos e com eleições brasileiras no radar dos investidores
O banco digital controlado pela holding dos irmãos Batista busca levantar US$ 434,3 milhões em abertura de capital nos EUA
A oferta é destinada exclusivamente a investidores profissionais e será realizada sob o regime de melhores esforços
Após cair mais de 6% em cinco pregões com o temor de escassez hídrica, as ações da Sabesp passaram a embutir um cenário extremo de perdas, mas para o JP Morgan o mercado ignora a proteção do modelo regulatório
Para especialistas consultados pelo Seu Dinheiro, alívio nos juros ajuda no curto prazo, mas o destino das ações mais alavancadas depende de outro vetor macroeconômico
De acordo com a gestora, a alienação faz parte da estratégia de reciclagem do portfólio do fundo imobiliário
Even (EVEN3), Cyrela (CYRE3), Direcional (DIRR3) e Lavvi (LAVV3) divulgaram prévias operacionais na noite de ontem (15), e o BTG avaliou cada uma delas; veja quem se destacou positivamente e o que os números indicam
As incertezas típicas de um ano eleitoral podem abrir janelas de oportunidade para a compra de fundos imobiliários — mas não é qualquer ativo que deve entrar na carteira
Resultado preliminar dos últimos três meses de 2025 superou as projeções de lucro e endividamento, reforçou a leitura positiva de analistas e fez a companhia liderar as altas da bolsa
Analistas dos dois bancos indicam onde investir em 2026 antes que os juros mudem o jogo; confira as estratégias
Banco elevou a recomendação para compra ao enxergar ganho de eficiência, expansão de margens e dividend yield em torno de 8%, mesmo no caso de um cenário de crescimento mais moderado das vendas
No começo das negociações, os papéis tinham a maior alta do Ibovespa. A prévia operacional do quarto trimestre mostra geração de caixa acima do esperado pelo BTG, desempenho sólido no Brasil e avanços operacionais, enquanto a trajetória da Resia segue como principal desafio para a companhia
A companhia aérea conseguiu maioria em assembleias simultâneas para acabar com as suas ações preferenciais, em um movimento que faz parte do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos
O fundo multimercado superou o CDI no acumulado de 2025, com destaque para os ganhos em bolsa local e no real
Para entender as projeções para este ano, o Seu Dinheiro conversou com a analistas da EQI Research e da Empiricus Research, além de gestores de fundos imobiliários da Daycoval Asset e da TRX
Uma nova rodada de indicadores tanto no Brasil como nos Estados Unidos deve concentrar a atenção dos investidores, entre eles, os dados da inflação norte-americana