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2021-04-12T13:08:30-03:00
Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril.
Cautela com os juros

‘Mercado não percebe compromisso fiscal das lideranças políticas’, diz Verde Asset

Gestora de Luis Stuhlberger está cautelosa em montar posições em mercado de juros devido à grande incerteza atual

12 de abril de 2021
13:08
Luis Stuhlberger, gestor do fundo Verde
Luis Stuhlberger, gestor do fundo Verde - Imagem: Leo Martins

A Verde Asset está cautelosa com o mercado de juros no Brasil devido às incertezas que têm pressionado os juros futuros no país. "Temos sido parcimoniosos e pacientes ao implementar posições nesse mercado, pois não parece que teremos uma resolução tão cedo", diz a gestora de Luis Stuhlberger, na sua última carta ao mercado.

No documento, a gestora diz que "o mercado não percebe um compromisso fiscal por parte das lideranças políticas, e junta a isso o componente eleitoral de 2022, resultando numa demanda por prêmio como não víamos há muito tempo."

De fato, como bem lembra a carta da Verde, os juros futuros de longo prazo têm subido com a piora da pandemia e os impasses em torno do Orçamento de 2021, os quais até o presente momento ainda não foram resolvidos. Assim, o mercado entende que o risco fiscal ficou mais elevado, o que pesa sobre o risco-país e, consequentemente, sobre os juros longos.

Assim, as remunerações pagas, por exemplo, pelos títulos públicos prefixados e atrelados à inflação - casos do Tesouro Prefixado e Tesouro IPCA+, aos quais a pessoa física tem acesso via Tesouro Direto - subiram, o que em tese abre oportunidades de compra para quem pensa em ficar com esses papéis até o vencimento.

Porém, para quem pensa em lucrar com a valorização dos títulos, a cautela da Verde indica que talvez não seja o melhor momento de apostar nesse mercado.

A gestora finaliza a carta dizendo que o contexto continua, em grande medida, favorável para ativos de risco globais, e que o fundo Verde se mantém posicionado nesta direção, embora com reduções marginais.

O Verde, principal fundo da casa, teve alta de 1,47% em março (contra 0,20% do CDI), acumulando ganho de 1,91% no ano (contra 0,48% do CDI). Os ganhos vieram principalmente das posições em ações, tanto no Brasil quanto no exterior, e nas posições de juros globais.

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