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crise do coronavírus

Bolsonaro discursa para manifestantes que pedem fechamento do Congresso e diz que não vai negociar

Presidente provocou aglomeração ao discursar neste domingo, em Brasília, e teve de interromper o discurso três vezes porque tossia muito

Presidente da República Jair Bolsonaro
Presidente da República Jair Bolsonaro - Imagem: Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro provocou aglomeração ao discursar de improviso para uma multidão em Brasília, na tarde deste domingo (19). O presidente se dirigiu a centenas de manifestantes que se concentravam em frente ao Quartel General do Exército, no Plano Piloto da Capital Federal.

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"Eu estou aqui porque acredito em vocês, vocês estão aqui porque acreditam no Brasil. Nós não iremos negociar nada", disse, enquanto a multidão pedia o fechamento do Congresso Nacional, a volta do AI-5 e as Forças Armadas nas ruas.

No discurso, Bolsonaro disse que "o que tinha de velho ficou para trás". "Patriotas têm que acreditar e fazer sua parte para colocar o Brasil no destaque que ele merece. E acabar com essa patifaria. É o povo no poder", disse.

Bolsonaro teve que interromper suas falas três vezes porque tossia muito. O presidente permaneceu próximo aos manifestantes por cerca de 15 minutos, e cumprimentou alguns apoiadores, contrariando orientações de distanciamento social defendidas pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A maior parte dos apoiadores não usava máscaras de proteção.

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Isolamento

Antes de falar com os manifestantes, o presidente voltou a defender a flexibilização do distanciamento social. "A continuar com o fecha geral não está difícil de saber o que nos espera", escreveu o presidente em sua conta pessoal no Twitter.

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Desde o início da crise, Bolsonaro comprou briga com a maioria dos governadores - que decretaram isolamento social -, e atacou o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, no mesmo dia em que demitiu o ministro com apoio popular maior que o do próprio chefe do Executivo.

À revista Veja, em entrevista publicada no último domingo (19), Maia classificou a atuação de Bolsonaro como péssima e disse que o ministro da Economia, Paulo Guedes, passa informações falsas sobre a crise dos Estados e municípios. "Ele não é sério. Se fosse sério, não tentaria misturar a cabeça das pessoas", disse.

*Com Estadão Conteúdo

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