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2020-08-25T14:02:18-03:00
Kaype Abreu
Kaype Abreu
Jornalista formado pela UFPR. Fez parte da oitava turma de treinamento em jornalismo econômico do Estadão.
discussões em brasília

Imposto sobre transações digitais vai na contramão do quer o BC, diz COO do Mercado Livre

Executivo se diz pessimista com a discussão sobre “nova CPMF” em Brasília e vê mais tributação sendo encaminhada

21 de agosto de 2020
14:47 - atualizado às 14:02
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Stelleo Tolda, COO e Vice-Presidente do Mercado Livre - Imagem: Reprodução /Youtube Santander

O vice-presidente e COO do Mercado Livre, Stelleo Tolda, disse estar pessimista com a discussão sobre a reforma tributária em Brasília. Para ele, o que está se desenhando é um aumento de impostos.

"A simplificação tributária não está acontecendo", afirmou. "A gente está reduzindo alguns tributos federais, mas tem uma série de impostos que é cobrada, principalmente no âmbito estadual e que no meu entender deveria estar contemplada na proposta do governo".

O executivo também criticou a adoção do imposto sobre transações digitais, como defende o ministro da Economia, Paulo Guedes. "Me soa como algo despropositado e vai na contração de tornar o sistema mais aberto e mais competitivo como quer o BC", disse.

A declaração foi dada uma uma conferência online promovida pelo Santander nesta sexta-feira (21), com participação do CEO da Via Varejo, Roberto Fulcherberguer.

Para o executivo da dona da Casas Bahia, a revisão tributária é algo que tem de ser feito. No entanto, ele evitou entrar em detalhes sobre a discussão em Brasília. "Temos de avaliar se haverá sobretaxação", disse.

Via Varejo e Mercado Livre são donos de carteiras digitais - respectivamente, Banqi e Mercado Pago -, que atuam como intermediários entre vendedor e comprador.

Reforma tributária

A primeira fase da reforma tributária foi enviada pelo governo ao Congresso no mês passado, embora já existissem PECs em discussão entre deputados e senadores. O projeto por enquanto não prevê a criação de um imposto digital, mas é uma ideia defendida pelo Ministério da Economia.

Em um primeiro momento o governo propõe a unificação das cobranças do PIS (programa integração social) e Cofins (contribuição da seguridade social) - criando a Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços (CBS).

Ainda devem ser pautadas pelo executivo mudanças no IPI e alteração na cobranças do Imposto de Renda com a tributação de dividendos, por exemplo.

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