Itaú estuda segregar participação na XP em nova empresa e vender 5% das ações
Caso a operação seja realizada, os acionistas do Itaú receberão ações dessa nova empresa, que também será listada em bolsa e terá como único ativo a participação de 41,05% na XP

Divórcio à vista? Passados três anos depois da compra da participação no capital da XP Investimentos, o Itaú Unibanco anunciou que estuda segregar essa participação em uma nova empresa.
Caso a operação seja realizada, os acionistas do Itaú receberão ações dessa nova empresa, que também será listada em bolsa e terá como único ativo a participação de 41,05% na XP.
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O banco planeja ainda vender os demais 5% por meio de uma ou mais ofertas públicas realizadas na Nasdaq. Os recursos serão usados para monetizar parte do investimento na XP, o que geraria aumento do índice de Capital Principal de Basileia III.
“Caso se decida implementar a referida cisão, ela não será concretizada antes de 31 de dezembro de 2020”, informou o Itaú, em fato relevante.
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O banco não informou os motivos da segregação, mas não é de hoje que os sócios se estranham. Em junho, o Itaú lançou uma campanha publicitária na qual atacou o modelo de remuneração dos assessores de investimento adotado pelas corretoras. A XP não é mencionada diretamente, mas acusou o golpe e respondeu duramente às críticas.
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Uma eventual venda da participação pode render um belo lucro para o Itaú. Na época da entrada do banco no capital, a XP foi avaliada em R$ 12 bilhões. Hoje listada na bolsa norte-americana Nasdaq, a corretora possui valor de mercado da ordem de R$ 135 bilhões — ao câmbio de hoje.
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