Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Bruna Furlani

Bruna Furlani

Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tem passagem pelas editorias de economia, política e negócios de veículos como O Estado de S.Paulo, SBT e Correio Braziliense.

DE OLHO NO PETRÓLEO

Sobreoferta de petróleo em momento de menor demanda deve impactar setor no Brasil, diz gestor da Novus Capital

Ricardo Kazan disse que a expectativa é que haja um aumento de estoques de petróleo nos próximos três a quatro meses

Bruna Furlani
Bruna Furlani
9 de março de 2020
20:03
Petróleo Opep
Imagem: Shutterstock

Depois de a Arábia Saudita anunciar descontos aos compradores de petróleo, aumentar a produção da commodity e contrariar o que estava estabelecido na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), o grande problema agora é que haverá um "excesso de oferta em um momento em que é necessário haver corte de produção". Essa é a avaliação feita pelo gestor-sócio da Novus Capital, Ricardo Kazan.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo ele, a razão é que o coronavírus vai gerar uma quebra na atividade global e impactar, especialmente setores como turismo e transportes. O problema é que hoje grande parte da demanda de petróleo está relacionada ao setor de transportes. “Como o setor deve ser afetado, isso faz com que haja um excesso de oferta. E diante da queda na demanda causada pelo coronavírus, deve haver um desequilíbrio no mercado”, aponta Kazan. 

Com o aumento da oferta e queda na demanda, a expectativa do gestor é que haja um aumento de estoques de petróleo nos próximos três a quatro meses e com isso, o preço da commodity deve cair ainda mais.

Seguindo esse cenário global mais complicado, alguns setores também devem ser mais impactados do que outros no Brasil. Para ele, um dos que podem ser mais afetados é o setor de óleo.

Mesmo sem citar papéis específicos, as ações da Petrobras, por exemplo, sentiram bastante no pregão de hoje e lideraram as perdas do Ibovespa. Os papéis ordinários (PETR3) da companhia caíram 28,95% e fecharam em R$ 16,22. Já as ações preferenciais (PETR4) recuaram 28,60% e terminaram o dia cotadas em R$ 17,18.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na contramão dos setores mais impactados, papéis de empresas que dependem menos do setor externo devem sentir menos como, por exemplo, ações de empresas mais voltadas para a economia doméstica”, afirma Kazan. 

Leia Também

Bolsa: seguimos comprados

Mesmo com o cenário externo complicado, o gestor diz que não está pessimista com o Ibovespa. Ele destaca que reduziu posição em bolsa na semana passada, mas que agora o cenário abriu oportunidades. Kazan diz que está de olho em alguns ativos que estão com o preço mais atrativo, mas não cita papéis específicos.

Ele comenta ainda que a casa não trabalha com projeções para o principal índice acionário brasileiro e nem para o dólar, mas diz que há alguns fatores que devem fazer com que a bolsa volte a subir no médio e longo prazos.

Para ele, o fato de que a Selic está em um dos patamares mais baixos continuará a fazer com que os investidores permaneçam migrando da renda fixa para a renda variável.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso sem contar o fato de que o financiamento das empresas continua baixo no país e que o Brasil está passando por um processo de desalavancagem. O gestor destaca que o país segue reduzindo a relação entre a dívida pública e o Produto Interno Bruto (PIB).

“Continuamos vendo um estrutural de Brasil melhor, por isso seguimos confiantes na bolsa no médio e longo prazos. Nesse meio tempo, apenas iniciamos uma posição na parte curta da curva, mas podemos voltar a aumentar a posição em bolsa”, pontua o gestor. 

De olho no coronavírus e na atividade

Agora no curto prazo, o que deve continuar impactando é que ainda não há uma estabilização no aumento do número de casos de coronavírus por dia, de acordo com Kazan.

"A gente vinha com uma taxa de aumento de 2 mil casos por dia e no fim de semana passado saltamos para uma taxa de 4 mil por dia. Hoje, olhamos o número de casos diários e as respostas tomadas pelos BCs e pelos governos para que haja uma estabilização desse indicador", destaca o gestor.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outra coisa que está no radar no curto prazo é a questão da atividade brasileira, que permanece precisando de estímulos. Mas a indicação do BC é que a autoridade dispõe dos instrumentos necessários para promover isso ao mercado, segundo Kazan.

O gestor entendeu que o BC praticamente "sancionou" o corte de juros na próxima reunião, ao ouvir a fala do diretor de política monetária do Banco Central, Bruno Serra, feita hoje (9).

Na ocasião, o diretor do BC disse que a autoridade monetária está municiada dos instrumentos necessários para contrapor a disparada do dólar e os impactos do coronavírus sobre a atividade. 

O único ponto que gerou certa dúvida na fala do diretor é de quanto será essa redução. Segundo ele, o BC reiterou que o cenário continua exigindo cautela e pode ser que o corte seja menor na próxima reunião.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Hoje, pela manhã, o diretor disse que “o atual estágio do ciclo econômico segue recomendando cautela na condução da política monetária”. 

“De qualquer forma, acreditamos que o ambiente é deflacionário e requer uma política monetária expansionista por parte do BC e que exige juros mais baixos. Diante disso, o único aspecto que devemos revisar por agora é a inflação”, finalizou Kazan.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
AS MAIS LIDAS DO SD

Dividendos extraordinários da Vale (VALE3), o susto de Raízen (RAIZ4) e Pão de Açúcar (PCAR3) e a febre das loterias: confira o que bombou na semana

28 de março de 2026 - 15:31

O ranking das mais lidas do Seu Dinheiro traz as projeções do BTG para os dividendos da Vale, o alerta sobre a onda de recuperações judiciais e a sorte grande nas loterias da Caixa

DISPARADA DO PETRÓLEO

Combustíveis mais caros, lucro 37% maior: quem está ganhando com a guerra?

27 de março de 2026 - 18:45

Enquanto diesel e gasolina ficam mais caros, fatia de distribuidoras e postos engorda; PF investiga preços abusivos

O PESO DA GUERRA

Selic mais alta no radar? Santander revisa projeções de inflação com disparada do petróleo

27 de março de 2026 - 17:32

Banco eleva projeções de inflação após alta do petróleo e alerta para impactos no real, taxa de juros e economia brasileira

FUSO HORÁRIO COMPLICADO

Esquece o feriado! Por que seu chefe dificilmente vai te dar uma folga nos dias de jogo do Brasil na Copa do Mundo de 2026

27 de março de 2026 - 14:03

Mesmo com toda a animação que cerca o evento, dias de jogo do Brasil na Copa do Mundo não são considerados feriado nem ponto facultativo

A HISTÓRIA SE REPETE

Lotofácil 3646 paga prêmio milionário no meio da selva (de pedra); Mega-Sena puxa de novo a fila das loterias acumuladas, agora com R$ 40 milhões em jogo

27 de março de 2026 - 6:51

Assim como aconteceu nos dias anteriores, Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de quinta-feira (26). Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam.

DANOS SOB CONTROLE

De vilão a herói: juros altos devem reduzir o impacto do preço do petróleo na inflação do Brasil, diz Galípolo

26 de março de 2026 - 14:29

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, acredita que o Brasil está bem posicionado para possíveis impactos da guerra no Irã

PESQUISA ATLASINTEL/BLOOMBERG

STF, Congresso e governo Lula estão envolvidos com o escândalo do Banco Master? Mais da metade dos brasileiros acredita que sim

26 de março de 2026 - 13:43

Investigações do caso Master continuam e brasileiros suspeitam dos Três Poderes, indica pesquisa; confira os números

ENTRE A CRUZ E A ESPADA

Selic com freio de mão puxado? A mensagem do IPCA-15 e das projeções de inflação do BC sobre o corte de juros

26 de março de 2026 - 13:04

O IPCA-15 de março, o relatório trimestral do BC e o conflito no Oriente Médio dão sinais aos investidores sobre o que esperar na próxima reunião do Copom; confira

IMPARÁVEL

Ninguém segura a Lotofácil: concurso 3645 faz mais um milionário; Mega-Sena 2989 retoma o topo do pódio dos prêmios mais altos do dia

26 de março de 2026 - 6:55

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na quarta-feira (25). Todas as demais modalidades sorteadas ontem acumularam. Em contrapartida, os prêmios em jogo em cada uma delas aumentaram.

RALI COM CONTORNO ESTRUTURAL

Após a disparada do petróleo, as commodities agrícolas são o próximo front da guerra — saiba como surfar o novo ciclo

25 de março de 2026 - 19:36

Escalada no Oriente Médio pressiona insumos, eleva custos do agro e pode marcar início de novo ciclo de commodities, que abre oportunidade de ganhos para quem quer se expor ao segmento

Mudanças na CNH

CNH se adapta à era dos carros elétricos: projeto de lei autoriza habilitados na categoria B a conduzirem automóveis mais pesados do que antes

25 de março de 2026 - 15:20

Proposta eleva o limite de peso dos automóveis conduzidos por motoristas habilitados na categoria B da CNH

ISSO NUNCA ACONTECEU

‘Pix suspenso’ é fake news; o que acontece quando você não consegue transferir ou pagar pelo seu banco

25 de março de 2026 - 15:05

Banco Central (BC) esclarece em nota enviada à redação do Seu Dinheiro que, desde que a plataforma entrou no ar em 2020, o pix nunca foi suspenso

TOUROS E URSOS #264

Tinha uma guerra no meio do caminho: é hora de adequar a carteira ao ciclo de queda da Selic?

25 de março de 2026 - 14:30

Martin Iglesias, líder em recomendação de investimentos no Itaú, conta no novo episódio do Touros e Ursos sobre como o banco ajustou sua estratégia de alocação diante das incertezas atuais

DINHEIRO PARA EXPORTAR

R$ 15 bilhões na mesa: governo reforça crédito para empresas exportadoras em meio à tensão global e guerra no Irã

25 de março de 2026 - 11:28

Nova etapa do Plano Brasil Soberano tem um impacto potencial sobre indústria e pequenas e médias empresas (PMEs)

NA MIRA

Fraudes de até R$ 500 milhões: PF mira CEO da Fictor em operação contra esquemas milionários — e ligação com Comando Vermelho entra no radar

25 de março de 2026 - 10:33

Investigação aponta uso de empresas de fachada, funcionários de bancos e conversão em criptoativos para ocultar recursos

PRESSÃO DE LULA?

Petrobras (PETR4; PETR3) avalia recomprar refinaria de Mataripe do fundo árabe Mubadala; entenda o que está em jogo

25 de março de 2026 - 10:13

A refinaria foi privatizada durante o governo de Jair Bolsonaro. Desde a troca de comando da Petrobras, em 2023, a estatal manifesta o desejo de recomprar o ativo

SÓ DEU ELA

Lotofácil 3644 paga prêmio milionário na unidade da federação de maior renda do país; Mega-Sena puxa a fila das loterias acumuladas

25 de março de 2026 - 6:59

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de terça-feira (24). Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam. +Milionária pode pagar R$ 32 milhões hoje.

POLÍTICA MONETÁRIA

Sinal verde para a Selic: o segredo escondido na ata do Copom que abre as portas para cortes de 0,50 pp nos juros

24 de março de 2026 - 13:30

A guerra no Oriente Médio é a principal pedra no caminho de uma política monetária mais flexível daqui para a frente

Remédio no carrinho

Nimesulida, dipirona, tadalafila e outros remédios ao lado do leite, da carne e do café? Campeões de vendas nas farmácias agora chegam aos supermercados, mas com regras claras

24 de março de 2026 - 13:27

Consumidor poderá comprar medicamentos no supermercado, desde que os remédios estejam dentro de farmácias estruturadas no estabelecimento

COPOM

Não é só inflação: veja por que o BC continua cauteloso com os juros e para onde olhará agora

24 de março de 2026 - 10:42

Agora, o BC incluiu uma nova variável na análise da conjuntura: além de acompanhar as decisões de outros Bancos Centrais, o comitê avalia os desdobramentos do conflito do Oriente Médio, algo que influencia no preço do barril do petróleo e, consequentemente, da inflação

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia