🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Kaype Abreu

Kaype Abreu

Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Colaborou com Estadão, Gazeta do Povo, entre outros.

especial seu dinheiro

Onde investir no 2º semestre: investimento em imóvel é favorecido por juro baixo, mas pandemia impõe cautela

Mercado imobiliário segue com algumas condições macroeconômicas favoráveis, mas ainda há incertezas no horizonte; queda nas vendas não foi tão grande como o esperado, mas investimento tem pouca liquidez e depende muito da localização

Kaype Abreu
Kaype Abreu
20 de julho de 2020
5:30 - atualizado às 16:27
Onde Investir em 2020 2º Semestre Imóveis
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

A pandemia de covid-19 também afetou o setor imobiliário em um primeiro momento, mas os juros na mínima histórica funcionam, por outro lado, como alavanca para este mercado. Do ponto de vista de quem pensa em comprar imóveis como investimento - para ganhar com a valorização ou aluguel - o momento é propício?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A resposta não é precisa, pois se por um lado temos um ambiente de juros baixos e um grande déficit habitacional, por outro também temos um cenário de grande incerteza em relação à atividade econômica por causa da pandemia, além de risco de alta no desemprego e na quebra de empresas.

Além disso, investimento em imóvel depende muito da localização. Também não se pode ignorar os riscos desse mercado: baixa liquidez (é difícil vender um imóvel rapidamente), necessidade de muitos recursos para se diversificar e risco de vacância, que é o risco de o imóvel destinado para locação ficar vago por muito tempo.

Ainda assim, o mercado fala em condições gerais para o setor - e as características macroeconômicas que eram favoráveis antes da pandemia, em grande parte, seguem valendo. Entre elas os juros baixos. De qualquer forma, o conselho dos especialistas para quem quer investir em imóveis neste momento é o mesmo: tem que olhar o longo prazo.

Este texto faz parte de uma série especial do Seu Dinheiro sobre onde investir no segundo semestre de 2020. Eis a lista completa:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Juros na mínima histórica

A crise desencadeada pela pandemia do novo coronavírus levou o Banco Central a fazer novos cortes na taxa Selic, derrubando-a aos atuais 2,25% ao ano.

Leia Também

Isso fez com que muitos investidores que antes mantinham praticamente todos os seus recursos na renda fixa conservadora vissem seus retornos minguarem, passando a investir uma parcela do seu patrimônio em outros ativos com maior probabilidade de retorno, como os imóveis.

Além disso, a queda na taxa básica também reduz o custo dos financiamentos imobiliários, pois os juros do crédito também tendem a diminuir. Isso se somou a medidas recentes adotadas pelo governo federal para incentivar os bancos a emprestarem dinheiro, como o aumento dos prazos.

"Qualquer meio ponto que se reduz uma taxa de um financiamento de 30 ou 35 anos dá uma diferença importante no valor da prestação", diz Cristiane Portella, presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para ela, os juros baixos e o fato de a decisão de compra de um imóvel ser de longo prazo explicam por que o segmento de imóveis residenciais não sofreu um baque tão grande com a crise quanto outros setores da economia.

Segundo o Secovi-SP, na cidade de São Paulo - mercado mais aquecido do país -, foram feitas 1.900 vendas de imóveis novos em abril e 2.400 em maio, quedas de 27,7% e 26,7%, respectivamente, em relação aos mesmos meses do ano passado. A baixa, entretanto, é considerada branda por agentes do mercado.

Em relação a imóvel como investimento, Portella diz que ainda é muito cedo para fazer diagnósticos detalhados. "Outra explicação para a baixa não ter sido tão grande é a questão do imóvel novo como uma alternativa de investimento: comprar para alugar voltou a ser interessante", diz. "Conversando com players do mercado, a gente está vendo uma procura maior, mas ainda não quantificada".

Um dos poucos indicadores disponíveis abarca, em parte, os efeitos da pandemia até agora. O Raio-X FipeZap do primeiro trimestre mostrava que o interesse das pessoas em adquirir imóveis como forma de investimento havia se mantido em 44% em 12 meses. Já o número de unidades vendidas aumentou 6,7% no primeiro trimestre deste ano, chegando a 29,2 mil, segundo a Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP_ e pesquisador do Núcleo de Real Estate, Claudio Tavares Alencar, fala em demanda reprimida. "A expectativa é que seja um ano ainda meio prejudicado, mas é um mercado que em 2021 vai voltar com algum vigor, a depender do comportamento da pandemia".

O que pode mudar

A covid-19 fez com que pessoas e empresas questionassem determinadas rotinas e se algumas mudanças poderiam ser adotadas de forma permanente - o que impactaria a demanda.

O home office em grande escala, por exemplo, poderia fazer com que as regiões centrais fossem menos demandadas, ao passo que ganhariam destaque áreas afastadas de áreas comerciais e com mais extensão.

Só que especialistas com quem conversei dizem que é muito cedo para apontar tendências. A pandemia pode acabar e todas as mudanças hoje cogitadas ficarem no passado. "É temerário fazer um prognóstico com base em uma situação de crise", opina Alencar, da USP.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O professor fala na possibilidade de um modelo híbrido, mas não que impactaria profundamente o perfil dos imóveis residencias e comerciais vendidos. "Acho que pode ter uma certa reconfiguração dos espaços corporativos, com uma preocupação maior com as condições do elevador e do ar-condicionado, por exemplo", diz.

Para o economista-chefe do DataZAP, braço de inteligência imobiliária do Grupo ZAP, Sergio Castelani, as incertezas da crise podem levar determinados imóveis a se desvalorizarem em um primeiro momento, fazendo com que quem compra e vende fique receoso.

"O que acontece então é uma baixa na oferta, porque para muitos é preferível retirar temporariamente o imóvel de uma possível operação do que vender com desconto", explica.

Castelani diz que os valores dos aluguéis residenciais são mais resilientes, enquanto que os comerciais devem sofrer mais em razão da quebra de pequenas e médias empresas. Para ambos, "provavelmente" haverá mudança de foco de nicho e região. "Mas prever tendências de demanda é muito complicado", diz.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A questão regional é outra particularidade, principalmente em relação ao segmento residencial. Embora se fale de aspectos gerais da economia, como juro baixo e alta no desemprego, cada capital do país tem suas características - de modo que a recuperação no pós-pandemia pode ser mais ou menos acelerada.

"Você pode ver que o Rio de Janeiro está em uma situação bem complicada. A cidade tem grande parte da economia dependente de óleo e gás, enquanto Goiânia, por exemplo, passou praticamente incólume à crise por causa do agronegócio", diz o pesquisador do Núcleo de Real Estate. "São Paulo tem a vantagem de ser mais diversificada".

Segundo o Índice FipeZap, os preços de venda anunciados de imóveis residenciais na capital paulista avançaram 2,45% em 12 meses, enquanto na capital fluminense houve baixa de 1,31%. Aluguel em São Paulo subiu 7,01% no último ano, enquanto no Rio o ganho foi de 0,58%. A inflação foi de 2,11% no período.

O pesquisador da USP chama a atenção de um ou outro lugar, mas gente do mercado se esquiva de fazer o mesmo tipo de comentário. O vice-presidente de Habitação Econômica do Secovi-SP, Rodrigo Luna, defende que é preciso "olhar para o filme, não para a fotografia". "O retorno dos imóveis nos últimos 10 anos foi em torno de 15% ao ano, em ganho de preço e rentabilidade", lembra.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Acho que os imóveis vão continuar se valorizando e, no momento, há a questão do baixo custo de oportunidade", afirma. Para Luna, mesmo possíveis mudanças comportamentais levariam a alterações de rentabilidade apenas marginais. "Estamos prevendo uma retomada do movimento de aquisição".

Portella, da Abecip, conta que, antes da pandemia, a projeção de crescimento para o setor no país era de 32% em 2020. Em abril, a expectativa foi revisada para queda de 7%, mas com os dados do mês seguinte a estimativa mudou novamente para avanço de 7% neste ano.

Investir ou não?

Como alternativa de diversificação, o investimento em imóveis neste momento pode ser uma boa pedida, devido aos juros baixos. Lembrando que esta será uma parcela da sua carteira que terá baixa liquidez. Assim, esse tipo de investimento só em indicado para quem tem patrimônio suficiente para ainda manter uma reserva de emergência e investimentos em outras classes de ativos, mais líquidas.

Porém, diante das incertezas com a economia, os especialistas com quem eu conversei alertaram que o investimento em imóveis, neste momento, deve ser feito com vistas ao longo prazo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Atenção para o segmento de imóveis comerciais, que tende a sofrer mais com o desemprego. Fundos imobiliários são uma alternativa mais adequada, neste momento, para expor sua carteira a este segmento, pois permitem um investimento com menos recursos e mais diversificação em imóveis de maior qualidade e com inquilinos melhores do que as "salinhas comerciais".

Lembrando que fundos imobiliários também exigem análise de quais são os imóveis que compõem a carteira e quem é o gestor. Veja como investir em fundos imobiliários.

Considere ainda os seguintes fatores para investir diretamente em imóveis:

  • Preste atenção em questões como localização e estrutura do empreendimento;
  • Veja se toda a documentação está em ordem;
  • Aproveite a competição entre os bancos e compare as taxas do financiamento imobiliário;
  • Olhe além da taxa de juros e compare o Custo Efetivo Total (CET) dos empréstimos;
  • Se for comprar na planta, verifique o histórico de entrega e a qualidade dos imóveis da construtora.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
MUDANÇA NA DEFESA

Banco Master: quem é o novo advogado de Daniel Vorcaro, que já defendeu José Dirceu e Braga Netto

14 de março de 2026 - 17:41

Preso em Brasília, Vorcaro escolhe José Luís de Oliveira Lima para liderar a defesa; advogado já atuou em casos como Mensalão e julgamento de Braga Netto

R$ 2 BILHÕES INVESTIDOS

Cacau Park: como vai ser o parque de diversões bilionário que já tem data de inauguração marcada e pode desbancar o Beto Carrero World

14 de março de 2026 - 13:45

Entre as 70 atrações do Cacau Park, o destaque é a mais alta e mais rápida montanha-russa da América Latina

ACABOU PARA OS GUIAS TURÍSTICOS

Não sabe aonde ir? Google Maps ganha IA do Gemini que passa a sugerir cafés, restaurantes e até estacionamentos por perto

13 de março de 2026 - 14:50

Com tecnologia do Gemini, o Google quer transformar o Maps em um assistente capaz de responder perguntas e sugerir lugares em tempo real

CHEGOU NAS REFINARIAS

Petrobras (PETR4) aumenta diesel após mais de um ano sem reajuste; preço da gasolina segue inalterado

13 de março de 2026 - 12:55

Aumento será de R$ 0,38 por litro nas refinarias, enquanto governo aposta em desoneração e subsídio para suavizar efeito nas bombas

PARA ELE, TODA SEXTA-FEIRA É 13

Ele sabe que é bilionário, mas não pode encostar em um centavo porque sua namorada jogou todo o dinheiro no lixo

13 de março de 2026 - 12:34

James Howells seria considerado um bilionário no Brasil se sua agora ex-namorada não tivesse jogado fora um HD com 8 mil bitcoins

A CONTA DA GUERRA

Petróleo à beira dos US$ 100 coloca Petrobras (PETR4) contra a parede: diesel já tem defasagem de 72%

13 de março de 2026 - 11:58

Escalada do Brent e bloqueio das importações aumentam pressão sobre a política de preços da estatal

CONTRARIANDO AS SUPERSTIÇÕES

Boa notícia em plena sexta-feira 13: vencedores da Lotofácil 3634 ficam a meio caminho do primeiro milhão; Mega-Sena 2983 acumula e prêmio vai a R$ 75 milhões

13 de março de 2026 - 6:53

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de quinta-feira (12). Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania acumularam. Consequentemente, os prêmios em jogo aumentaram.

RANCOR ANTIGO

Prisão de Alexandre de Moraes ‘está a caminho’? Elon Musk cita envolvimento do ministro no caso do Banco Master

12 de março de 2026 - 18:40

Briga entre o bilionário e o ministro do STF se estende desde 2024 com investigações sobre a plataforma X

SOBE E DESCE

IPCA sobe 3,81% em 12 meses: veja os alimentos que mais encareceram e os que ficaram mais baratos

12 de março de 2026 - 16:47

Chocolate, batata-doce e café solúvel lideraram as altas do IPCA no período, enquanto arroz, azeite de oliva e frutas registraram as maiores quedas de preço.

LIXO PREMIADO

De HD com Bitcoin a colchão com milhões: essas pessoas jogaram fortunas no lixo de maneiras inusitadas

12 de março de 2026 - 15:49

Estas pessoas jogaram coisas no lixo achando que não valiam nada — e depois descobriram que estavam diante de verdadeiras fortunas

TOUROS E URSOS #262

Guerra no Irã e choque do petróleo: medo da inflação dá fim ao cenário de ‘emoção zero’ para o Copom

12 de março de 2026 - 14:30

Bruno Funchal, CEO da Bradesco Asset e ex-Secretário do Tesouro Nacional, conta como o choque externo chega na inflação, nos juros e no seu bolso

SEGURANDO O REAJUSTE NA UNHA

Não vai sobrar para a Petrobras (PETR4) — por enquanto: governo zera PIS e Cofins do diesel para mitigar alta do petróleo

12 de março de 2026 - 13:46

O objetivo é conter os efeitos da alta da commodity no bolso do consumidor, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio

MUDANÇAS NO CONDADO

Mais uma estação do Metrô de SP tem naming rights vendidos — veja quais estações têm seus nomes associados a empresas

12 de março de 2026 - 12:12

No total, já são 13 as estações de Metrô de São Paulo que adotaram o sobrenome de companhias

A UNIÃO FAZ A FORÇA

Lotofácil 3633 e Quina 6973 fazem juntas 12 novos milionários; Mega-Sena promete R$ 65 milhões para hoje

12 de março de 2026 - 7:20

Lotofácil é dividida entre dois ganhadores. Quina desencanta e sai para bolão com dez participantes. Todas as demais loterias sorteadas pela Caixa Econômica Federal na noite de quarta-feira (11) acumularam.

O CUSTO DO PROGRESSO

A nova corrida da IA: Brasil quer virar polo de data centers — mas há um problema ambiental no caminho

12 de março de 2026 - 6:01

Gigantes da tecnologia anunciam projetos bilionários de data centers no país, mas o consumo massivo de energia e água levanta alertas entre especialistas e ambientalistas

LEALDADE DE OURO

O que levou um dos maiores galãs do cinema a dar uma mala de dinheiro com US$ 1 milhão dentro para cada um de seus melhores amigos

11 de março de 2026 - 15:31

A surpreendente história de como George Clooney transformou gratidão em 14 malas com um milhão de dólares em cada para seus melhores amigos

NO CORAÇÃO DE SP

O que aconteceu com o seu, o meu, o nosso Pacaembu? Shows e ‘tapetinho’ afastam gigantes de São Paulo e concessionária sua a camisa para fechar as contas

11 de março de 2026 - 12:01

O Mercado Livre ganhou os naming rights do estádio com uma proposta de aproximadamente R$ 1 bilhão para explorar o espaço por 30 anos.

COLÍRIO PARA OS OLHOS?

Banqueiros mirins do Goldman Sachs posam para revista — e queimam o filme com a velha-guarda do bancão

11 de março de 2026 - 11:06

Velha guarda de Wall Street diz estar constrangida com o ensaio fotográfico dos jovens banqueiros do Goldman Sachs

TAXA DE GUERRA

Multa e taxa de guerra: conflito no Oriente Médio afeta frigoríficos brasileiros e até 40% das exportações de carne bovina

11 de março de 2026 - 10:05

Com o fechamento do Estreito de Ormuz, as exportações de carne de frango e bovina brasileiras podem ser afetadas com multas por atraso, aumento no custo de combustível e até uma taxa extra para passar pela região

NA TRAAAAAVE!

Mega-Sena 2982, Lotofácil 3632 e outras modalidades encalham, mas nem tudo é má notícia entre as loterias da Caixa

11 de março de 2026 - 7:04

Mega-Sena saiu apenas duas vezes desde a Mega da Virada. Lotofácil acumula pela primeira vez na semana. +Milionária promete o maior prêmio desta quarta-feira (11).

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar