Menu
2020-05-13T14:01:04-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
pós-pandemia

É necessário equilíbrio entre conter a doença e retomada econômica, diz Mourão

Vice-presidente da República disse após a pandemia do novo coronavírus, o governo terá programa Pró Brasil, que deverá estar pronto entre agosto e setembro

13 de maio de 2020
14:00 - atualizado às 14:01
Hamilton Mourão, vice-presidente da República
Hamilton Mourão, vice-presidente da República - Imagem: Flickr/Palácio do Planalto

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, disse nesta quarta-feira em evento online promovido pela Câmara Árabe, que o resgate da economia é prioridade da atual gestão.

Ao lado de preservar a economia, ele disse que a saúde do brasileiro também está no foco das preocupações, sobretudo para baixar a curva de contaminação e das mortes. "É necessário buscar equilíbrio entre contenção da doença e retomada da economia", frisou.

Segundo Mourão, as medidas que estão sendo tomadas pelo governo Bolsonaro - como a destinação de recursos para empresas e trabalhadores - não significa que o equilíbrio macroeconômico será deixado de lado. "Buscar estabilidade macro é fundamental para o Brasil crescer de forma sustentável."

No webinar da Câmara Árabe, o vice-presidente da República disse após a pandemia do novo coronavírus, o governo terá programa Pró Brasil, que deverá estar pronto entre agosto e setembro.

O projeto foi lançado em abril pelo ministro-chefe da Casa Civil, general Braga Netto, sem a presença do ministro da Economia Paulo Guedes, o que suscitou rumores iniciais, depois abafados, de que ele poderia deixar o governo.

O Pró Brasil - que vai na linha contrária do que defende Guedes, pois prevê a utilização de recursos públicos para a retomada do crescimento - tem o objetivo a criação de 1 milhão de empregos e recuperar a economia.

No evento desta quarta-feira, Mourão disse também que a atual crise não afetou a fronteira agrícola, pois Estados são menos afetados pela pandemia. "Nosso agronegócio é um caso de sucesso", disse, citando a alta tecnologia utilizada no setor.

"O Brasil está comprometido com a cooperação comercial com os países árabes, temos relações estratégicas com essas nações, construídas ao longo dos anos, com fluxo que no ano passado totalizou mais de US$ 12 bilhões, o terceiro parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China e dos EUA."

Segundo Mourão, é preciso buscar aproximação com os parceiros comerciais sem as "barreiras ideológicas ou culturais". Ele voltou a destacar a importância das relações com os países árabes, ressaltando que o País tem relações estratégicas com essas nações, construídas ao longo dos anos.

Mourão falou que o Mercosul apresenta problemas por causa da grave crise econômica que atinge a Argentina. "Ela praticamente se retirou da mesa das negociações bilaterais, isso complica as negociações, precisamos reorganizar o Mercosul até porque as relações políticas estão contaminadas, temos de trazer novamente a Argentina para o jogo."

Para o vice-presidente, não se pode abandonar a integração do Mercosul, a despeito dos problemas que a Argentina enfrenta, pois os países deste bloco são grandes produtores de alimentos.

*Com Estadão Conteúdo

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

App da Pi

Aplique de forma simples, transparente e segura

Novo competidor

Grupo catarinense que fatura R$ 8,8 bi vai abrir 1º atacarejo no estado de SP

O Grupo Pereira vai abrir uma unidade da Fort Atacadista, sua bandeira de atacarejo, na cidade de Jundiaí; forte competição em SP é desafio

Tensão em Brasília

Racha no Congresso põe reformas em xeque

A decisão do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), de fatiar a reforma tributária foi vista como a pá de cal nas chances de avanço das reformas no Congresso até o fim do atual governo. Embora Lira tenha prometido abrir o diálogo com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), para definir os próximos passos, […]

Rapidinhas da semana

BLINK: Itaúsa, B2W, Eletrobras e mais recomendações rápidas

Felipe Miranda, sócio-fundador e CIO da Empiricus, fala sobre Alpargatas, Eletrobras, Itaúsa, Lojas Americanas e muito mais no Blink

Reserva de emergência

Jeff Bezos, o homem mais rico do mundo, vende ações da Amazon e põe US$ 5 bi na conta

O bilionário Jeff Bezos vendeu cerca de 1,5 milhão de ações da Amazon nos últimos dias e pode vender outros 500 mil papéis em breve

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies