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FGV reforça ensino a distância e traz opções de MBA, pós-graduação e mais de 80 cursos gratuitos de curta duração
Live de música sertaneja, de personal trainer e até para aprender a fazer pão... Você já deve ter reparado que as transmissões ao vivo estão dominando a internet nesses tempos de coronavírus. A modalidade entrou na rotina de quem não pode mais buscar atividades fora de casa. Mas as opções vão além do lazer e o confinamento pode ser uma excelente oportunidade para dar um gás na carreira.
A demanda por iniciativas remotas de ensino é gigantesca durante a quarentena. Segundo a Organização das Nações Unidas, cerca de 1,5 bilhão de estudantes – em 174 países – estão fora da escola. Só no Brasil, mais de 47 milhões de alunos foram afetados.
As universidades foram as primeiras a intensificar as iniciativas de educação a distância (EAD). Uma pesquisa da Educa Insights, em parceria com a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), mostrou que 78% das instituições de ensino superior particulares do país migraram suas atividades presenciais para aulas virtuais após 46 dias de isolamento. Além disso, 89% das atividades programadas foram mantidas e adaptadas para formatos como transmissão ao vivo ou vídeos gravados.
Com as aulas presenciais suspensas desde 16 de março, a Fundação Getulio Vargas mantém suas atividades por meio de um sistema de EAD. A metodologia prevê a manutenção de horários fixos para as aulas ao vivo, que simulam a rotina em sala de aula. Os professores fazem todas as etapas de um exercício, por exemplo, compartilhando a tela com os alunos.
Os mais de 47 mil alunos dos cursos de MBA mantêm os estudos durante o isolamento social com a plataforma digital e-Class. As aulas podem ser vistas a qualquer momento e a avaliação é feita por meio de trabalhos individuais.
Além disso, os cursos de curta duração, pós-graduação e MBAs online da instituição, com videoaulas gravadas e fóruns assíncronos, continuam normalmente e atendem à demanda de estudantes que buscam por opções de ensino-aprendizagem sem restrições de lugar ou hora de estudos.
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A intensificação das aulas virtuais durante a pandemia está ajudando a FGV a aprimorar sua plataforma de EAD. A universidade criou um canal para receber feedbacks de professores e alunos e estimula que os estudantes gravem suas rotinas de estudos e compartilhem com os colegas através do programa #FGVemCasa.
“A educação online não é uma medida paliativa ou um remédio com data de vencimento. É um método de ensino que veio para ficar”, disse o Diretor de Comunicação e Marketing da FGV, Marcos Facó.
O isolamento social tem acelerado o processo de transformação e digitalização das universidades. Diversos projetos que estavam esperando uma oportunidade no mercado para serem lançados foram colocados em prática agora. É o caso da iniciativa FGV Live, que traz cursos de curta duração por videoconferência. São cursos de 16 horas/aula ou 64 horas/aula, que permitem ao aluno interagir em tempo real com os professores e colegas. Caso não seja possível acompanhar a aula ao vivo, o conteúdo fica disponível on demand na plataforma e-Class.
“Além dos cursos de curta duração, iremos lançar MBA na forma Live. Essa pandemia romperá preconceitos com o ensino a distância. Haverá pessoas que não vão querer mais se submeter a horas paradas no trânsito depois do seu trabalho para estudar se elas podem ter aulas iguais e da mesma qualidade na comodidade da sua casa”, destaca a diretora de Gestão Acadêmica do Instituto de Desenvolvimento Educacional da FGV, Mary Murashima.
Não é só quem está inscrito em uma pós-graduação, MBA presencial ou online que se beneficia do movimento de migração para o ensino remoto. A FGV é membro desde 2008 da OEG – Open Education Global – , um consórcio de instituições de ensino de diversos países que oferecem conteúdos e materiais didáticos sem custo. Atualmente há mais de 80 opções de cursos gratuitos em áreas como Administração Pública, Economia, Saúde, Finanças, Educação, Humanidades, Negócios, entre outras. Todos dão certificado aos participantes.
Segundo Murashima, com mais pessoas em casa e com tempo livre nas mãos, a procura pela modalidade cresceu 400% em comparação com os meses de janeiro e fevereiro. “Foram mais de 1,6 milhão de visualizações nos nossos cursos gratuitos em março. Com o isolamento social, a educação pode preencher espaços vazios. É uma oportunidade de se reinventar, de ter novas experiências e saberes”.
Durante a pandemia, 8 novos cursos abordando o sistema de saúde brasileiro e temas como liderança e gestão serão oferecidos para profissionais da saúde. Um dos motivos para o aumento da oferta de cursos gratuitos é ajudar os brasileiros a se recolocarem no mercado de trabalho.
O coronavírus deixará um rastro de desempregados no mundo. Nos Estados Unidos, houve a perda de 20,5 milhões de postos de trabalho em abril, uma marca que não era registrada desde a crise de 1929. No Brasil, segundo dados da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no fim de março, o país tinha quase 13 milhões de desempregados. Ao melhorar sua formação, esses brasileiros têm mais chances de se recolocar no mercado de trabalho.
Para quem não procura uma formação específica, mas quer se manter por dentro de tudo o que está acontecendo no mundo, a FGV trouxe convidados de peso para debates abertos. A universidade lançou uma websérie diária que reúne temas relacionados aos impactos causados pelo coronavírus em diversas áreas do conhecimento.
“Antes, realizávamos eventos nas nossas sedes para um número limitado de pessoas, conforme o espaço disponível. Os webinars rompem essa barreira e conseguem alcançar milhares de pessoas simultaneamente”, destaca Facó.
Até mesmo quem ainda não chegou na universidade poderá aproveitar a quarentena para se preparar para o vestibular. O portal FGV Ensino Médio traz testes, simulados online e mais de 11 mil questões elaboradas por mais de 200 professores colaboradores. Os estudantes ainda poderão ter acesso a gabaritos comentados para uma melhor compreensão dos seus pontos fortes e dificuldades, podendo assim turbinar os estudos.
Quer dar um gás no seu currículo sem sair de casa? Veja 4 opções oferecidas pela Fundação Getulio Vargas:
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