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crise do coronavírus

Vamos lidar com a dor econômica para minimizar a dor da doença e da morte, diz Bill Gates

Fundador da Microsoft diz que não dá para pensar em um meio termo entre isolamento e atividade econômica

28 de março de 2020
16:12 - atualizado às 18:26
Bill Gates
Alemanha, Berlim, 29/01/2013. Retrato de Bill Gates, fundador da Microsoft, durante entrevista coletiva após encontro com o ministro do Desenvolvimento alemão, Dirk Niebel, em Berlim, na Alemanha. - Imagem: ODD ANDERSEN/ASSOCIATED PRESS/AE

O bilionário Bill Gates disse que o efeito econômico do isolamento social para desacelerar a propagação do novo coronavírus é dramático, mas necessário. "Nada equivalente aconteceu em nosso período de vida ”, disse em entrevista ao portal TED.

O fundador da Microsoft ponderou que, passada a crise, é possível recuperar a economia - o que não se pode dizer da vida das pessoas. "Então, vamos lidar com a dor na dimensão econômica - muita dor - para minimizar a dor na dimensão de doenças e morte", disse o bilionário.

Para o empresário, a ideia lançada por líderes como Donald Trump de reabrir a economia global é "muito irresponsável". Gates, no entanto, não mencionou diretamente o presidente dos Estados Unidos. O bilionário disse ainda que não existe meio termo entre o isolamento e a atividade econômica no momento.

"É muito difícil dizer para as pessoas: 'continue indo a restaurantes, vá comprar casas novas, ignore a pilha de corpos na esquina. Queremos que você continue gastando, porque talvez haja um político que pense que o crescimento do PIB é tudo o que importa'', disse o fundador da Microsoft.

O presidente dos EUA chegou a sugerir que seria possível permitir que algumas pessoas saudáveis ​​voltassem ao trabalho, mantendo trabalhadores mais vulneráveis ​​em suas casas.

No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro falou em "isolamento vertical", sem apresentar um estudo para por o plano em prática. O Ministério da Saúde do governo e autoridades sanitárias de todo o mundo dizem ser importante conter aglomerações para evitar a rápida propagação da doença - que poderia gerar um colapso no sistema de saúde.

O Brasil tem 3.417 casos confirmados de coronavírus, segundo o Ministério da Saúde. Os EUA registraram 100.040, o maior número no mundo, de acordo com contagem da agência de notícias Reuters.

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